Perspectivas e bastidores do CT: Henrique completa quatro meses de Corinthians e fala ao Meu Timão

Perspectivas e bastidores do CT: Henrique completa quatro meses de Corinthians e fala ao Meu Timão

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Henrique concedeu entrevista exclusiva ao Meu Timão no CT Joaquim Grava

Henrique concedeu entrevista exclusiva ao Meu Timão no CT Joaquim Grava

Foto: Rodrigo Vessoni / Meu Timão

Sob desconfiança de boa parte da torcida do Corinthians, Henrique foi apresentado no CT Joaquim Grava no dia 29 de janeiro. Exatos quatro meses depois, campeão paulista e consolidado como titular da zaga ao lado de Balbuena, o experiente defensor se tornou um jogador acima de tudo regular.

Regular na efetividade em campo, tanto que atuou em todos os 27 jogos possíveis desde que chegou, e também no desempenho em si - poucos foram os erros individuais nos 2.430 minutos que vestiu a camisa do Timão dentro de campo.

Antes de viajar a Porto Alegre, Henrique concedeu entrevista exclusiva ao Meu Timão. E o zagueiro, de 31 anos, falou sobre diversos assuntos: adaptação ao clube, resenhas do vestiário, aversão às redes sociais, Seleção Brasileira, metas para depois da Copa e chance de títulos.

Entre eles, claro, falou sobre a possibilidade de voltar a defender um clube da Europa. A resposta, torcedor corinthiano, foi a melhor possível:

Eu penso em Corinthians. Vivo o Corinthians, estou feliz aqui, me adaptei muito rápido, estou bem. Meu pensamento é ficar, poder ajudar, conquistar títulos, e dar alegrias à torcida.

Acompanhe a entrevista exclusiva de Henrique

Meu Timão - São quatro meses de Corinthians. O que pode dizer sobre esse período no clube?

Henrique - Nesses quatro meses, parece que já estou há uns dois, três anos aqui. Além de ser muito bem recebido aqui no clube, já parece que tá em casa, torcida abraçou, meus companheiros também... o ambiente aqui é muito bom pra trabalhar. Todo mundo faz a cobrança pelo melhor do Corinthians. Então, acho que esses quatro meses já parecem uma eternidade que a gente tá aqui, e cada vez se sentindo mais em casa. E o pensamento do clube de sempre querer mais, de querer buscar títulos, querer lutar sempre por coisas grandes me faz ficar muito feliz e honrado essa camisa. De muito tempo via isso de longe, e agora estando aqui vestindo essa camisa... me sinto mesmo honrado.

Henrique chegou, se tornou titular e não saiu mais de campo

Henrique chegou, se tornou titular e não saiu mais de campo

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Qual imagem você tinha do clubes antes de chegar? E qual tem agora?

De fora é claro que eu já sabia o quão grande era o Corinthians. Mas estando aqui dentro, você tem mais a dimensão do que é mesmo, a força, o peso de vestir essa camisa. Como eu disse, me sentindo muito feliz de poder defender esse clube, e procuro sempre fazer o meu melhor, ajudando meus companheiros. Esses quatro meses aqui foram muito bem aproveitados, muito feliz de a cada jogo poder ajudar e jogar para a torcida.

Você ainda não saiu de campo desde que chegou ao Corinthians. Como conseguiu chegar a marca de 27 jogos seguidos?

Aqui no Corinthians a gente tem uma grande estrutura. Tem profissionais que trabalham por trás das câmeras que estudam, se dedicam, pra sempre nos deixar bem. Isso é fundamental pra nós. Claro que tem questão de se cuidar fora de campo, descansar nesse tempo curto que a gente tem entre os jogos. Mas a estrutura é realmente muito boa, excelentes profissionais e aparelhos para que a gente possa se recuperar e estar sempre apto pro próximo jogo. E fico feliz de ter uma sequência, poder ajudar o Corinthians, e espero me manter assim.

Fora de campo, como está sua adaptação à cidade de São Paulo?

Tenho minha filha, meu filho, a patroa, né? Minha esposa. E sempre dão sustentação para nós, e isso é muito importante para todo jogador. Pra mim faz muita diferença, entende nesse período que estou fora de casa, mas sempre buscando me ajudar. E nessa questão de se cuidar me ajuda.

Você tem aversão às redes sociais, mantém a raiz dos antigos jogadores. Como é viver esse mundo tecnológico de hoje?

Peguei essa mudança (risos), e isso mudou totalmente. Evoluiu, as pessoas foram evoluindo junto. Sou um pouco mais reservado, vez em quando posto alguma coisa, mas muito difícil. Não sou de me expôr muito assim. Não porque não goste, mas porque realmente não entrei nessa evolução (risos). Eu comecei numa época que não tinha isso, era mais na TV, no jornal. Hoje na internet você já encontra tudo. Mas sou mais reservado com essas coisas, mesmo.

Henrique no vestiário da Arena Corinthians antes de iniciar aquecimento

Henrique no vestiário da Arena Corinthians antes de iniciar aquecimento

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Qual é a diferença do vestiário antigo, sem redes sociais, e do vestiário de hoje?

Isso aí é da pessoa. Esse negócio de brincar e descontrair, aqui tem o pessoal que pra concentrar joga um videogame, joga um carteado, não tem tanta gente que só ta na internet nesse mundo. A gente tem um grupo bem unido, bem fechado, na hora de brincar, brinca, na hora de levar a sério, leva. Isso é muito importante. Todo mundo se respeita da forma que tem que ser, em prol do Corinthians, e todo mundo só tende a crescer com isso. E como eu disse ainda, tem a galera do carteado, galera raiz, e também tem a a galera da internet. Mas no mais todo mundo se dá bem, todo mundo se gosta, se respeita e isso faz a diferença dentro de campo.

