Arena Corinthians: acordos com Caixa Econômica e Odebrecht são afetados pelo coronavírus

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Fase de paralisação por conta do vírus também influencia nas negociações da Arena Corinthians

Fase de paralisação por conta do vírus também influencia nas negociações da Arena Corinthians

Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

As negociações do Corinthians com a Caixa Econômica Federal e a Odebrecht serão impactadas pela paralisação por conta do Covid-19, o novo coronavírus. As conversas entre o clube e os representantes do banco e da construtora, que estavam adiantadas, ganharam dois obstáculos nos últimos dias.

O primeiro é o financeiro. A paralisação do futebol brasileiro por tempo indeterminado impactará negativamente no fluxo de caixa da Arena. É difícil pensar, neste momento, que os dirigentes terão como honrar os acordos que estavam sendo costurados.

O Meu Timão mostrou que o prejuízo da Arena será de quase R$ 7 milhões a cada mês de paralisação. É com esse dinheiro que, desde a inauguração do estádio em Itaquera, o clube custeia manutenção do estádio e parcelas do empréstimo junto ao BNDES. Agora...como fazer?

O segundo obstáculo é a dificuldade de novos encontros e reuniões entre os responsáveis de Corinthians, Caixa Econômica Federal e Odebrecht, já que há restrições de circulação de pessoas por todo país, inclusive nos aeroportos.

Nos últimos meses, os departamentos jurídicos e financeiros do clube, do banco e da construtora conversavam por um consenso. Houve também reuniões técnicas e políticas nesse período, com a intenção de aparar arestas e minimizar desgastes.

Questionado sobre essa possível interrupção das conversas, um importante dirigente do clube respondeu ao Meu Timão: "Vamos aguardar, ainda não sabemos". A não confirmação da interrupção dessas conversas está na possibilidade de algumas reuniões serem realizadas de forma virtual, por meio de teleconferência.

Veja abaixo o atual estágio das duas negociações do Corinthians relacionadas à Arena

Caixa Econômica Federal

As negociações entre Corinthians e banco já duram cerca de seis meses. A busca é por uma nova condição de pagamento do financiamento viabilizado pelo BNDES em 2013, que teve a Caixa como avalista e repassadora dos R$ 400 milhões em novembro de 2013.

Desde o início, o clube tem acordo para pagar R$ 5,6 milhões/mês ao banco. A busca é pela diminuição do valor para R$ 2,5 milhões/mês, alargando o prazo para a quitação total (poderia ser estendido até o ano de 2032).

Em setembro do ano passado, a Caixa Econômica Federal executou a dívida total sob alegação de atraso nas parcelas. A execução, segundo a Caixa, é de R$ 536 milhões. Para o clube, o valor da dívida é R$ 487 milhões.

As conversas entre Corinthians e Caixa ainda não resultaram em novo acordo firmado e assinado. Tudo porque, neste momento, há uma divergência sobre uma multa a ser paga pelo clube. A Caixa cobra uma multa de aproximadamente R$ 50 milhões do Corinthians, a qual a diretoria alvinegra não concorda em pagar.

Ao Globoesporte.com, o diretor financeiro Matías Ávila explicou a discussão sobre essa multa:

"Há em contrato uma multa pequena (cerca de R$ 5 milhões), que o Corinthians aceita. Mas há também uma multa judicial, que a gente não aceita. Por quê? Porque isso não passa no Conselho. Você não multa quem você está fazendo acordo", afirmou.

Enquanto não há um acordo formalizado entre as partes, os pagamentos das parcelas do financiamento estão congelados. Em fevereiro, a Justiça suspendeu por mais 60 dias o processo movido pela Caixa Econômica, com objetivo de que as partes cheguem a um acordo amigável.

Em tempo: o Corinthians garante que, desde a primeira parcela quitada, já foram repassados ao banco a quantia de R$ 158 milhões. A maior parte desse valor, porém, foi consumido pelo juros do empréstimo junto ao BNDES.

Construtora Odebrecht

Em julho do ano passado, a Folha de São Paulo noticiou que, para os executivos da Odebrecht, a dívida total do Corinthians com a construtora era de R$ 800 milhões. Cerca de um mês depois, o presidente Andrés Sanchez informou ao Conselho Deliberativo que havia chegado a um acordo com a construtora. Acordo esse que deixaria uma dívida residual de apenas entre R$ 130 milhões e R$ 160 milhões.

De acordo com conselheiros ligados ao mandatário, a amortização de 85% do valor seria feita com o repasse final de todos os CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) à construtora, além de um abatimento por obras não executadas dentro e fora do estádio.

No dia seguinte ao anúncio de Andrés para o Conselho, a Odebrecht emitiu uma nota oficial sobre o acordo anunciado por Andrés aos conselheiros.

"A Odebrecht confirma que assinou um memorando de entendimentos com o Sport Club Corinthians Paulista que define os termos para solucionar as dívidas do projeto Arena junto à Odebrecht Participações e Investimentos, empresa controlada pela Odebrecht S.A. Também foi assinado um termo entre a Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) e o Sport Club Corinthians Paulista que resulta em quitação mútua entre as partes para a construção da Arena. Os termos destes acordos são protegidos por cláusula de confidencialidade."

Desde então, o assunto está "congelado". Não houve mais qualquer divulgação de novidades ou entrevista dos responsáveis do clube e da construtora. Agora, com o coronavírus, é difícil prever quando haverá um anúncio final de acordo, valores residuais e prazos definidos entre as partes.

Veja mais em: Arena Corinthians, Andrés Sanchez, Diretoria do Corinthians e Pandemia do coronavírus.

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