Joia coreana encantava (e ajudava) técnico do Corinthians muito antes de brilhar no Mundial Sub-20

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Aos 18 anos, Kang-In é um dos destaques da Coreia do Sul no Mundial Sub-20

Aos 18 anos, Kang-In é um dos destaques da Coreia do Sul no Mundial Sub-20

Divulgação

Lee Kang-in é uma das sensações do Mundial Sub-20 disputado desde o mês passado na Polônia. E há uma inusitada relação da jovem revelação coreana com o Corinthians.

Hoje com 18 anos de idade e camisa 10 da Coreia do Sul no sonho de levar sua seleção à inédita vaga na final da Copa do Mundo da categoria (já está nas semifinais), ele chamava atenção de um técnico do Corinthians muito antes de brilhar como caçula da equipe coreana.

Em 2011, quando trabalhava na Coreia do Sul como técnico do Goal Club Sports, o joseense Eduardo Vergueiro teve oportunidade de treinar Kang por alguns meses. Não demorou para o então pré-adolescente ser pinçado por olheiros do Valencia, da Espanha, onde joga até hoje – estreou profissionalmente na última edição do Campeonato Espanhol, com 17 anos.

Vergueiro ao lado de Kang-In (camisa 13) durante jogo do Goal Club

Vergueiro ao lado de Kang-In (camisa 13) durante jogo do Goal Club

Arquivo pessoal

Vergueiro, que trabalhou na Coreia do Sul entre 2011 e 2012, é técnico do Corinthians desde 2017. Chegou ao Parque São Jorge inicialmente para treinar a categoria sub-11, mas pouco depois foi promovido a auxiliar do Sub-13. Hoje trabalha também no Sub-16.

"(Trabalhar na Coreia do Sul) Foi uma excelente experiência, foi o meu primeiro passo na função de treinador, minha primeira oportunidade. O Kang-in já demonstrava ser talentoso, muito acima do nível tecnicamente, criativo e decisivo. Gostava de chamar responsabilidade nos jogos mais difíceis", recorda Vergueiro, em conversa ao Meu Timão.

Além de encantar o brasileiro, o garoto coreano também o ajudou a ser eleito o melhor treinador num torneio disputado no país asiático – foi campeão três vezes com Kang-in.

"Me lembro que a última competição que ele disputou antes de ir para o Valencia, ele fez dois gols, nós vencemos por 2 a 1, e eu tive a felicidade de ser eleito o melhor treinador da competição", contou o hoje técnico corinthiano, campeão paulista sub-13 em 2017.

Vergueiro Sub-13

Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

Agora bem distante da Coreia do Sul, da Espanha e da própria Polônia, onde Kang-in vai encantando aqueles que acompanham o Mundial, Vergueiro observa de longe "seu menino" brilhar para o mundo. Na tarde desta terça, 15h30 (horário de Brasília), a Coreia do Sul enfrenta o Equador nas semifinais de uma campanha que já é histórica – a melhor colocação do país numa Copa do Mundo Sub-20 havia sido justamente um quarto lugar. O ex-comandado do hoje técnico corinthiano soma um gol e uma assistência mesmo quase dois anos mais novo que a maioria dos adversários e companheiros de equipe.

Confira mais do bate-papo de Eduardo Vergueiro com o Meu Timão

Chegada ao Corinthians

Estavam buscando de um auxiliar técnico para a categoria sub-11. Eu recebi um convite para concorrer a vaga e aceitei prontamente. Depois, com algumas mudanças, o Célio Silva chegou e comecei a trabalhar com ele, já no Sub-13.

Trabalhar com dupla de velhos conhecidos da Fiel

É uma honra trabalhar diretamente com Célio Silva e Zé Augusto, são dois caras muito experientes, que tenho excelente relacionamento e com muito conhecimento na prática.
Tenho bastante liberdade para atuar com ambos e estamos realizando bom trabalho tanto no sub-13 quanto no sub-16. Aprendo, diariamente, muito com eles.

Já jogou na base do Corinthians

Eu tinha 13 anos quando cheguei na base do Corinthians. Joguei uma final pelo São José EC contra o clube e, neste dia, recebi o convite para vir jogar aqui. Passei a fazer parte da equipe a partir do início de 1998, e fiquei por cerca de três anos. Joguei com atletas como Bobo, Marcos Vinícius, Bruno Otávio e Diego Sacoman.

Eduardo Vergueiro nos tempos de base do Corinthians

Eduardo Vergueiro nos tempos de base do Corinthians

Arquivo pessoal

Mudança de planos

Eu estava jogando a Série A-3 do Paulista com o São José EC quando iniciei a graduação em educação física, em 2005. Não ganhava um bom salário, então, para não comprometer o estudo e sobrecarregar meu pai, eu resolvi arrumar um emprego e conseguir pagar as despesas. Foi onde eu resolvi interromper a carreira e trabalhar em outra área.

Veja mais em: Base do Corinthians.

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