Estágio no Corinthians com Tite e busca por gols: técnico do Colo-Colo fala ao Meu Timão

Estágio no Corinthians com Tite e busca por gols: técnico do Colo-Colo fala ao Meu Timão

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Hector Tapia, treinador do Colo-Colo, durante entrevista ao Meu Timão na cidade de Atibaia

Hector Tapia, treinador do Colo-Colo, durante entrevista ao Meu Timão na cidade de Atibaia

Foto: Rodrigo Vessoni / Meu Timão

Hector Tapia foi contratado pelo Colo-Colo no fim de abril deste ano. A equipe era a última colocada no Grupo 2 da Libertadores, com um ponto em três jogos. No returno, já sob seu comando, sete pontos e a vaga nas oitavas do torneio sul-americano - melhor campanha do clube nos últimos 11 anos.

Foi com essa arrancada que o rival chileno conseguiu uma das 16 vagas no mata-mata. O sorteio fez o restante do serviço, colocando o Timão como seu próximo adversário. E foi para falar sobre esses dois confrontos (dia 8 de agosto, no Chile, e dia 29, na Arena) que a reportagem do Meu Timão foi a Atibaia, a cerca de 40km da capital paulista, para ouvir o comandante do Colo-Colo.

Ex-atacante, com passagem pelo Cruzeiro, Tapia atendeu a reportagem do Meu Timão durante cerca de 15 minutos. E falou sobre tudo... pontos fortes do Corinthians, a troca de treinador no CT Joaquim Grava, a motivação extra do ex-palmeirense Valdivia.

Colo-Colo treina há dias no Bourbon Atibaia

Colo-Colo treina há dias no Bourbon Atibaia

Divulgação

Confira a entrevista exclusiva com Hector Tapia

Meu Timão: Por que a decisão de vir ao Brasil para fazer um período de treinos na Copa?

Hector Tapia: Neste momento, está caindo neve em nosso país. Então, treinar lá seria complicado. Eu e Claudio (Maldonado) já tínhamos vindo para cá (Hotel Bourbon Atibaia) com o Cruzeiro, conhecíamos as instalações. O clube entendeu a importância de se fazer uma grande pré-temporada, investiu para nós virmos aqui, e estamos mesmo tendo todas as condições. Não temos todas a privacidade que gostaríamos porque se trata de um hotel aberto ao público, mas há uma grande estrutura com campos, ginásios, sem grandes deslocamentos. Se descansa e se come bem.

Você, quando jogador, estava em campo pelo Colo-Colo nos únicos dois jogos oficiais com o Corinthians (Mercosul 2001). Lembra daqueles confrontos?

Não recordo tão bem, mas aqueles confrontos por competições sul-americanas eram importantes para o Colo-Colo, que é um clube que tenta ser protagonista nesse tipo de disputa. Quando se coloca um Corinthians como seu rival, é um lindo desafio. Éramos uma equipe de jovens, empatamos aqui no Brasil (0 a 0), mas lamentavelmente perdemos no Chile.

Quando saiu o sorteio, o que passou na cabeça quando caiu o Corinthians como rival?

Recebi bem. Nesses momentos decisivos, todos que são possíveis rivais serão complicados. Será uma bonita partida, um grande desafio, temos a expectativa de passar de fase, sem dúvida.

Colo-Colo não participava das oitavas de final da Libertadores há 11 anos. Já é considerado no Chile um grande feito ou agora virou meta ir adiante?

Difícil dizer os motivos que fizeram ficar tão tempo longe das fases mata-matas. É algo difícil explicar para um clube que é protagonista na América do Sul, mas isso não aconteceu apenas com o Colo-Colo, vários chilenos têm ficado pelo caminho. Assumimos (a comissão técnica) num momento complicado, com apenas um ponto conquistado. Mas, por mérito dos jogadores, por entenderem as necessidades, somamos os pontos necessários depois e nos classificamos. Estou contente. Mas, agora, o Colo-Colo vai querer mais.

Primeiro jogo será no Chile. O segundo na Arena Corinthians. Gosta dessa sequência ou preferiria que fosse invertido?

