Corinthians divide jogadores em dois grupos para cartilhas durante a folga; preparador explica

Corinthians divide jogadores em dois grupos para cartilhas durante a folga; preparador explica

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Walmir Cruz, preparador físico do Corinthians, falou ao Meu Timão antes da parada

Walmir Cruz, preparador físico do Corinthians, falou ao Meu Timão antes da parada

Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Os jogadores do Corinthians estão aproveitando os dias de folga nesse período da parada da Copa América. Fábio Carille só volta a comandar treinamento na próxima segunda-feira, dia 24 de junho. Mas engana-se quem pensa que a folga será apenas de curtição e descanso para os atletas: a comissão técnica alvinegra entregou aos jogadores uma cartilha com exercícios e cuidados com a alimentação para o período.

A prática é comum também nas férias de final de ano. Dessa vez, porém, a comissão técnica preparou o material de maneira diferente e separou as cartilhas em dois grupos. Trata-se da divisão entre aqueles que atuaram com boa frequência no primeiro semestre - veja aqui os mais presentes em campo -, e aqueles com poucos jogos até a última quarta-feira, no clássico contra o Santos - leia mais aqui.

Essa divisão foi explicada com exclusividade por Walmir Cruz em entrevista ao Meu Timão. O responsável pela preparação física do Corinthians falou ainda sobre a volta ao clube após o período na Arábia e projetou os dois amistosos como visitante durante a parada para a Copa América. O Timão enfrenta o Botafogo-SP, no dia 29 de junho, e o Vila Nova-GO, no dia 4 de julho.

Confira a entrevista exclusiva abaixo!

Meu Timão - O que vocês pediram aos jogadores durante a folga da Copa América? Entregaram a tradicional cartilha?

Walmir Cruz - A ideia foi fazer duas sugestões para eles: uma para o pessoal que vinha jogando e outra para o pessoal que não vinha atuando constantemente. Isso porque os que vinham atuando têm um desgaste físico e muscular maior do que aqueles que não atuam. São trabalhos diferenciados. Para quem vinha jogando, atividades mais aeróbicas, mais funcional. Para o pessoal que não vinha atuando, uma parte mais muscular, direcionada para eles.

E a alimentação?

A parte de alimentação a gente sempre fala com a Cris (Christine Machado Neves, nutricionista), ela orienta o pessoal a mandar cardápio, o que eles podem ou não tomar, suplementação. Os atletas já fazem as suas, não precisa ficar atrás deles fazendo, tem o pós e o pré-treino, eles já sabem, para dar continuidade em casa.

Como acredita que eles retornarão ao CT? O que é aceitável em termos de ganho de peso, piora de percentual de gordura...

Acho que a perda será muito pequena, o espaço é muito curto, é uma semana. Só se alguém parar de vez, tiver tendência a engordar e não fizer absolutamente nada. Mas a gente conversa com eles para orientá-los para que façam atividade, não é nada de alta intensidade, é algo normal, caminhar. A gente sabe que se um jogador vai nos Parques da Disney, por exemplo, fica andando o dia inteiro, anda quase 10 km, querendo ou não isso é bom. A gente orienta para que façam atividades, pedimos que evitem ficar parado. Na alimentação é evitar fritura e gordura. Acreditamos que eles vão perder o mínimo. A gente faz o teste de percentual de gordura antes. Quando eles retornarem, a gente fará novamente as avaliações para ver como estão, mas o tempo é mínimo. O problema é quando fica um mês inativo, comendo mal, dormindo mal, isso é prejudicial.

E as peladinhas? Pode jogar com amigos, aquele joguinho festivo...

Eles já estão saturados de jogar. Agora, nesse período curto, a maioria vai viajar, curtir a família, dificilmente vai jogar. A gente deixa eles à vontade e eles sabem das responsabilidades.

