Boselli fala sobre adaptação ao Brasil e ressalta apoio da família para permanecer no Corinthians

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Por Giovana Duarte e Tomás Rosolino

Artilheiro do Corinthians neste início de temporada, Boselli disse estar adaptado ao Timão

Artilheiro do Corinthians neste início de temporada, Boselli disse estar adaptado ao Timão

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O argentino Mauro Boselli chegou ao Corinthians no início de 2019 após boas temporadas pelo León, do México. Em entrevista ao Meu Timão, o artilheiro da equipe em 2020, que expressou o desejo de permanecer no clube até 2021, revelou que teve dificuldades para se adaptar ao Brasil e que ainda não pensa em se estabelecer em São Paulo.

"Bom, na verdade, eu decidi me instalar bem no México só depois do meu terceiro ano. Ter minha casa e tudo. Aqui eu tive apenas um ano até agora. O ano passado que foi complicado em termos de adaptação, sair de um país depois de muito tempo que faz a gente pensar em muita coisa. Hoje estou desfrutando desse bom início futebolístico, desfrutando que a minha família já está melhor adaptada à vida no Brasil.", disse.

"Pensar no que vai acontecer depois... Ainda mais porque o futebol muda todo dia. Aqui no Brasil a janela de transferências praticamente nem fecha (risos). A qualquer momento se pode sair, chegar, é difícil de programar algo para o futuro. Trato de desfrutar do dia de hoje, sabendo que a coisa pode mudar a qualquer momento", completou o argentino.

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Para Boselli, a distância para chegar aos treinos, o trânsito e quantidade de jogos disputados pelas equipes brasileiras foram as principais diferenças em relação ao clube mexicano. Segundo o atacante, a família sentiu muito a ausência do jogador, mas foi fundamental para a permanência do atleta no Corinthians.

"Eu senti mais o tema das distâncias. No León eu levava de 20 a 25 minutos para ir e voltar do treinamento. Aqui, se não há trânsito, quase uma hora. A distância foi o que mais senti. Minha família sentiu minha ausência. No México, quando chegava em todas as finais, jogava 50, 52 jogos no máximo. Aqui você joga 75, 80 partidas, 25, 30 jogos mais no mesmo período de tempo." explicou o argentino.

"E isso foi o que eles mais sentiram. No ano passado eu sentei para conversar com a minha mulher e até mesmo com as minhas filhas, mesmo muito pequenas. Perguntei a elas o que elas queriam das nossas vidas e se elas concordavam em continuar para me apoiar a seguir no Corinthians, que era o meu desejo. Elas disseram que sim, que sabiam da importância para mim e, bom, aqui estamos, desfrutando da vida em São Paulo", contou.

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Ao ser questionado sobre as concentrações, Boselli reforçou que a maior diferença é a quantidade de partidas disputadas pelas equipes brasileiras. O argentino ainda brincou ao dizer que não conhece outro lugar no mundo que tenha tantas partidas quanto as equipes brasileiras.

"É que é difícil. Em todos os times em que tive de jogar, eu me concentrei. No Boca, que é um time parecido, quase igual ao que é o Corinthians, concentrava até mais. O diferente é que eu não tinha minhas filhas, éramos só eu e a minha mulher, fácil para visitar, se ver na concentração. Me concentrei em toda a minha vida, a diferença é o número de jogos. Não acredito que em nenhum lugar do mundo se jogue tantas vezes como no Brasil", ressaltou.

"Sim, sabia. Não pensei que era tanto (risos). A diferença é muito grande, porém, 30 jogos a mais no mesmo período. Mas, bom, agora já estou adaptado, já sei como manejar melhor as situações. Minha família entende, me apoiou nesse caminho e vamos tentar percorrê-lo juntos", finalizou.

Veja mais em: Mauro Boselli.

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