Rosenberg, ex-vice de marketing corintiano, revela plano para criar um Corinthians chinês

Rosenberg, ex-vice de marketing corintiano, revela plano para criar um Corinthians chinês

Horas antes de comunicar seu afastamento da vice-presidência de marketing do Corinthians, na tarde desta quinta-feira, o economista Luis Paulo Rosenberg revelou que procura um parceiro na China para montar uma versão chinesa do clube paulista. “Estamos negociando e escolhendo um clube chinês para se tornar no Corinthians de lá”, disse.

Em entrevista ao repórter Vanderlei Lima, da rádio Bradesco Esportes FM, Rosenberg avaliou que a conquista do Mundial de Clubes da Fifa, no Japão, deve acelerar a fixação da imagem do Corinthians no cenário mundial. “Vamos ganhar uns cinco anos nesta internacionalização”, previu. O torneio foi disputado no Japão, mas o marketing alvinegro pensa em outro país: “O foco é a China e seu imenso mercado”, afirmou.

Luis Paulo acha até que o comportamento do consumidor chinês tem semelhança com o comportamento da torcida corintiana. “São apaixonados quando abraçam uma escolha. Existe até uma comunidade do Corinthians no facebook, que é comandada por uma chinesa”, falou o dirigente.
Em tom bem humorado e animado com a contatação de que a torcida corintiana é hoje tão grande quanto a do Flamengo, com número estimado de 30 milhões de fanáticos, Rosenberg brinca ao propor outra parceria, esta na Inglaterra: “Podemos ser parceiros do Corinthians Casuals e ganharmos a Liga dos Campeões da Europa. Só nos falta este título”.


O dirigente disse ainda que o clube estabeleceu uma imagem sólida que atende os desejos de sua torcida e pode ajudar na inserção dos mercados no exterior. “O Corinthians é um time politicamente correto, que tem vinculação com causas nobres como o apoio às vítimas do terremoto no Japão, engajamento em campanhas como o combate à obesidade, combate à diabete. É um time generoso e solidário”, reforçou.

A base de todas as ações vem da política de identificar a equipe com os anseios dos torcedores. “Nada acontece por acaso no Corinthians. O marketing funciona como um leva e traz da Fiel”, explicou o economista. Mesmo tendo deixado esta área do clube, Rosenberg continua como 1º vice-presidente eleito do Corinthians. Ele avalia que o clube paulista terá uma situação financeira confortável em 2013, com os recentes contratos assinado com venda de direitos de transmissão de televisão, o acordo com novo patrocinador master e a possibilidade ainda de vender partes do uniforme. “A camisa hoje vai cerca de R$ 40 milhões”, disse.

O dirigente aponta ainda a proximidade de outra forte fonte de receita: o estádio que está sendo construído em Itaquera, na zona leste de São Paulo. “Ele gera de 100 a 150 milhões de reais de receita líquida. Temos que esperar a realização da Copa do Mundo, quando o estádio será sedes dos jogos, e depois da retirada das arquibancadas móveis. Mas com ele readaptado, esta será outra fonte fabulosa de receita”, afirmou.

Falando em tom de despedida, o homem que comandou o marketing corintiano de 2007 até ontem, disse que “ninguém é insubstituível, ninguém faz milagre”. E emendou em tom de brincadeira: “Menos o Tite e o Cássio”.

A manutenção de Tite como treinador, mesmo depois da eliminação do Corinthians na pré-Libertadores de 2011, é uma das ações citadas por Luis Paulo para que o time alvinegro tivesse o sucesso de 2012. “Blindar o futebol, prestigiar o Tite mesmo após uma catástrofe como a do Tolima, foi importante”, falou.

Mas outras decisões foram determinantes, desde a queda do Corinthians para a Série B da Campeonato Brasileiro e a gestão do ex-presidente Andrés Sanchez: “O Corinthians se tornou vencedor graças a um conjunto de ações coordenadas: a mudança do estatuto que tornou o clube democrático e transparente; aceitar uma auditoria externa; estabelecer um padrão ético na gestão e trazer racionalidade, ética e empenho em todas as áreas do clube”, listou.

Mesmo assim, Luis Paulo acha que o jogo dentro de campo pode frustrar os projetos. “É preciso fazer tudo absolutamente certo para ser vencedor. E mesmo assim, ainda existe a incerteza do futebol”, afirmou Rosenberg.

Certa mesmo é a aposta de que a torcida do Corinthians vai continuar crescendo. “Hoje é natural que a juventude e a molecada esteja vindo mais para o lado do Corinthians do que para outros clubes”.
Rosenberg reforça o argumento com o que chama de “pensamento lógico”: “O Corinthians não é como os clubes pequenos que fazem campanha para aumentar o número de sócios. Para nós, basta diminuir o consumo de camisinha para a nossa torcida crescer. É natural”.

Fonte: Terra

Veja Mais:

  • Cerca de 200 integrantes de organizadas foram ao Pacaembu neste domingo

    Ato de organizadas tem gritos de 'Vamo Chape' e pedido por liberdade nos estádios

    ver detalhes
  • Kalil, à direita de Roberto de Andrade, pediu licença de 60 dias

    Vice-presidente solicita licença do cargo e dispara contra diretoria do Corinthians

    ver detalhes
  • Bruno César anotou o segundo gol na vitória por 2 a 0

    Ex-jogador do Corinthians marca golaço de falta e dedica à Chapecoense; veja o vídeo

    ver detalhes
  • Filha dá resposta sensacional ao pai palmeirense: 'Vai, Corinthians'

    Pai força garotinha a cantar música do Palmeiras, e ela surpreende com um 'Vai, Corinthians!'

    ver detalhes

Comente a notícia:

  • 1000 caracteres restantes