Alessandro reconhece anormalidade em desmanches do Corinthians: 'Perde toda uma estrutura'

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Por Meu Timão

Alessandro Nunes participou do programa Papo Reto desta terça-feira

Alessandro Nunes participou do programa Papo Reto desta terça-feira

Reprodução/Corinthians TV

A situação na qual o Corinthians se encontra em termos de desmanches é anormal. E a constatação foi de Alessandro Nunes, ex-lateral e capitão e hoje gerente de futebol do clube.

Entrevistado da semana no programa Papo Reto, da Corinthians TV, apresentado pelo presidente Andrés Sanchez, Alessandro minimizou as recentes saídas de jogadores. Por outro lado, reconheceu a dificuldade enfrentada hoje pelo Timão por conta dos recentes desmanches de comissão técnica encabeçados por Tite em 2016 e Fábio Carille em 2018.

"Torcedor corinthiano, eu posso falar que já estive vestindo essa camisa por seis anos com muito orgulho, procurei sempre representar muito... Mas perder atletas, nesses seis anos enquanto fui atleta, todos os anos seguintes as mudanças foram importantes. E elas acontecem. Atletas optam por sair, veem oportunidades econômicas... A mudança de elenco é normal. Anormal é quando você perde toda uma estrutura", iniciou.

"Perdemos em 2016 com o Tite e todos os profissionais, agora novamente com o Carille e junto com ele foram auxiliares, coordenador de análise de desempenho, observador técnico que tem anos e anos de clube... Essa mudança é muito impactante para o atleta. É uma mudança de filosofia e ideia de trabalho, do dia-a-dia, daquilo que se aplica no campo. Essa (mudança) a gente precisa de tempo para os atletas se adaptarem, só que o futebol não tem tempo. Então essa é a maior mudança e a maior dificuldade", acrescentou.

No último mês de junho, o Meu Timão publicou um levantamento exclusivo no qual foi apontada a perda de 18 funcionários entre 2016 e 2018 (em 30 meses). Em média, é necessário menos de dois meses para que um membro de comissão técnica ou diretoria deixe o clube nos últimos tempos. A barca de 2016 fez o Corinthians ceder seu staff para a CBF; a de 2018, para o Al-Wheda, da Arábia Saudita.

"Aconteceu pela segunda vez porque o Corinthians, mais uma vez, valorizou e proporcionou para esses profissionais, uma situação importante. Seja economicamente ou trocando o Corinthians por outra camisa (Seleção) como recentemente tivemos", explicou Alessandro.

Calma lá!

A saída de jogadores, como já citado acima por Alessandro, não é externada como preocupação pela diretoria do Corinthians. O gerente, aliás, utilizou a venda de Jô, ainda em dezembro do ano passado, como exemplo de suposta boa gestão do clube.

"A venda do Jô, todo mundo sabe, foram 10 milhões de dólares na ocasião e o investimento que fizemos com a vinda dos atletas, menciono todos eles: Matheus Matias, que veio no início do ano e fizemos uma aquisição baixa, inclusive, por ser um jovem muito promissor; o Roger e o Jonathas, que não houve nenhum valor de investimento nesses atletas, são atletas que vieram sem custo pra nós. O Jonathas, emprestado sem nenhum valor no empréstimo, e o Roger, que nós fechamos um acordo com o Inter pela vinda dele por dois anos", alegou.

Veja mais em: Alessandro, Andrés Sanchez, Diretoria do Corinthians, Tite e Fábio Carille.

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