Danilo relembra trajetória e afirma: 'Jogador que não jogar no Corinthians vai faltar alguma coisa'

Danilo relembra trajetória e afirma: 'Jogador que não jogar no Corinthians vai faltar alguma coisa'

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Danilo ao lado de sua esposa e de seus três filhos durante a coletiva desta quinta-feira

Danilo ao lado de sua esposa e de seus três filhos durante a coletiva desta quinta-feira

Rodrigo Vessoni / Meu Timão

Danilo chegou ao Corinthians em janeiro de 2010. A equipe treinava na Fazendinha e, quando vinha ao CT do Parque Ecológico, os jogadores se trocavam e tomavam banho em containers. Jogos? Sempre no Pacaembu, alugados pelo clube junto à Prefeitura.

Agora, em dezembro de 2018, Danilo se despede do Timão após oito títulos, concedendo sua última entrevista coletiva no clube em uma sala moderna, após ter treinado em um dos quatro campos do exemplar CT Joaquim Grava. No último domingo, se despediu do estádio que foi palco da abertura da Copa do Mundo de 2014.

Nesta quinta-feira, após receber uma homenagem no gramado do CT de todos os jogadores e funcionários do clube, Danilo concedeu sua última coletiva. O camisa 20 fez questão de lembrar que sua trajetória no Corinthians se confunde com a reconstrução do clube, o mais vitorioso da década e do Século XXI no futebol brasileiro.

"Primeiramente, passa um filme de desde que cheguei aqui, da história, do sonho que eu tinha de conquistar títulos. Vai ficar marcado isso, esse privilégio, de sair daqui por cima, bem, é fundamental para qualquer ser humano. É só gratidão mesmo", ressaltou o meia, no início da coletiva.

"Cheguei em 2010 e não tinha Arena, a gente olha para trás, não tinha CT também, cheguei no início. Torcedor também na final da Libertadores todo mundo chorando na grade é coisa de arrepiar. Jogador que nunca jogar no Corinthians vai faltar alguma coisa", completou, depois de ganhar a companhia dos três filhos e da mulher na coletiva.

Danilo com os filhos e a esposa na sala de imprensa do CT

Danilo com os filhos e a esposa na sala de imprensa do CT

Rodrigo Vessoni / Meu Timão

O jogador, de 39 anos, ainda ressaltou a trajetória campeã no Corinthians. Danilo conquistou o Mundial de Clubes e a Libertadores da América, em 2012, é tricampeão brasileiro, bi do Paulista e ainda tem a Recopa Sul-Americana. O meia revelou até um papo com Emerson Sheik, no último domingo.

"Agradecer a Deus, por onde passei fui campeão. Passei por clubes que estavam há muito tempo sem ganhar e naquele momento começou a ganhar. Meus amigos dizem que a estrela brilha. Isso é trabalho e estou muito feliz. Futebol tem altos e baixos, mas faz parte", comentou.

"Eu estava conversando com o Sheik, olhando as nossas taças no último jogo, é difícil ganhar, foi um privilégio ganhar pelo Corinthians", completou o meia.

Como não poderia ser diferente, a história de Danilo no Corinthians, que se encerra no domingo, também é marcada por grandes atuações em clássicos. Foram 12 gols marcados contra os principais clubes do Estado - de 36 no total da sua passagem no Timão.

"Um coisa que ficou marcado para o torcedor são esses clássicos, o torcedor falava que era o jogo do Danilo, clássico é o jogo que ele gosta. Vou estar longe, mas sempre torcendo para os companheiros. No último jogo, fiz um gol que não deram", recordou, não deixando de falar sobre o gol mal anulado contra o São Paulo, no último clássico.

Por fim, Danilo demonstrou todo o seu jeito simples que a Fiel já está acostumada. Preferiu não se colocar em um patamar de ídolo no Corinthians e ainda brincou sobre o apelido que o compara ao jogador francês, Zinédine Zidane.

"Cada jogador tem sua história no clube, difícil falar. Mas minha história é muito bonita, não sei se posso falar que sou ídolo, saio com a sensação de dever cumprido. A história não passará, tem que ser campeão para ficar marcado. E o apelido a gente sabe que o torcedor é assim, Zidanilo, carinho grande", finalizou.

Veja mais em: Danilo, História do Corinthians, Ídolos do Corinthians e CT Joaquim Grava.

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