Wlamir confirma presença em final do Corinthians e faz depoimento emocionante sobre amor ao clube

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Wlamir dá nome ao ginásio do clube, no Parque São Jorge

Wlamir dá nome ao ginásio do clube, no Parque São Jorge

Divulgação

Maior nome da história do basquete corinthiano, tanto que dá nome ao ginásio do Parque São Jorge, Wlamir Marques conversou com a reportagem do Meu Timão sobre a decisão da Liga Sul-Americana, que será realizada nesta quinta-feira, em São Paulo. O ex-jogador confirmou presença na casa que também é sua e falou sobre seu amor ao clube.

"Vou estar lá. Fui convidado, mas, se eu não fosse convidado, eu iria também", disse o craque, agora com 82 anos e em recuperação de uma cirurgia realizada para colocar uma prótese na cabeça do fêmur. "Já consigo andar. Não muito tempo, mas consigo", comentou Wlamir.

De volta ao Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo depois de morar por 32 anos em Perdizes, na Zona Oeste, Wlamir leva uma vida tranquila nas proximidades do clube social que defendeu por uma década entre os anos 60 e 70. Viúvo há três anos, justamente o momento em que decidiu voltar para perto de onde mora sua filha, ele explica que, por ele, iria todo fim de semana ao Timão.

"Não acompanhei no ginásio tanto, acompanhei pela TV. Eu tenho um pouco de dificuldade de andar ainda pela cirurgia. Eu, por mim, gostaria de ir para o Corinthians todo final de semana, mas é muito cheio, às vezes tem que parar o carro longe. E, para mim, fica complicado", contou ele, que hoje vive sozinho no seu apartamento.

Americano bom de bola

Para Wlamir, o time do Corinthians atual não tem grandes destaques individuais por causa do estilo de jogo do técnico Bruno Savignani, sempre rodando o elenco. O ídolo alvinegro, porém, não titubeia ao apontar o ala-pivô David Nesbitt como o atleta que mais o agrada.

"Eu gosto muito do Nesbitt, ele é muito bom, ali não tem grande destaque. Acho que ele é o que mais se destaca, mas todos dentro do que o técnico utiliza são regulares. O técnico troca muito, não chega a ter um protagonista. Outras equipes podem ter esse nome, mas no Corinthians é diferente", explicou.

Anos dourados

Em meio à conversa com o Meu Timão, Wlamir relembrou os tempos em que ele era um dos atletas à espera das decisões. Campeão sul-americano em três oportunidades nos anos 60, além de ter para si o feito de derrotar o Real Madrid, então campeão europeu, o Timão tenta repetir aquelas glórias.

"Eu tenho muito carinho pelo Corinthians, né, joguei dez anos ali. Eu vim de Piracicaba, joguei nove anos lá. Agora tem ido muita gente nos jogos. Assim, o ginásio é muito grande, para lotar precisa de um grande evento, mas é muita gente. Jogamos frente à União Soviética lá, os EUA. O bairro do Tatuapé todo descia para a gente jogar. Em outro ginásio não cabe toda aquela gente", afirmou Wlamir.

"Parece que os clubes estão retomando essa cultura. Antigamente, os titulares do Corinthians eram a base da seleção brasileira. O Corinthians, Sírio e o Palmeiras eram quem dominava. Voltou a ter time dessa vez por causa do Andrés, que atendeu a reivindicação dos sócios. Tomara que o próximo presidente mantenha o projeto", continuou.

Mal entendido resolvido

Wlamir ainda é comentarista da ESPN Brasil e, em meio a uma transmissão, viu uma bandeira que levava seu nome ao lado do que seria o quinteto inicial do vencedor time da década de 60. Uma brincadeira a respeito da sua aparência e uma pequena correção, porém, passaram a impressão de que ele não havia gostado da homenagem.

"Aquilo foi uma bela homenagem. Até criou uma polêmica, eu estava fazendo uma transmissão em um jogo na ESPN. E de repente apareceu aquilo ali e eu não sabia quem tinha feito. Eu brinquei 'não gostei muito porque eu estou muito feio'. Mas era brincadeira. Um cara assistiu e disse que eu não gostei. Imagina se eu não vou gostar da homenagem que o Corinthians fez. Foi um mal entendido, mas eu já conversei e está tudo resolvido", disse Wlamir.

A única correção que ele faz é que, em vez de Edward, retratado no meio, quem estava lá no desenho era Renê, outro membro daquele esquadrão.

Indicado ao Hall da Fama

Wlamir ainda tem um objetivo que não conseguiu conquistar no basquete: entrar para o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba). Na conversa, assegurou que esse momento está perto de acontecer.

"Disputei quatro Olimpíadas, tenho duas medalhas de bronze. Tenho participação no Campeonato da FIBA, mas você precisa ser indicado ao Hall da Fama. Eles não vão atrás de você. É a CBB que encaminha. Não é que ninguém queira, é que a CBB ficou aí durante uns 15 anos acéfala, mal administrada. Agora que tem uma diretoria nova que está fazendo a coisa com seriedade. Inclusive já mandaram o meu nome para a FIBA para que eu tenha o reconhecimento no Hall da Fama", concluiu Wlamir.

Veja mais em: Basquete e Ídolos do Corinthians.

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