De condições para vir ao clube à política de contratações: Nunes fala sobre bastidores do Timão

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Por Meu Timão

Cantillo foi um dos contratados a pedido de Tiago Nunes

Cantillo foi um dos contratados a pedido de Tiago Nunes

Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Desde que foi anunciado como treinador do Corinthians, Tiago Nunes é visto como ponto de partida para uma grande mudança no clube. Após período empilhando títulos com um jogo reativo, a torcida e a direção acreditam que o treinador pode transformar a equipe alvinegra em protagonista das partidas, com postura mais ofensiva. Ciente de sua responsabilidade, o comandante fez algumas exigências antes de aceitar o convite para vir ao CT Joaquim Grava.

"Sim (trouxeram peças para mudar o estilo de jogo). Eu não iria vir ao Corinthians se não tivesse certeza que poderia fazer o que eu quero fazer. Perguntei qual era o intuito: algo relacionado à pressão ou se ele entendia que eu podia ser treinador do Corinthians. Ele é muito direto. Falou: "Quero que você mude a forma de jogar, um time mais ofensivo, e quero que trabalhe com a base". Eu perguntei se ia contratar, ele falou que sim. Perguntei se teria autonomia com o grupo de jogadores, ele também concordou. Era o que eu precisava", pontuou Nunes, em entrevista ao SporTV, na noite desta segunda-feira.

Leia também: De sequência para atacante a possíveis retornos: Corinthians inicia primeira semana livre do ano

Até o momento, cabe destacar, cinco jogadores foram contratados para a temporada: Matheus Davó, Sidcley, Victor Cantillo, Luan e, mais recentemente, Yony González. Mesmo com a temporada correndo e o adeus precoce à Libertadores, mais nomes podem vir para auxiliar nessa mudança de postura.

"Contratação pode ser feita durante a temporada. O mercado inicia em dezembro, mas você pode contratar em março, abril, maio. Tem um monte de coisa. De verdade, chegam diariamente listas e listas de indicação. O que é mais fácil para o treinador é tirar a responsabilidade e mandar trazer o 'bambambam' lá que ele resolve. Não é o que eu vou fazer. Quero jogador que encaixe nesse perfil", destacou.

"Não quero o Athletico no Corinthians. Eu quero construir o Corinthians pelo que ele é. Eu estudei a história, sei fundação, conquistas, fila, 90, títulos mundiais. Quanto torcedor passou e transitou nisso tudo. O que ficou claro é que, para jogar no Corinthians, você precisa ser competitivo, correr dentro de campo. Por isso a torcida aplaudiu quarta-feira. A dificuldade disso tudo é que o jogador se exponha. Não é só o atacante, é o zagueiro para ficar no mano também. Quando você monta duas linhas atrás, o zagueiro fica esperando a sobra. Agora, você jogar dentro dos caras, implica que o zagueiro precisa ficar de mano, sair jogando. Não quero chegar no tike-taka, quero chegar o mais rápido possível, com qualidade, seja com bola tocada ou lançamento", completou.

E ainda que busque reforços, o técnico já enxerga várias opções no plantel que se encaixam com o que ele pensa do futebol. Com time técnico pelo meio, ele quer jogadores de explosão pelo lado e, por conta disso, foi buscar o colombiano Yony Gonzáles, que já estreou neste sábado, diante do São Paulo.

"Eu gosto de jogador de velocidade. Colocamos meninos, Janderson, agora chegou o Yony e já jogou porque tem força e velocidade. Você precisa tentar o equilíbrio entre esses jogadores com os de muita qualidade técnica, Camacho, Cantillo e Luan. Precisamos da flecha, que tenha velocidade. Já estamos no mercado, só que a oportunidade não depende do treinador", concluiu.

Veja mais em: Tiago Nunes e Andrés Sanchez.

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