Aqui, lá, antes ou depois...terá de jogar, não tem jeito. Mas, se quiser ter algum privilégio, terá de ficar na parte de cima da tabela. Só assim terá esse tipo de preferência. E, para nós, isso não foi possível (terminou como 16º classificado, ou seja, a última vaga). Ficamos mal posicionados, com menos pontos, por isso não temos essa chance (de jogar a segunda no Chile). Enfim, agora é fazer um bom jogo na ida, tentar tirar uma boa vantagem e vir a São Paulo.

Você falou em "tirar uma boa vantagem". Isso significaria vitória por qualquer placar ou seria por mais de um gol de diferença?

Queremos tirar uma boa diferença (de gols) para depois vir jogar mais tranquilo em São Paulo. Mas, para mim, na minha visão, para conseguir isso você obrigatoriamente tem de fazer um bom futebol e levar a partida da nossa maneira.

Ainda há muito tempo para as partidas. Alguns jogadores devem sair, outros devem chegar. Mas, neste momento, o que pensa sobre o Corinthians? Conseguiu ver algum jogo pela televisão durante a estadia no Brasil?

Sim, eu vi alguns jogos. Não entramos no mérito da Libertadores de forma direta porque ainda há bastante tempo para os dois jogos (8 e 29 de agosto). Antes disso temos alguns compromissos complicados pelo nosso campeonato (Chileno). Mas o Corinthians é uma grande equipe, o clube tem sido protagonista nos últimos quatro anos no Brasil, desde que estava nas mãos de Tite. Tem figuras que atuam muito bem, outras que estão se recuperando e que irão nos enfrentar. Sabemos o que teremos pela frente, sabemos o que é o Corinthians, sua história. É aguardar a partida.

Carille foi embora, Osmar Loss assumiu. Essa troca de treinadores no Corinthians ajuda?

Essa parada para o Mundial vai ajudar a ordenar as coisas no clube, que já faz um bom trabalho há muitos anos e já tem sua organização própria. É um clube com uma identidade e uma filosofia claras. Isso não passa pelo treinador, passa pela estrutura do clube. Os dois estavam com Tite, sabem o que é o Corinthians, não deve mudar muito, não.

Ex-Palmeiras, Valdivia é o camisa 10 do Colo-Colo

Ex-Palmeiras, Valdivia é o camisa 10 do Colo-Colo

Divulgação

Os torcedores do Palmeiras estão usando as redes sociais para motivar Valdivia contra o Corinthians. Acha que, pela rivalidade que viveu tantos anos, ele estará ainda mais motivado para esse confronto?

Jorge (Valdivia) tem sua história a nível nacional e sul-americano. Foi protagonista no futebol chileno, no Brasil, na nossa seleção. É conhecido por todos. Sem dúvida que, quando surge um confronto que você vá jogar num país que jogou tantas vezes, existe uma motivação extra, ainda mais quando se jogou tantos clássicos especiais. Vejo Jorge bem, muito consciente do seu papel, que foi formado nas categorias de base do nosso clube. Estamos contentes com seu rendimento, esperamos que se mantenha assim para tudo que venha pela frente. Ele será um dos protagonistas desse confronto pela Libertadores.

É verdade que você chegou a fazer um período de estágio no CT do Corinthians com Tite?

Sou um seguidor do trabalho de Tite, fiquei uma semana acompanhando seu trabalho no CT do Corinthians. Eu aproveitei que Maldonado, meu amigo de tantos anos, estava lá e pedi para ficar um período. Foi muito legal, fui muito bem tratado por todos. Diferente coisas vão sendo passadas, foram três jogos naquela semana e Tite ficou pouco tempo treinando, mas ele se mostrou um grande maestro na hora de passar suas ideias a seus jogadores. Tanto em Corinthians quanto Seleção ele mostrou que suas mensagens são passadas e absorvidas com clareza por todo o grupo de jogadores.

Por fim, uma mensagem aos torcedores do Corinthians que estão ansiosos...

Vamos tentar impôr nossa filosofia nesses dois jogos, temos jogadores de qualidade e experiência, outros mais jovens buscando seu espaço. O Colo-Colo é o Corinthians do Chile, então, se enfrentam duas potências, será um grande jogo, de muita luta individual e coletiva.

Veja mais em: Libertadores da América e Especiais do Meu Timão.

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