'O Corinthians já está entre os quatro maiores do mundo', relembra Mário Gobbi

'O Corinthians já está entre os quatro maiores do mundo', relembra Mário Gobbi

Gobbi procura reforços de acordo com as carências do time

Gobbi procura reforços de acordo com as carências do time

Foto: Adriano Lima/Terra

A ampla e confortável sala da presidência no Parque São Jorge é do tamanho da vontade que Mário Gobbi Filho tem de contratar um grande jogador para o Corinthians em 2013. Ele espera o momento certo. Kaká, Pato, Robinho "Sem custo, qualquer um interessa, seria uma maravilha", disse. Gobbi sonha alto, mas mantém os pés no chão. Controla o caixa do clube e diz que não pode gastar 30 milhões de euros num jogador, a menos que exista parceria nos moldes da que foi feita com Ronaldo.

A semana que antecedeu o embarque para o Japão foi turbulenta. Gobbi só sossegou quando José Maria Marin confirmou Felipão à frente da seleção, eliminando todas possibilidades de Tite ir embora. "Vamos ao Japão mais felizes." Abaixo, os principais trechos da entrevista exclusiva ao Estado.

O senhor deve ter ficado aliviado quando Marin anunciou o Felipão como técnico da seleção.

Gobbi - Foi uma decisão sábia do presidente Marin. O mercado acalmou, cada um pôde resolver sua vida, a sua carreira, enfim, é fase de contratos. Quanto a nós, eu já havia dito que o Tite tinha um contrato até dezembro de 2013.

Mas não passou pela sua cabeça que poderia perder o Tite?

Gobbi - O que passou pela minha cabeça é que iria ter uma especulação muito grande e que isso daria trabalho. E que nós tínhamos de dar um ponto final, foi o que eu tentei fazer. A gente tem de ser contundente, porque se não fica a dúvida: será que vai? Isso era contraproducente. Pelo momento que o Tite vive, sabia que iria ter, minha função como presidente era aquela, de dar segurança.

Se não houvesse a definição, seria pior, não?

Gobbi - Acho que se ele (Marin) não nomeasse o técnico, no Japão só se falaria nisso, o Mundial ficaria em segundo plano. Ele fez um bem para ele mesmo, para o Mundial. Vamos ao Japão mais felizes, sem nenhuma pendência. O Tite disse que 2013 deve ser seu último ano no Corinthians, porque ele fala em "desgaste natural".

Pela marca que ele deixa no clube, será difícil contratar um técnico para substituí-lo?

Gobbi - O Tite pensa que três anos é um ciclo que o técnico deve ter num clube. Sem entrar no mérito se ele tem razão ou não, quem sou eu para debater com o Tite, um homem do futebol, foi jogador. O que posso dizer é o seguinte, quando chegar dezembro de 2013 nós vamos sentar e fazer uma proposta para ele ficar e convencê-lo de que toda a regra tem exceções.

O que o Mundial muda na história do clube? Será um marco?

Gobbi - Não vejo o Mundial como um marco. O Corinthians tem um Mundial, mas vamos ter muito mais visibilidade internacional, vai ficar mais forte, robusto, encorpado, que é o que a gente busca sempre aqui no clube. Acho que o Mundial veio numa hora boa, que coroa os últimos cinco anos de trabalho.

O Corinthians tem chance real de ser campeão?

Gobbi - Eu penso que o futebol está nivelado, a seleção que o diga. Nós vamos ter grandes times lá, os quatro maiores do mundo, não dá pra dizer que este ou aquele seja superior em alguma coisa. Cada fase será decidida em um único jogo, noventa minutos e, quando isso ocorre, você pode contar menos ainda com o fator eventual de superioridade técnica. Primeiro quero que o Corinthians vá para final. Então, vou torcer. Quero muito que ele ganhe. Ganhar um título em dois jogos é dificílimo, quem errar menos, leva.

O título será uma obsessão?

Gobbi - Não. Em primeiro lugar porque já temos um Mundial. Em segundo, já estamos entre os quatro maiores do mundo, isto só já é um título. E, terceiro, o Corinthians teve um ano sensacional, único na história, campeão invicto da Libertadores, fez um Paulista que nem o campeão fez mais pontos que o Corinthians no campeonato todo, no Brasileiro ficamos entre os seis primeiros, e não subimos porque abrimos mão em prol da Libertadores, acho que já é um privilégio. Nós vivemos um momento mágico, estamos entre os quatro maiores times do mundo, se pensar onde está o Manchester, o Real Madrid, o Barcelona, o Milan, a Inter, Juve e assim vai. Isso já é um título. Não tem obsessão. O que queremos é conseguir jogar no Mundial o limite do potencial nosso, se alguém tiver mais potencial que nós que seja feliz, queremos jogar tudo que sabemos, se conseguirmos isso, serei uma pessoa, com título ou sem título, feliz.

O Kaká pode ser contratado, como publicou o diário 'Marca' ?

Gobbi - Não sei porque qualquer jogador do exterior que demonstre que vai sair de lá, o primeiro nome que se fala é o do Corinthians. Comprar o Kaká? Como? O Kaká tem quantos anos? Trinta? Quanto custa o Kaká? 20 milhões de euros? Como posso pôr 20 milhões de euros num jogador de trinta anos?

Mas comentou-se da possibilidade de o Real liberá-lo sem custo para economizar salários.

Gobbi - Ah, bom, sem custo, qualquer um interessa, seria uma maravilha. Vamos por as coisas nos lugares. O Corinthians não procurou o Kaká, o Kaká não está nos planos, está fora de cogitação. Agora, se vem gratuitamente...

E o Pato e Robinho?

Gobbi - Contratar nem pensar. Como vou dispor de um container de dinheiro num jogador?

Mas qual é o seu limite?

Gobbi - Depende do jogador, da idade, de uma série de coisas, como ele está, quais as carências que o clube tem, se tem parceiro, podemos fazer algo até maior, tudo depende. Agora há de convir que é difícil trazer um Pato, Kaká, Robinho. Ah, estou livre, quero acertar apenas o contrato. Então vamos conversar.

O Corinthians vai buscar parceiro para contratar uma estrela?

Gobbi - O marketing existe para isso. Mas até agora não vi um jogador que desse certo nesse tipo de parceria como o Ronaldo.

O time para 2013 está montado. Falta a cereja do bolo?

Gobbi - O Corinthians tem um grande time e um elenco bom, que nos dá orgulho. No futebol, sempre você quer ter mais qualidade. Quando fala da cereja, fala de um ícone. Para trazermos esse ícone, só como fizemos quando Ronaldo veio para cá. Não gastamos nada, acertamos salários e marketing com ele. Fora disto o Corinthians não é clube para trazer jogadores de trinta milhões de euros, é para fazer jogadores da base e vender por trinta, quarenta milhões de euros.

Fonte: Estadão

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