Carille detalha negociações com árabes, minimiza aspecto financeiro e explica fala do pai

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Por Lucas Faraldo e Rodrigo Vessoni

Carille se despediu em entrevista concedida num hotel em São Paulo

Carille se despediu em entrevista concedida num hotel em São Paulo

Rodrigo Vessoni/Meu Timão

O técnico Fábio Carille se despediu oficialmente do Corinthians frente à imprensa na tarde desta quarta-feira, em entrevista coletiva concedida em um hotel de São Paulo. Sem qualquer imagem ou vestimenta com alusão ao Timão, o novo treinador do Al-Wehda explicou as tão repercutidas tratativas com os sauditas, comentou a polêmica entrevista de seu pai e também minimizou o aspecto financeiro em meio a sua saída do clube do Parque São Jorge.

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Inicialmente, como era de se imaginar, Carille prestou um agradecimento ao Corinthians, clube onde trabalhava desde 2009. Então auxiliar-técnico, ele foi efetivado como treinador em dezembro de 2016, após dificuldades de Roberto de Andrade em encontrar um substituto para o recém-demitido Oswaldo de Oliveira.

"Quero deixar minha gratidão à toda diretoria do Corinthians. Desde a primeira passagem, Mário, Roberto, Andrés, nove anos e meio de uma história de uma história que considera linda. Minha gratidão eterna a esse clube e também para o xeique que acreditou em mim e não mediu esforços para que eu vá para o país e ajude a revolucionar esse clube, um projeto grandioso, por isso a escolha", declarou o ex-treinador do Timão.

Logo em seguida, Carille tratou de explicar as tumultuadas tratativas com o Al-Hilal e, posteriormente, com o Al-Wehda. Ambos os clubes da Arábia Saudita sondaram o treinador, mas apenas o segundo teria formalizado uma proposta.

"Quarta-feira da semana passada saiu uma enquete no mundo árabe. A partir do momento que um amigo meu que joga em Dubai me ligou, a princípio comuniquei algumas pessoas. Algumas delas a diretoria do Corinthians, porque se saiu lá ia sair aqui. Não houve protesto oficial, fiquei sabendo que desde o início eu não era a primeira opção. Se não acertassem com o Jorge Jesus, fariam a proposta oficial", iniciou Carille.

"No meio desse caminho (pessoas do Al-Wehda) procuraram meus empresários no final de semana, na segunda iniciaram essas conversas, foi de uma forma muito rápida, na terça de manhã ainda poucas coisas sobre isso, sobre essa equipe. As exigências que fizeram concordaram todas. Estão acreditando em mim, na ideia, nos próximos três anos querem ser uma potência no futebol", completou o treinador.

Independente das explicações de Carille, muitos torcedores do Corinthians vêm acusando o treinador nas redes sociais de ser mercenário. Ao explicar sua saída do Timão, porém, o técnico minimizou o aspecto financeiro e focou na expansão de seu trabalho no exterior.

"Ou eu iria pelo que ofereceram ou ficaria pelo que estava ganhando aqui. Ou eu vou ou fico como está, estou tranquilo quanto a isso (...) O que estava ganhando no Corinthians estava ótimo, é a perspectiva de entrar em outro mercado, se reconhecido em outros lugares", disse.

"Só para deixar claro, os que aparecem aqui do Brasil e fora, proposta oficial foi essa. Sei que os profissionais brasileiros estão um pouco manchados fora por um monte de coisa, quero mudar isso, ajudar o brasileiro que perder espaço. Três conversas que iniciaram foram melhores do que essa, mas não levei à frente. Não é só financeiro, é o todo, condições que o clube está dando, poder levar sete estrangeiros", ainda argumentou.

Leia também: Carille diz que pode levar jogadores para a Arábia Saudita

Vale também destacar a resposta de Carille a uma pergunta sobre entrevista concedida por seu pai na semana passada. Joaquim Pereira de Araújo havia revelado detalhes da provável saída de Carille rumo à Arábia Saudita - negada posteriormente pelo treinador em agressiva entrevista coletiva pós-jogo contra o Sport. De acordo com o treinador ex-Corinthians, a imprensa teria se aproveitado da inocência de seu pai para distorcer os fatos.

"Tenho muita dificuldade (na relação com a imprensa), espero pelo menos melhorar. Vão lá na casa do meu pai, numa inocência dele. Ele foi a primeira pessoa que fiz questão de falar. Não foi pela declaração dele, mas em cima disso foram falados valores, que era minha última partida na Venezuela. Jogaram tudo em cima da declaração do meu pai, mas e as outras coisas? Vi na sexta e me incomodou, o que desabafei não foi da hora", pontuou.

Veja mais em: Fábio Carille.

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