Áudios da PF sugerem pagamentos da Odebrecht a aliado de Andrés por Arena Corinthians, diz jornal

Áudios da PF sugerem pagamentos da Odebrecht a aliado de Andrés por Arena Corinthians, diz jornal

Por Meu Timão

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Andrés Sanchez e André Luiz de Oliveira são aliados há décadas

Andrés Sanchez e André Luiz de Oliveira são aliados há décadas

Reprodução/Corinthians TV

Braço direito de Andrés Sanchez e atual diretor administrativo do Corinthians, André Luiz de Oliveira (o André Negão) teve conversa telefônica gravada na qual estaria combinando o recebimento de dinheiro da Odebrecht em seu apartamento, sendo suposto intermediário do pagamento da construtora ao presidente corinthiano, de acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira pel'O Estado de S. Paulo. As gravações telefônicas, às quais o jornal teve acesso, foram entregues à Polícia Federal (PF) por um doleiro colaborador da Operação Lava Jato.

O jornal ainda aponta que delatores da Odebrecht apontaram André Negão como intermediário dos repasses de R$ 3 milhões de caixa 2 a Andrés Sanchez, agora ex-deputado federal pelo PT. O codinome "Timão" encontrado em planilhas de pagamentos da construtora seria referência justamente ao atual presidente do Corinthians. André e Andrés são investigados em um inquérito que tramita sob segredo de Justiça no Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF-3).

Ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, vinculada à obra da Arena Corinthians, Antonio Gavioli teria providenciado os supostos pagamentos a Andrés Sanchez, segundo arquivos da construtora apreendidos pela PF. As transferências de dinheiro seriam contrapartida à construção do estádio em Itaquera, cujos custos de construção estão atualmente estimados em mais de R$ 1 bilhão.

Os áudios

Quem entregou os áudios?

A equipe do doleiro Álvaro José Novis, responsável por coordenar os pagamentos ilícitos da Odebrecht em São Paulo e no Rio, de acordo com as investigações da PF. Gravações feitas desde 2010 por sua corretora de valores e câmbio são considerados pelos investigadores da Lava Jato como as provas mais fortes junto às delações da Odebrecht.

Quem fala nas gravações telefônicas?

  • André Luiz de Oliveira, atual diretor administrativo do Corinthians e ex-assessor parlamentar durante o mandato do então deputado federal Andrés Sanchez;
  • Márcio Amaral, subordinado do doleiro Álvaro José Novis no departamento da Obebrecht encarregado do pagamento de propinas da construtora.

O que as gravações mostram?

A primeira ligação, datada de 18 de agosto de 2014, registrou o seguinte diálogo entre Márcio Amaral e André Negão:

  • MA: “Deixa eu te explicar, tem um restante de uma encomenda que eu te entreguei na sexta-feira (15 de agosto) que nós marcamos hoje de 10h às 12h lá no mesmo local, meu pessoal tá lá”
  • AN: “Então você vai fazer o seguinte: a minha filha tá lá, eu vou pedir para entregar na mão dela, vou pedir pra ela descer lá”
  • MA: “Tá. Eu vou pedir para o meu pessoal então entregar à Gabriela”

Transportadora de valores responsável pelas entregas da Odebrecht, a Transnacional tem registros de uma entrega de R$ 1 milhão para "André Oliveira" em seu endereço no dia 15 de agosto. Também constam mensagens de que R$ 250 mil do pagamento de 15 agosto ficaram pendentes e foram entregues três dias depois.

Nas planilhas de propina da Odebrecht coincidem data (15 de agosto) e valor (R$ 1 milhão) num pagamento ao codinome "Timão" - o tal suposto apelido de Andrés na construtora.

A segunda ligação, datada de 22 de outubro de 2014, o diálogo foi o seguinte:

  • MA: “Meu amigo, houve um atraso hoje, eu sei que marcaram aí com você hoje de 10h às 12h, né. Já chegaram?”
  • AN: “Tão chegando”

Mais uma vez, registros da Transnacional apostam entrega de dinheiro (desta vez R$ 500 mil) a André Negão na data da ligação telefônica (22 de outubro).

As planilhas da Odebrecht registram, no total, suposto pagamento de R$ 3 milhões a Andrés Sanchez por meio de André Negão, em parcelas de R$ 1 milhão (duas vezes) e R$ 500 mil (duas vezes). Ambos sempre negaram qualquer recebimento oriundo da construtora.

O que Andrés Sanchez e André Negão alegam?

A respeito dos áudios obtidos pel'O Estado de S. Paulo, o advogado de André Negão, Júlio Clímaco, disse que: “Conversei com meu cliente e ele desconhece totalmente as circunstâncias do áudio. Ele recebe entregas diversas, todo dia, como nós em nosso escritório. Não tem a menor noção do que seja (...) Ele reconhece a voz dele, mas não neste contexto. Não recebeu (dinheiro da Odebrecht) de maneira nenhuma e tem tranquilidade com relação a isso”.

Já o advogado João dos Santos Gomes Filho, que defende Andrés Sanchez, afirmou que: “Nesses dois áudios não vejo o nome do Andrés, eu ouço a voz do André. O contexto, embora você esteja relacionando uma coisa (gravação) com outra (planilha), eu não posso fazer isso. É absolutamente esparso. O que posso dizer é que o Andrés nunca autorizou ninguém a pedir ou receber nada da Odebrecht em nome dele. E o André Negão que nunca pediu e nunca recebeu nada”.

Veja mais em: Andrés Sanchez, Diretoria do Corinthians e Arena Corinthians.

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