Alvo de racismo na China, Urso cobra posicionamento de negros contra o preconceito

Alvo de racismo na China, Urso cobra posicionamento de negros contra o preconceito

Por Meu Timão

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Fora de campo, Urso se posiciona sobre o racismo e luta contra o preconceito

Fora de campo, Urso se posiciona sobre o racismo e luta contra o preconceito

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Peça importante na engrenagem da equipe desde que chegou ao Corinthians, Júnior Urso também tenta fazer seu papel fora das quatro linhas. Vítima de racismo quando atuava na China, o volante deu entrevista importante sobre o assunto, cobrando mais posicionamento de outras personalidades negras.

"Ainda falta um pouquinho outros negros que têm nome. Tem pessoas no nosso país que todos ouvem quando se expressam, então faltam outros negros com poder de voz se expressarem um pouco mais e brigarem pela causa", pontuou, em conversa com o UOL Esporte.

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Entre os exemplos citados pelo jogador estão nomes como Thiaguinho, da música, Neymar e Pelé, do próprio futebol. Urso, cabe destacar, fez uma tatuagem em alusão ao símbolo dos Panteras Negras, partido político que durou entre 1966 e 1982.

"Só vai haver igualdade quando este tipo de pessoa também falar, porque muita gente se espelha nelas. Na música temos o Emicida, um rapper que está brigando pelo seu espaço. Talvez o Thiaguinho fosse um cara legal de falar mais sobre isso, apesar de estar em outras situações, na televisão - de repente tiram ele de lá se ele insistir nisso. O próprio Neymar também... Outros negros deveriam se expressar mais, ajudar mais na causa" comentou.

"Eu nunca o vi falar sobre isso (Pelé). Seria interessante ele agir desta forma", completou.

O tema ganhou ainda mais a atenção do jogador a partir de 2017, quando foi chamado de macaco durante um clássico na China, quando vestia as cores do Ghangzhou. Durante a entrevista, o volante ainda revelou outro caso de injúria, dessa vez em uma balada em Florianópolis.

Fala, Gil!

Para combater o preconceito no futebol, a FIFA aprovou a parada de partidas quando um caso de racismo acontecer. Questionado sobre o tema, Gil confirmou já ter sofrido injúrias, mas disse não confiar que a medida será colocada em prática.

"Já sofri, mas não acredito muito nisso (medidas da Fifa de encerrar partidas em casos de racismo). Se for decisão da Fifa, temos que aceitar e ver o que vai ser melhor", afirmou, em coletiva concedida nesta sexta-feira.

Veja mais em: Júnior Urso.

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