Patrocinio do Corinthians com a Nike está entre os maiores no mundo

Patrocinio do Corinthians com a Nike está entre os maiores no mundo

De vez em quando é bom tocar a bola meio devagar, com calma, deixando a poeira baixar. Nas últimas semanas foi grande a euforia com os novos patrocínios de fornecedores do Flamengo e São Paulo e a renovação do Corinthians. Os números envolvidos são realmente elevados e dignos de comemoração, como vimos no post anterior, sobretudo se levarmos em conta que os valores mostrados por esse OCE foram apenas os valores mínimos garantidos.

Essa euforia, entretanto, pode criar algumas ilusões. Com ou sem crise econômica, com ou sem recessão na Europa (e por aqui as coisas não vão tão bem como apregoavam as autoridades até “ontem”), é ainda muito grande a diferença que separa os clubes europeus de ponta dos brasileiros de ponta, referindo-me, é claro, a parâmetros econômicos e financeiros, como mostra a tabela abaixo, modificada a partir da tabela publicada no post “Os maiores patrocínios e o mercado europeu de equipamentos esportivos”:

Se estamos longe dos ponteiros, já encostamos nos “lanternas” do grupo Top 10. Na verdade, o Flamengo ultrapassou o lanterna, a Juventus, enquanto Corinthians e São Paulo estão nos calcanhares de Milan e Manchester City. Já do City para a Inter o pulo é bem grande e tão cedo não chegaremos lá. O alvo a ser perseguido, entretanto, não é a Inter e sim o Bayern, um clube extremamente consistente e com grandes receitas da área de marketing, regularmente. O Flamengo, por exemplo, teria que aumentar os valores garantidos de seu contrato em 50%, para chegar no Bayern. Talvez no futuro, certamente não agora.

A soma dos três acordos brasileiros equivale, praticamente, ao valor garantido que recebe o Real Madrid: 101,9 contra 100,8 milhões de reais. Já em relação à soma dos três maiores contratos europeus, cujo valor é 217,8 milhões, a soma dos nossos três maiores equivale a somente 46,8% do total.

Dos dez maiores da Europa, os cinco primeiros têm suas vendas e receitas fortemente alavancadas pela participação em outros países, tanto na Europa (a maior parte) como na Ásia, onde o mercado para o futebol cresce exponencialmente, ano após ano.

Fonte: globo esporte

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