Com camisa do Ronaldo, torcedor se infiltrou na La Bombonera para realizar sonho de ver o Timão

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Torcedor do Corinthians fez loucura para ir à La Bombonera

Torcedor do Corinthians fez loucura para ir à La Bombonera

Arquivo pessoal

O torcedor do Corinthians que já viu a equipe no estádio nunca esquece. Quem ainda não foi, sonha com esse dia. Esse era o caso de Caio Henrique Corá há alguns anos. Morador de Pimenta Bueno, há 550 quilômetros da capital Porto Velho, em Rondônia, ele contava os dias para ver o Timão de perto. E precisou fazer uma loucura para isso.

Em 2012, o alvinegro se mudou para Buenos Aires, na Argentina. No ano seguinte, viu uma chance de ouro – mas muito perigosa. Pelas oitavas de final da Libertadores de 2013, o Corinthians foi ao país vizinho para encarar o Boca Juniors. Um detalhe, porém, dificultou as coisas: por incidente em Oruro, a torcida corinthiana foi proibida de ir ao estádio.

Nada disso impediu Caio de realizar um de seus sonhos. Guiado pela paixão, então, ele embarcou em uma das grandes aventuras de sua vida - para isso, contou com a companhia do amigo Edvaldo Santos, também corinthiano.

"Era a minha oportunidade. Por mais que fosse uma loucura, eu ainda muito jovem. Não pensei tanto na irresponsabilidade, foi pura paixão, vontade e gana de ir ver o Corinthians. Tínhamos acabado de vencer Libertadores e Mundial, então eu fiquei cego", relembra.

Caio e Edvaldo antes da arriscada aventura

Caio e Edvaldo antes da arriscada aventura

Arquivo pessoal

Ponto de partida

  • O emprego:

"Nosso turno caiu justamente no horário do jogo e passamos a semana pensando no que fazer para acompanhar o Coringão. Acabamos pedindo uma licença para estudo. Sei que é errado, mas era minha oportunidade de ver o meu Corinthians pela primeira vez, ainda mais onde Romarinho marcou o gol e tudo mais, La Bombonera...", relembra.

  • Os ingressos:

“Os grandes clubes da Argentina só vendem ingresso para sócio. Procuramos muito por alguém que não fosse no jogo e quisesse comprar para nós. Combinamos com um rapaz de entregar na porta do estádio, já no dia do jogo. Fomos sem nenhuma certeza, só a vontade de ver o Corinthians”, completa.

A caminho do estádio

Depois do trabalho, a dupla alvinegra começou sua jornada de dois metrôs e um ônibus, que os deixaria na porta do estádio do rival. Logo no início da trajetória, na troca de uma linha por outro, o primeiro susto.

Dois homens vieram nos assaltar. Viram que a gente era brasileiro porque, acredite, eu estava com a camisa do Corinthians. O Edvaldo colocou a mão no bolso para fingir que estava armado e saímos correndo", pontuou.

Após o susto e o segundo metrô, veio o ônibus 152. Lotado de torcedores do Boca Juniors, o veículo rumou ao estádio de portas abertas, com todos de pé, pulando e cantando pelo time argentino. Ali no meio, dois corinthianos sonhavam em chegar bem ao palco do embate.

“Nesse momento foi caindo minha ficha. Era uma loucura mesmo. Será que vou voltar bem disso? Onde estou me enfiando? Mas enfim, chegamos ao estádio e pegamos os ingressos”, conta.

Últimos suspiros antes do apito inicial

Na porta de La Bombonera, Caio e Edvaldo já contavam os minutos para ver os comandados de Tite em ação. Nada mais poderia dar errado, certo? Errado! Eles ainda tinham um último susto antes de se acomodar nos seus lugares.

Com um moletom por cima da camisa de Ronaldo, Caio teve que tomar cuidado com as duas primeiras revistas, erguendo as duas vestimentas juntas para evitar ser visto. Um dos seguranças, porém, deixou o clima tenso.

“Chegou na última revista, o rapaz perguntou de onde a gente era. O Edvaldo, que morava há mais tempo na Argentina, falou rápido que eu vinha da Noruega e ele dos Estados Unidos. Achamos que estava tudo bem e o segurança disse que os ingressos eram falsos, antes de perguntas se éramos corinthianos. Depois de um bom tempo, conseguimos passar e sentar para ver o jogo”, conta.

Apito final e suas sensações

O sorriso de Caio na volta para casa dizia tudo sobre aquele dia

O sorriso de Caio na volta para casa dizia tudo sobre aquele dia

Arquivo pessoal

Acomodados, os torcedores acompanharam a partida atentos, mas ainda aflitos. Em campo, o Timão perdeu por 1 a 0 - viria a ser eliminado na sequência, com empate por 1 a 1, no Pacaembu. Para evitar a aglomeração dos adversários, eles saíram mais cedo e viram o fim do jogo em um bar, com turistas e alguns brasileiros.

Com o "sucesso" da arriscada missão, ficaram sensações distintas - até a falta de gol do Timão foi vista com bons olhos.

"Se o Corinthians tivesse feito um gol naquele jogo? Qual seria minha reação? Era minha primeira vez vendo Corinthians, papai Tite, Romarinho, os caras tudo. Tinha um timaço, Zidanilo... Não sei qual seria minha reação, podia ter acontecido algo ruim", relembra.

"Ficamos tristes porque o Corinthians perdeu, mas com a sensação de que corinthiano é tudo doido e faz loucuras. Lembro que em 2012 eu lia a história dos caras vendendo moto, carro e casa para ver o Corinthians no Japão. Eu pensava que era absurdo e eu acabei fazendo essa loucura. Realmente foi algo que eu digo: não repito nunca mais, mas foi um caso de amor. Dizem que o amor te deixa meio cego. Foi isso", concluiu.

Veja mais em: 1 em 30 milhões, Torcida do Corinthians e Libertadores da América.

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