Impacto do Covid-19 nas finanças do Corinthians em 2020 dependerá de banco e Justiça; entenda

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Arena Corinthians está fechada, assim como todos os outros segmentos do clube; prejuízo milionário por causa do Coronavírus

Arena Corinthians está fechada, assim como todos os outros segmentos do clube; prejuízo milionário por causa do Coronavírus

Meu Timão

O Corinthians pode ser o clube mais impactado financeiramente pela paralisação do futebol devido ao Covid-19, o novo coronavírus, mas também pode ser o clube menos impactado em termos de grana após esse período sem jogos. Tamanho antagonismo passa diretamente pela Arena Corinthians.

A resposta dependerá dos próximos passos a serem tomados pela Caixa Econômica Federal, avalista do empréstimo do BNDES para a construção do estádio, e/ou da Justiça Federal, responsável pelo processo movido pelo banco pelo não-pagamento de parcelas anteriores.

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Para que o internauta entenda de maneira mais fácil, a reportagem do Meu Timão esmiuçará a situação em duas partes: o imbróglio em si e os dois cenários possíveis nos próximos dias. Veja abaixo:

O imbróglio

Corinthians e Caixa Econômica Federal conversam desde o ano passado para encontrar uma nova forma de pagamento do empréstimo do BNDES, concedido em 2013, para a construção do estádio - banco estatal foi o avalista do mesmo.

A diretoria do Timão quer diminuir a parcela mensal de R$ 5,6 milhões para R$ 2,5 milhões, estendendo o prazo final (até o ano de 2032). Em meio à indefinição, a diretoria optou por interromper os pagamentos provenientes do acordo antigo, que era honrado desde 2014.

A Caixa, então, decidiu acionar à Justiça Federal. Em setembro do ano passado, o banco estatal anexou ao processo o pedido de bloqueio das contas da Arena até que o valor total fosse quitado. O valor, segundo o banco, é de R$ 536 milhões.

No último dia 20 de fevereiro, devido ao bom andamento das conversas entre as partes, Caixa Econômica Federal e Corinthians solicitaram em conjunto a suspensão da ação por 60 dias. A Justiça Federal acatou.

"Defiro a suspensão dos autos pelo prazo complementar de 60 dias em razão das tratativas com vistas à composição amigável entre as partes”, afirmou o juiz federal Victorio Giuzio Neto, da 24ª Vara Cível Federal de São Paulo, na ocasião.

Desde então, silêncio dos dois lados. O prazo concedido pelo juiz encerra no dia 20 de abril. E aí que está os dois possíveis cenários para o Corinthians...

Os dois cenários para o Corinthians

Positivo

Caixa e/ou a Justiça Federal entendem que, devido à paralisação dos jogos, torna-se impossível a geração de receitas no estádio. E, diante disso, decidem manter a situação como está (pagamento e ação congelados), deixando novas diretrizes para o futuro.

Como o departamento de futebol profissional do Corinthians já não conta mesmo com dinheiro do estádio para pagamento de folha salarial do elenco, prêmios e afins, a ausência de jogos não causaria nenhum transtorno - desde 2015, o clube já não coloca em seu orçamento as receitas da Arena como parte do futebol.

Todos os outros grandes clubes brasileiros contam com a receita dos seus jogos para ajudar a quitar seus compromissos com jogadores, comissão técnica e funcionários.

Negativo

Caixa e/ou a Justiça Federal entendem que, independentemente da paralisação dos jogos, os pagamentos mensais precisam ser retomados, seja com valor antigo (R$ 5,6 milhões/mês), seja com o novo valor (R$ 2,5 milhões/mês).

Com isso, daqui cerca de um mês, tudo é retomado se os recursos jurídicos do clube forem em vão. O Corinthians, então, teria de honrar a quitação mensal sem qualquer receita do próprio estádio - como o Meu Timão mostrou, a arrecadação média desde a inauguração é de R$ 6,7 milhões/mês.

Ou seja, o Timão seria obrigado a realocar dinheiro que seria utilizado pelo departamento de futebol profissional para o pagamento integral da Arena. A situação financeira do clube, certamente, ficaria bastante complicada.

E mais: como os jogadores do Corinthians estão treinando

Veja mais em: Arena Corinthians, Diretoria do Corinthians, Andrés Sanchez e Pandemia do coronavírus.

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