Esses dados mostram as maiores diferenças entre Corinthians de Coelho e do 'fim de Carille'

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Dyego Coelho durante clássico entre Corinthians e Palmeiras, disputado no Pacaembu

Dyego Coelho durante clássico entre Corinthians e Palmeiras, disputado no Pacaembu

Danilo Fernandes/ Meu Timão

Passados dois jogos do Corinthians sob comando de Dyego Coelho diante de adversários de níveis consideravelmente distintos, o Meu Timão comparou os números desses últimos embates com os das duas partidas derradeiras da equipe sob comando de Fábio Carille.

Se faz necessário destacar que os níveis técnicos dos rivais são relativamente similares: enquanto Carille se despediu com jogos diante do CSA (embaixo na tabela) e do Flamengo (em cima), Coelho iniciou sua trajetória frente a Fortaleza (baixo) e depois Palmeiras (cima).

Leia também: Semana livre do Corinthians tem possíveis retornos, problema para Coelho e jogo-treino

Claro que inicialmente vale mencionar os resultados: com Carille já em rota de colisão com o elenco, foram duas derrotas, seis gols sofridos e dois anotados nessa curta amostragem; com Coelho, uma vitória e um empate marcados por quatro gols a favor e três contra.

Por trás desses dados mais brutos, porém, há estatísticas mais detalhadas que ajudam a entender a mudança pela qual o Corinthians vem passando antes de Tiago Nunes assumir o cargo de técnico alvinegro de 2020. A equipe de Coelho, resumidamente, tem maior apreço pela bola e faz um jogo "mais bruto" (e faltoso) em comparação ao time engatava péssima sequência até mesmo de resultados nos dias finais de Carille no Timão.

Posse de bola

É um dos comparativos que mais se destacam entre Coelho e Carille. A diferença tanto entre os jogos contra Fortaleza e CSA quanto entre os clássicos contra Palmeiras e Flamengo é gritante: o time do atual interino tem muito mais apreço pela posse de bola.

  • 58,98% contra o Fortaleza (Coelho)
  • 55,05% contra o CSA (Carille)
  • 50,55% contra o Palmeiras (Coelho)
  • 33,63% contra o Flamengo (Carille)

Finalizações

Talvez mais importante estatística para comparar a diferença de estilos de Coelho e Carille, as finalizações mostram pequena evolução com o interino. Ainda que com números não muito significativos, foram dois chutes a mais contra o Fortaleza (em relação ao duelo diante do CSA) e um a mais frente ao Palmeiras (em comparação com o embate ante Flamengo).

  • 13 (6 certas) contra o Fortaleza (Coelho)
  • 11 (2 certas) contra o CSA (Carille)
  • 8 (3 certas) contra o Palmeiras (Coelho)
  • 7 (4 certas) contra o Flamengo (Carille)
Corinthians teve atuação muito contestada contra o CSA

Corinthians de Carille teve atuação muito contestada contra o CSA

Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

Passes

Aqui a comparação se faz mais uma vez significativa. O Corinthians de Coelho troca muitos passes a mais que o de Carille (e com mais precisão). São estatísticas que dialogam diretamente com o aumento de posse de bola do Timão pós-troca de comando técnico.

  • 515 certos, com 96,44% de precisão, contra o Fortaleza (Coelho)
  • 424 certos, com 95,28% de precisão, contra o CSA (Carille)
  • 328 certos, com 89,86% de precisão, contra o Palmeiras (Coelho)
  • 185 certos, com 82,96% de precisão, contra o Flamengo (Carille)

Desarmes

Talvez seja essa a mais equilibrada estatística no comparativo Dyego Coelho x Fábio Carille. Somados os dois jogos de cada um, são exatos 35 desarmes do Timão contra Fortaleza e Palmeiras e outros 35 diante de CSA e Flamengo.

Sob comando de Coelho, o jogo que se mostrou "mais pegado" para o Corinthians foi o Dérbi. Já com Carille na beira do campo, foi na partida diante do CSA que "o bicho pegou".

  • 20 contra o Palmeiras (Coelho)
  • 18 contra o CSA (Carille)
  • 17 contra o Flamengo (Carille)
  • 15 contra o Fortaleza (Coelho)

Cruzamentos

Com números bastante similares em relação aos cruzamentos, até o percentual de eficiência com tal fundamento é similar: o Corinthians de Coelho aproveitou tal recurso para fazer dois gols (contra o Fortaleza) de seus quatro até aqui; o de Carille, nos dois jogos citados, teve um dos dois gols anotados originado justamente de bola alçada na área (contra o Flamengo).

  • 18 (6 certos) contra o Fortaleza (Coelho)
  • 17 (6 certos) contra o CSA (Carille)
  • 12 (5 certos) contra o Flamengo (Carille)
  • 12 (2 certos) contra o Palmeiras (Coelho)

Faltas cometidas

Aqui há também outro dado bastante distinto. O Corinthians de Coelho, a exemplo do que o Athletico Paranaense de Tiago Nunes colocava em prática, "bate" muito mais do que o de Carille. Diante do Fortaleza, o Timão cometeu o dobro de faltas que diante do Flamengo.

  • 18 contra o Fortaleza (Coelho)
  • 17 contra o Palmeiras (Coelho)
  • 10 contra o CSA (Carille)
  • 9 contra o Flamengo (Carille)

Veja mais em: Fábio Carille, Dyego Coelho e Campeonato Brasileiro.

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