Walmir Cruz, preparador físico do Corinthians, com os jogadores em trabalho CT antes da parada

Walmir Cruz, preparador físico do Corinthians, com os jogadores em trabalho no CT antes da parada

Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Foram poucas lesões musculares no primeiro semestre: Michel Macedo (2), Boselli, Urso, Gustagol e Fagner. Qual o segredo?

A nossa preocupação é a prevenção, trabalhamos muito com isso. Nesses cinco meses tivemos quatro lesões, e ainda assim lesões de grau um, coisa de uma semana. Eu até comentei com o pessoal que deve ser o ano que menos teve. Estivemos com 95,7% de presença dos atletas nos treinos, ou seja, a gente teve praticamente todo o grupo, tirando um ou outro que fez cirurgia e ai fica lá dentro e não treina. Os números são muito bons no aspecto físico, a gente trabalha muito a prevenção e os caras fazem fielmente todos os dias o pré-treino, antes de ir para o campo, e o pós-treino. A gente criou uma metodologia que melhora e muito esses risco de lesão.

O balanço do primeiro semestre, então, é positivo?

Acho que é muito satisfatório pelo fato de que nos jogos eles se compensam. Alguns não foram muito bons, mas outros foram excelentes. Se fizer uma média acho que está mais para cima do que para baixo. A gente está no caminho certo, a metodologia que temos, os profissionais, tudo roda direitinho, departamento médico, transição, preparação física, treinamentos... acho que a coisa está muito integrada, roda muito bem. Lógico que precisamos de resultados, com resultados positivos tudo anda muito mais fácil, mas o que temos em resumo é que o primeiro semestre foi muito bom a nível da parte física, ainda mais pelo número baixo de lesões e pelo rendimento do time, que corresponde às expectativas. A ideia é dar continuidade e melhorar a cada mês.

O Corinthians jogará dois amistosos na parada, diante de Botafogo-SP e Vila Nova. Qual o planejamento?

O que conversamos, eu e o Fábio (Carille), é fazer duas equipes para o primeiro jogo, cada uma com 45 minutos em campo. No outro, fazer uma equipe atuando um pouquinho mais e depois entrar o restante do pessoal. Essa é nossa ideia para poder estar com o gás todo na primeira partida do Brasileirão, porque a sequência é grande.

Como foi a volta ao Corinthians após a passagem pela Arábia? Encontraram um clube parecido ou teve algumas diferenças?

A partir do momento que você tem uma engrenagem que funciona, as pessoas que chegam se adaptam. É muito fácil trabalhar com a gente, nosso trabalho é muito simples. O trato com os profissionais é muito simples. Temos reuniões diária da comissão técnica, reuniões semanais com o pessoal do departamento médico e da preparação física, assim a gente consegue projetar a semana e fazer o planejamento adiantando muita coisa que você não pode esperar para resolver na hora, e já solucionamos antes. Os profissionais que chegaram ajudaram muito nessa questão da parte física, já sabem como é feito, como trabalhamos, todos trabalham, ninguém fica parado, e isso é importante porque a partir do momento que tem um profissional que não faz nada você nem precisa ter. A gente consegue fazer a coisa andar como queremos.

E a ideia de dar aos atletas a alimentação após os jogos já no vestiário? Os jogadores estão comendo pizza, massa...

Acelerou muito a recuperação, tem nos ajudado bastante. Principalmente nessa sequência de quarta, domingo, quarta, domingo. É importante o atleta já se alimentar logo em seguida com carboidratos - a proteína líquida a gente dava pro pessoal com as banheiras de imersão. Agora, com a alimentação, com o carboidrato e a própria proteína do alimento, a gente consegue acelerar esse processo e isso é muito bom porque quanto mais rápido você conseguir recuperar o atleta e deixá-lo em condição melhor, você sairá na frente. A gente vai continuar com isso, foi um passo muito bom.

Veja mais em: CT Joaquim Grava, Elenco do Corinthians e Especiais do Meu Timão.

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