Corintianos fazem festa pelas ruas de Tóquio. E a ajuda do trem-bala à cobertura do Mundial

Corintianos fazem festa pelas ruas de Tóquio. E a ajuda do trem-bala à cobertura do Mundial

De Tóquio, Japão
Fotos e texto: @fabiolucasneves


Na concentração do Corinthians, em Nagoya, é enorme a expectativa dos jogadores e da comissão técnica sobre a tão decantada 'invasão' da Fiel ao Japão. Como o time estava de folga nessa manhã, a reportagem do Portal Terceiro Tempo seguiu até Tóquio, onde a imensa maioria dos torcedores do time paulista está hospedada, para conferir a movimentação na cidade.

O transporte escolhido, claro, foi o Shinkansen. Os quase 300 quilômetros que separam Nagoya da capital foram percorridos em menos de uma hora e meia.

O trem-bala existe desde 1964 e, em testes, já atingiu a velocidade de 580 quilômetros por hora.


A viagem é feita confortavelmente em poltronas reclináveis. A estabilidade do equipamento impressiona. Os passageiros podem dormir à vontade, sem se preocupar com a bagagem colocada no compartimento acima dos assentos, já previamente marcados. O risco de furto é zero.



E eis que, no horizonte, surge o Monte Fuji, a montanha mais alta do país com 3.776 metros. Sinal de que Tóquio se aproxima.



O desembarque na metrópole com a maior densidade demoográfica do planeta aconteceu na altura do bairro de Shinagawa. De lá, foi preciso pegar o metrô (lotado) até Shinjuku, no centro. É nessa região que os corintianos estão instalados.


Na saída da estação, surgiu o primeiro alvinegro, Eric, que não obteve a autorização da esposa para levar o filho Pedro ao Mundial. 'Improvisei com esse poster para senti-lo perto de mim, mesmo tão longe de casa', afirmou.



Em Shinjuku, os 'fiéis' surgem aos montes, sempre em pequenos grupos. Os gritos de 'Vai, Corinthians' contrastam com o surpreendente silêncio que costuma imperar nas ruas de Tóquio.



A maior loja de esportes do Japão, a Kamo Sports, montou uma espécie de stand do Timão logo na entrada do estabelecimento. As camisetas mais procuradas são as que mencionam a 'invasão'.



O gerente Toshikatsu Honda, cujo maior ídolo é Emerson Sheik, revelou que é pequeno o movimento de fãs do Chelsea. 'Se eles vieram ao Japão, estão escondidos', brincou.


Bastou fazer um plantão de quinze minutos na entrada do The Washington Hotel, um dos maiores da região, para acompanhar a chegada de mais torcedores. Ele vieram de todas as partes do planeta. Da Oceania aos Estados Unidos. Da Europa ao Oriente Médio. E do Brasil, claro.


Prevenidos, os corintianos estão munidos de cachecóis. Na semifinal diante do Al-Ahly, amanhã, o frio promete.


O otimismo é grande...


Assim como a curiosidade dos japoneses quanto à movimentação dos brasileiros pelas ruas e avenidas. O Mundial tem pouco espaço na imprensa daqui e muitos japoneses estão alheios ao evento.



Perto das 4 da tarde, havia chegado a hora de voltar à região de Nagoya. às 7 da noite, na vizinha Toyota, aconteceria o reconhecimento do gramado do estádio em que será disputada amanhã a semifinal. Graças ao Shinkansen, deu tempo de fazer a cobertura das duas pautas.

Fonte: Terceiro Tempo

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