A vingança silenciosa de Cássio

A vingança silenciosa de Cássio

Cássio já está marcado na história do Corinthians. Seja por suas atuações brilhantes na Libertadores da América ou seja pela exibição primorosa do último domingo, na final do Mundial de Clubes contra o Chelsea. Dito isso, fica ainda mais evidente que o camisa 12 do Timão foi injustiçado em 2012.

Calado, discreto e muito eficiente. Ele foi vítima de chumbo trocado entre Romário e Mano Menezes. Em sua ânsia de criticar o ex-técnico da seleção brasileira, o atual deputado federal pelo PSB agiu de forma leviana com o herói alvinegro. Ao saber que Cássio foi convocado, o Baixinho desdenhou. Disse que ele só foi chamado por ser agenciado por Carlos Leite, o mesmo agente de Mano Menezes. Também declarou que sua venda estava engatilhada ao Roma, da Itália.

As declarações de Romário ganharam eco na opinião pública, cada vez mais dividida pela crescente onda de anti-corintianismo. E Cássio que não fez nada para merecer isso passou a ser cada vez mais questionado. Sua capacidade —pasmem—foi colocada em dúvida por muitos 'especialistas' em futebol.

O tempo é senhor da razão. E esse ditado trouxe a verdade de volta. Cássio não foi vendido ao Roma e também se tornou personagem eterno da história do Corinthians. Ele já havia conquistado a confiança do torcedor do Timão há muito tempo, mas ainda assim via seu futebol minimizado pela massa de secadores do alvinegro paulista.

A sua absurda atuação na final do Mundial de Clubes foi coroada com o prêmio de melhor jogador do torneio e também do duelo decisivo. Quando desembarcar nesta terça-feira em São Paulo, Cássio estará em uma posição quase impossível de imaginar. O grandalhão e discreto goleiro corintiano pode se considerar no topo do mundo. Além de conquistar a Fiel ele ainda curou da cegueira milhares de torcedores rivais.

E muito antes disso, fora de campo ele deu mostra de equilíbrio invejável. Enquanto Emerson Sheik e Jorge Henrique mandavam recado para Leo, o falastrão lateral do Santos, Cássio se manteve humilde. Não respondeu ninguém. Não demonstrou sequer sinal de ter alguma coisa atravessada na garganta.

No fundo ele também sabe que essa é a melhor resposta. Ser goleiro é das profissões mais ingratas que se têm notícia. Em 2012, Cássio foi duas vezes protagonista do futebol brasileiro e tudo isso em seu primeiro ano como titular do Corinthians.

Parafraseando o próprio Baixinho: em relação a Cássio, Romário calado é um poeta. E verdade seja dita. O ímpeto de fiscalizar e escancarar o interior da CBF por parte do Romário é digno de elogios. Nem o mais inocente torcedor acredita que não exista a necessidade de auditoria e fiscalização não apenas na CBF, mas em todo o futebol.

Todavia, apesar de todos os esforços por parte de Romário, a entidade que comanda o futebol brasileiro segue sendo caixa inviolável. Não será fácil revelar o que existe nos bastidores da CBF. A possibilidade de uma nova CPI envolvendo o feudo de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero pode deflagrar uma guerra política sem precedentes entre a cartolagem no país. Caso ocorra, uma tenebrosa tormenta se aproxima. O primeiro injustiçado por culpa dessa briga de foice pelo poder foi o discreto Cássio. Só que ele perseverou e foi premiado. As vezes a bola pune. Em outras ela recompensa quem trabalha duro.

Fonte: Esporte Interativo

Veja Mais:

  • Índio deu a vitória ao Corinthians/UNIP

    Com gol no fim, Corinthians vira para cima do Sorocaba e se aproxima do título nacional

    ver detalhes
  • Oswaldo comandou atividades desta segunda-feira

    Oswaldo esboça Corinthians para duelo com Cruzeiro; veja provável escalação

    ver detalhes
  • Oya é um dos destaques do Timão na disputa no Sul do Brasil

    Timão joga bem, mas não impede segunda derrota na Copa Internacional Sub-20

    ver detalhes
  • Dispensado do Corinthians, Willians se pronuncia em rede social

    Dispensado do Corinthians, Willians se pronuncia em rede social

    ver detalhes

Comente a notícia:

  • 1000 caracteres restantes