Ativismo político e idolatria por Sócrates: conheça o ex-atleta Gustavinho Lima longe das quadras

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Gustavinho foi homenageado por Casagrande durante a semana no Parque São Jorge

Gustavinho foi homenageado por Casagrande durante a semana no Parque São Jorge

Vitor Chicarolli / Meu Timão

A carreira de Gustavo Lima, aposentado do basquete desde junho, foi marcada pela entrega dentro de quadra e muita autenticidade fora dela. Não por acaso, Walter Casagrande presenteou o ex-armador na última segunda-feira, em evento de homenagem à Democracia Corinthiana no Parque São Jorge.

Em conversa exclusiva com a reportagem do Meu Timão, Gustavinho expôs um lado que poucos torcedores conheceram. Aos 34 anos, o corinthiano, que nunca escondeu sua admiração pelo movimento da Democracia Corinthiana, revelou que sente falta de atletas que se posicionam politicamente.

“Esse momento atual do país demonstra a total falta de memória. Um evento desse no Parque São Jorge como a Democracia Corinthiana é incrível porque dá para se atentar a nossa memória e lembrar que o povo tem que ter memória, assim como o esportista. Não podemos esquecer o que nós trilhamos, pensando naqueles que sofreram e ficaram pelo caminho. Temos que resgatar isso e deixar vivo no nosso consciente. Também tem que ter conhecimento e coragem para se posicionar. Seria lindo se mais esportistas tivessem esse posicionamento”, disse.

“Nasci depois da Democracia Corinthiana, mas posso dizer que sou um filho desse movimento. Pelo fato de ser capaz de levar essa veia questionadora da democracia, que atuou em um momento opressor e teve muita coragem para isso. Procuro e admiro os esportistas que não fazem distinção entre esporte e política e ainda conseguem se posicionar", acrescentou.

Gustavinho foi homenageado por Casagrande durante a semana no Parque São Jorge

Reprodução/Instagram

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Como todo amante do movimento realizado na década de 1980, Gustavinho, torcedor declarado do Corinthians, tem Sócrates como ídolo e fonte de inspiração e lamenta o fato de não ter conhecido o ex-jogador pessoalmente.

Sócrates me inspirou mesmo eu não tendo conhecido pessoalmente. Ele tinha a inteligência e a coragem para isso em tempos de repressão. Mesmo sem ter visto Sócrates jogar, sabia que era um craque de bola e me interessei demais pela história dele. Gostaria de ter a chance de exalta-lo pessoalmente, assim como eu fiz com a vereadora Marielle, que era uma mulher incrível e representava bandeiras fortíssimas”, concluiu.

Capitão e Campeão da Liga Ouro de 2018 na volta do Timão às competições profissionais da modalidade depois de 22 anos, Gustavinho segue ligado ao clube, mas agora atuando como supervisor da equipe Sub-19 do basquete corinthiano.

Ao Meu Timão, ele contou como está sendo a experiência na nova função e também projetou a próxima temporada do atual plantel alvinegro.

Confira publicação de Gustavinho sobre o evento no PSJ no início da semana

O local era o Memorial do Corinthians. De súbito fui tragado por uma onda de admiração que me levou pra longe. De perto, muito perto conheci ídolos de várias gerações do futebol e também grandes protagonistas da literatura e da música. O grande anfitrião do Almoço da Democracia Corinthiana foi o @wcasagrandejr que com seu carisma inigualável saudava personagens importantes da história do clube e também da Democracia no país. Peças raras atacando por todos os lados, tabelinhas entre músicos e ponta de lanças, triangulações entre beques, jornalistas e escritores. O resgate da memória tão incomum nos tempos políticos atuais se fez presente no Parque São Jorge. Acompanhado da plateia, pude ver o grande goleador Casão, dessa vez distribuir a oportunidade de se consagrar, convocando a frente e entregando homenagens a craques das mais diversas épocas. Me senti honrado por ser chamado ao palco e colocado na história do @corinthians como um dos representantes da Democracia. Muito emocionado no meu agradecimento, pude enaltecer o espírito de luta por direitos iguais criado no clube nos anos 80 e que reverbera até hoje e me deu essa veia questionadora. Olhando nos olhos do genial e corinthiano Marcelo Rubens Paiva citei a relevância de seu livro “Ainda estou aqui” que fala justamente da memória, sua ausência e importância. Marielle presente! Foi mais sonho que vivi no meu time coração que jamais esquecerei.

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Veja mais em: Basquete, Ídolos do Corinthians, Ex-jogadores do Corinthians e Democracia Corinthiana.

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