Cássio rechaça incômodo de jogadores com cartilha de Tiago Nunes: 'Repercussão desnecessária'

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Por Andrew Sousa e Tomás Rosolino, no CT Joaquim Grava

Cássio concedeu entrevista coletiva para repercutir polêmica

Cássio concedeu entrevista coletiva para repercutir polêmica

Daniel Augusto Jr./ Ag. Corinthians

O assunto do Corinthians na quinta-feira foram as regras de convivência propostas pelo técnico Tiago Nunes. De acordo com o GloboEsporte.com, alguns jogadores do clube estariam insatisfeitos com algumas exigências do novo comandante, como almoçar junto do restante do elenco e deixar a mesa apenas após o capitão Cássio autorizar.

Na manhã desta sexta-feira, então, o próprio arqueiro concedeu entrevista coletiva no CT Joaquim Grava e negou o incômodo do plantel.

"Esse negócio do almoço vem da Flórida Cup. Nós que fomos falar. Quando todo mundo acabar a refeição, todos saem. Todo mundo jantou? beleza. Não é o Cássio tem que liberar, não sou eu que determino. É engraçado, vou ficar olhando para o prato dos caras: "Já acabou, já acabou.." É uma coisa pequena. Por isso o Corinthians é o maior do Brasil, um time sem expressão não falariam disso, tentam achar uma situação. Estamos almoçando com horários pré-determinados, mas é normal, pergunta para o Caio (Ribeiro), para quem jogou fora do Brasil. Lá fora é uma regra. Não é que fiquei bravo, é que falaram coisa que não existe, que tem que jantar todo mundo junto, não sou só eu que libero, são os que estão mais tempo, existe uma hierarquia: "Está liberado". Quando vamos falar de premiação, sou eu, Love, Gil, não é porque tenho a tarja que eles não são mais capitães. Tem uma confiança de todos. Entendo um pouco, pois vocês não participam do nosso dia a dia e não sabem o que acontece no vestiário", afirmou.

"Tem regras, temos que comer todos juntos, não sou eu que decido a hora, é a hora que terminam de comer. Nós jogadores que falamos com Tiago para a gente ter convívio, tem jogador chegando, tem trote, tem risada. Fiquei um pouco chateado da maneira que foi colocada (na matéria). Parece que é um exército, que estamos indo contra o que o treinador pede. Não foi legal o jeito que foi colocado", pontuou o camisa 12. Cada treinador tem uma maneira de trabalhar. Temos que nos adequar. Fomos eliminados, ok, mas o nível de futebol vem melhorando. Não temos a menor dúvida que Tiago nos fará chegar aos nossos objetivos, a maneira de gerir o grupo, tem o mesmo tratamento comigo, Gil e Fagner, que são os mais velhos, com os outros. Não existe nada com o treinador", finalizou.

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Além do almoço, a suposta cartilha de Tiago Nunes também define o horário de descanso dos jogadores durante a concentração. O tema também foi comentado por Cássio, que aprova a iniciativa.

"Não existe cartilha para ir dormir, existe horário. A gente vai concentrar. Não tem um horário. Agora, você está a tarde inteira descansando, dormindo. Mas aí, eu te pergunto: está matando alguém ficar meia hora sem usar o telefone? O cara não pode jantar 19h, sem mexer no celular? Hoje todo mundo quer ficar no videogame, no celular. Não tem diálogo. E nós somos um grupo unido, acho que não tem nada a ver isso. Todo mundo janta no horário? Que que custa o cara esperar 20 minutos para jantar? É falta de respeito comer antes, sempre espero minha mulher sentar para comer em casa. Estão criando uma polêmica em uma coisa tão pequena. É uma coisa normal do nosso dia a dia, tentar ajudar, ter regras. Acho tão normal. Muito pouco para fazer polêmica com isso", justificou.

Por fim, Cássio também repercutiu outro fator que teria irritado os jogadores: os treinos em dia de jogo. Para ele, a medida é normal e não pesa de forma alguma no desgaste dos jogadores. O goleiro ainda fez questão de valorizar o comandante e projetar um ano vitorioso com ele.

"Não são em todos os jogos que tem, mas é uma filosofia do treinador. Para ser honesto, é um alongamento, ou um posicionamento, uma situação de jogo. Mas nada de anormal, não é tiro de mil, coletivo, ele vem treinando a semana para a gente chegar no jogo 100%", pontuou.

"Professor Tiago é muito aberto em conversa, faz tempo que tem regras aqui e tem que ser cumpridas. Incômodo com jogador não tem, é minha nona temporada, procurei ser o mais honesto. Já briguei para não cair, times vitoriosos, nunca tivemos problemas. Não tem problema, falo como representante do grupo que o Tiago vai nos levar a títulos", concluiu.

Mais respostas de Cássio sobre o caso

Regras necessárias

"Vou até mais fundo, vi um vídeo do treinador do Guarani de Campinas, vi um vídeo dele falando que a gente cobra muito que os mais novos tenham regras, e ele fala que o jogador que vem da base, em vez de olhar o treino do profissional, ele está preocupado em videogame, no pebolim, e antigamente era difícil, quantas vezes eu esperava o mais velho entrar para eu escolher a cama, controle remoto? Não pegava. Ar-condicionado? Jamais. Essas regras são para ajudar o cara, para aprendizado. Estou sendo aberto. Já briguei com vocês, cresci, evoluí, tudo é aprendizado. Não vejo nada de incômodo ou insatisfação. Vemos o nível de comprometimento, o treino mostra o quanto você correu. Essa matéria gerou muito mais do que o necessário", pontuou.

Alguém pode estar incomodado?

"Falo pelo grupo de jogadores. Sobre essa situação, se alguém não está, não acho que todo mundo tem que concordar com tudo, mas há regras no trabalho de todos. E é uma coisa tão normal no dia a dia para o nível que ficou. Falaram em questão do horário, de esperar meia hora o seu companheiro para jantar, é algo tão pequeno. Difícil até responder, honestamente. Se tiver um jogador focado e com objetivos, isso é tão pequeno. São tantas dificuldades para chegar até aqui. Do meu ponto de vista, é uma coisa muito pequena. Cada um pode falar o que bem quer", ressaltou.

Modelo europeu

"Joguei na Holanda e é normal lá sentar na mesa. Na Holanda eu só podia comer quando treinador autorizava e saía com aval do capitão. Antes tinha rodízio e hoje sou capitão, mas todos têm voz ativa. Até teve brincadeiras de "posso ir no banheiro", foi desnecessária a matéria, estão criando ambiente onde todo mundo se gosta, outros falaram de problema com treinador. Como muda jeito de jogar tão rapidamente e intensidade de treinos é alta. Acho que algumas coisas ditas foram desnecessárias, tenta criar um conflito onde não tem. Temos que nos blindar a isso, ambiente é bom, temos confiança no treinador, falo de coração, sou verdadeiro".

Ponto final

"Fomos eliminados pelo Guaraní jogando bem, não pode criar bola de neve onde não existe. Jogamos em time de massa, já aconteceram outras especulações que não aconteceram. Temos uma união muito boa, falamos para os jogadores novos como funcionam, nosso ambiente é bom, somos sempre francos, ficamos chateados pela repercussão e pela maneira como foi colocada, falo por mim, não é verdade, é uma mentira", concluiu.

Veja mais em: Cássio e Tiago Nunes.

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