1 em 30 milhões: avô e ditado corinthiano turbinaram Marina, bicampeã na Arena do Timão

1 em 30 milhões: avô e ditado corinthiano turbinaram Marina, bicampeã na Arena do Timão

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Marina já posou com um de seus troféus da Timão Run junto com as taças mundiais do Corinthians

Marina já posou com um de seus troféus da Timão Run junto com as taças mundiais do Corinthians

Arquivo pessoal

"Eu participo pelo amor ao Corinthians. Só de estar ali com um monte de corinthiano correndo, que eu amo, não tem preço. Então estarei sempre presente, se Deus quiser. E dedicando todas as vitórias ao meu vô."

Bicampeã da Timão Run, maratona de rua apoiada pelo Corinthians, Marina Malachias não correu sozinha em nenhum dos cinco quilômetros do percurso realizado no entorno da Arena, em Itaquera, na última terça-feira, feriado do Dia da Consciência Negra. Até mesmo quando estava isolada à frente do pelotão de outros atletas amadores, lá estava a professora de educação física natural de Jaguariúna, interior de São Paulo, acompanhada do vô Moacyr.

Vô Moacyr que correu do início ao fim junto com Marina. Mas mesmo assim não ganhou medalha nem troféu. Assim que ultrapassou a linha de chegada em uma das laterais do estádio do Corinthians, voltou para o céu, de onde assistiu à neta receber a taça de campeã pelo segundo ano consecutivo na corrida do Timão. "Ele faz muita falta, mas sei que está me acompanhando sempre de pertinho, me dando forças. Tanto nas corridas amadoras quanto na minha profissão. Essa e todas as vitórias serão sempre dedicadas a ele!", disse a bicampeã, uma em 30 milhões de corinthianos, num bate-papo com o Meu Timão.

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Marina e Seu Moacyr eram muito próximos desde que a jaguariunense se entende por gente. Quando criança, ficava na casa dos avós para que a mãe pudesse trabalhar. E foi naquele lar que ainda chama de seu, na companhia do bom e velho vô, que surgiu o amor pelo Timão.

"Desde pequena eu era muito apegada a ele e à minha vó. Eu vivia na casa dos meus avós, até hoje na verdade. O Corinthians era de lei a gente assistir sempre juntos a todos os jogos. E pra ele sempre ia ficar bom, sempre ia dar um jeito, sempre ia resolver. Que saudade! Falando isso... Bate uma saudade gigante", recordou, entre suspiros.

"A gente fala que corinthiano já nasce corinthiano, né? Mas minha grande influência para isso com certeza foi meu avô materno. A gente assistia sempre aos jogos juntos. E aí ano passado, em junho, ele faleceu. Até hoje a gente sente a maior falta dele", completou.

Marina se recorda com carinho do dia em que levou o vô Moacyr assistir a um jogo do Corinthians em Mogi Mirim, próximo de Jaguaraúna: Uma pena não ter conseguido levá-lo à Arena

Marina se recorda com carinho do dia em que levou o vô Moacyr assistir a um jogo do Corinthians em Mogi Mirim, próximo de Jaguariúna: 'Uma pena não ter conseguido levá-lo à Arena'

Arquivo pessoal

Antes de descansar em paz, Seu Moacyr acompanhou de perto o crescimento de Marina. Viu a neta se tornar corinthiana roxa e professora de educação física. Mas parecia ser pelas corridas amadoras que mais se encantava. Seja nos interrogatórios após maratonas – Como foi a prova?! –, nos beijos nos troféus ou nos recortes de jornais locais em que o nome de Marina aparecia estampado como vencedora de alguma corrida, seja ela grande ou não.

"Era sempre uma alegria danada", sintetizou a corinthiana.

Nada mais justo então do que vencer e acima de tudo correr com (e por) Seu Moacyr. Já era assim nas primeiras edições da Timão Run, quando ficou com o segundo e o terceiro lugares no pódio. Somente alguns meses após a morte do avô é que veio o tão sonhado troféu.

"Ano passado, fazia três, quatro meses que ele tinha falecido, venci a corrida, fiquei mega emocionada. Eu falo que foi um dos dias mais felizes da minha vida. Era muito recente a partida dele. Um misto de emoções. E daí agora em 2018 queria repetir o feito", explicou.

Um dos maiores prazeres de Seu Moacyr: tietar a neta maratonista

Um dos maiores prazeres de Seu Moacyr: tietar a neta maratonista

Arquivo pessoal

Subir ao lugar mais alto do pódio, contudo, seria praticamente impossível em 2018. Isso porque, antes de correr a Timão Run, Marina teve de superar uma maratona de compromissos de domingo até a madrugada de terça-feira, dia da prova. Ela havia competido numa outra corrida domingo, trabalhado como professora de educação física segunda-feira até as 21h e precisou sair às 3h da madrugada de Jaguariúna, em viagem de 150 km rumo à Arena Corinthians, para chegar a tempo de correr naquela manhã de terça.

Um empurrão do vô aqui, outro do Corinthians acolá... E Marina se tornaria bicampeã no melhor estilo "raça, Timão, você é tradição", um dos mais tradicionais ditados corinthianos!

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"Sabia muito da dificuldade, então coloquei como meta fazer um bom tempo, mas se conseguisse estar no pódio seria incrível. Então corri o tempo todo pensando no meu avô e pensando: 'Às vezes o Corinthians tá naquela draga, mas joga com raça e consegue um bom resultado'. Então eu pensava assim: 'Meu vô e correr com raça'. Quando cheguei, desabei. Foi emocionante", relatou a maratonista corinthiana.

Marina correu como todo torcedor corinthiano torce quando se trata de um jogador em campo. Marina correu como o torcedor e vô Moacyr sempre torceu quando se tratava da neta nas ruas. Marina foi campeã na raça, como manda a tradição se tratando do Timão!

Sua vez!

Caro leitor, tem um causo marcante no qual o Corinthians seja protagonista? Já fez alguma loucura pelo Timão? Então entre em contato com a gente e envie sua história! Quem sabe você não se torna o próximo personagem do quadro 1 em 30 milhões aqui do Meu Timão?

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