Voltando para dentro de campo, como está essa parceria com Balbuena na zaga?

Ele é um grande jogador. Ele, o Pedro Henrique, o Marllon, que chegou, o Léo (Santos), o Vílson que tá voltando de lesão, todos ali são muito bons. Mas o Balbuena é claro que é um grande jogador, me ajudou muito na chegada. Ele, como todos jogadores, me recebeu muito bem, me ajudou nos momentos da chegada, como eu disse em quatro meses já parece que estou há um bom tempo aqui. E ele dentro de campo também ajuda muito: jogador experiente, jogador de seleção, jogador de muita qualidade. A gente conversa bastante entre nós para que a gente sempre possa estar bem.

 Balbuena e Henrique, donos da zaga desde o início do jogo

Balbuena e Henrique, donos da zaga desde o início do jogo

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Pedro Henrique e Léo Santos são seus substitutos. São dois meninos vindos da base... darão conta?

Com certeza. Não só eles, mas em várias posições, o Corinthians está formando grandes jogadores. A gente vê isso dentro de campo. E o time tá muito bem servido de defensores, a base é forte.

Você passou por alguns clubes europeus (Barcelona-ESP, Bayer Leverkusen-ALE, Racing Santander-ESP e Napoli-ITA). Pensa em voltar um dia para o Velho Continente?

Eu penso em Corinthians. Vivo o Corinthians, estou feliz aqui, me adaptei muito rápido, estou bem. Meu pensamento é ficar, poder ajudar, conquistar títulos, e dar alegrias à torcida.

Hoje jogar no Barcelona é sonho e moda. Você foi contratado pelo clube em 2008 e quase não jogou. Se arrepende de algo?

Não me arrependo de nada. Ali foi uma coisa de dentro de campo. Nesses anos na Europa fui muito feliz, aprendi muita coisa como profissional, dentro e fora de campo. São coisas que levo pra vida. E isso (passagem pelo Barcelona), passou por muitas coisas que não dependeram só de mim. Mas fico tranquilo, o que pude fazer eu fiz, e fico feliz por isso.

Mina, ex-Palmeiras, está vivendo a mesma situação agora...

É uma situação meio diferente mesmo, às vezes não entende alguma coisas que acontecem. Você vê, o Mina, grande jogador, atleta de seleção, enorme potencial... às vezes não consegue se entender. Mas isso aí não pode parar pra pensar, o futebol é muito rápido, tem que estar sempre preparado.

E Seleção Brasileira? Ainda tem alguma esperança de voltar?

Sendo sincero, acho que tem que viver o clube, estar bem no clube, ajudar a conquistar seus objetivos. E como eu falei, o futebol é muito rápido, tem que estar preparado para tudo. Claro que a gente busca sempre melhorar para conseguir outra oportunidade, no futebol tudo pode acontecer do dia para noite. Claro que é um sonho de todo jogador vestir a camisa da Seleção, independente da idade, ou não, o importante é estar bem que as coisas acontecem.

Vem aí a parada de um mês para a Copa do Mundo. Como vê esse período?

É fundamental, a gente vem numa sequência de jogos quarta e domingo, e acho que vai ser assim até a Copa (do Mundo). Então o descanso é importantíssimo, e nessa intertemporada também vai ser boa para treinar mais, corrigir o que está errado, descansar e voltar com tudo depois. Esse semestre os objetivos foram alcançados, e vamos tentar nos manter ali em cima (no Brasileirão) até a parada.

Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão. Acha possível conciliar todos os torneios e brigar pelo título?

Não é impossível, a gente vai atrás destes três campeonatos, sim. É uma coisa inédita pra mim, mas acho que todo mundo tá focado nisso, porque sabe da importância de vencer. A gente tem tudo aqui: uma estrutura, uma baita duma torcida, tem time, tem elenco forte. A gente pode conquistar o objetivo que a gente tem sim. A gente vai lutar, vai se dedicar, todo mundo se cobra muito, às vezes não parece, mas a gente cobra um do outro para que a gente sempre melhore, conquiste as vitórias e nossos objetivos.

Por falar em Brasileiro, como foi vivenciar o jogo do título do Corinthians pelo Fluminense?

Brinco com isso, fiz o gol ali no começo, e depois tomamos a virada, foi virando um enxame de abelhas ali. Foi complicado (risos). Na hora que fiz o gol vi a torcida cantando ainda mais alto, incentivou até o fim. Jogando contra a gente viu isso e jogando a favor faz toda a diferença. Incentiva e apoia do início ao fim. A cobrança vem depois. É um espetáculo o que eles fazem. Contra via o quão difícil era jogar aqui. E agora, não tem como não querer se doar, se sacrificar para dar alegria à essa torcida.

Por fim, uma mensagem ao torcedor corinthiano...

Agradecer a tudo que tem feito por nós, pelo espetáculo que vem dando, e a gente espera que isso continue, porque dentro de campo pode ter certeza vamos nos doar ao máximo para dar alegria a todos corinthianos e conquistar títulos. Juntos somos mais fortes, e a gente vai atrás disso.

Henrique atuou nos últimos 27 jogos do Corinthians

Henrique atuou nos últimos 27 jogos do Corinthians

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

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