Torcedora do Corinthians relembra experiências com o elenco feminino antes de final do Brasileirão

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Por Meu Timão

Kamila estava na Fazendinha na final do Brasileiro de 2018

Kamila estava na Fazendinha na final do Brasileiro de 2018

Arquivo pessoal

O Corinthians entra em campo às 20h deste domingo para disputar o Campeonato Brasileiro Feminino com o Avaí/Kindermann. O bom momento vivido pela equipe alvinegra aumenta as expectativas pelo título e, às vésperas da partida, uma torcedora relembrou bons momentos da equipe nos últimos anos.

Mesmo sendo criada em uma família de palmeirenses, Kamila Villareal cultivou o amor pelo Corinthians desde pequena. Prova disso é o fato de a primeira palavra dita pela torcedora ter sido "Timão". Apesar de não receber muito incentivo para acompanhar o futebol, a corinthiana se apegou ao esporte e, principalmente, ao time do Parque São Jorge e seu elenco feminino.

Pelo amor à modalidade, Kamila decidiu fazer parte de um projeto chamado "Joga Miga", que dá aula de futebol para mulheres e incentiva o futebol feminino. Por meio desse projeto, a corinthiana teve a oportunidade de participar de um treino no Pacaembu e depois jogou bola com algumas atletas do Timão.

“O Joga Miga foi muito especial para mim, porque abriu muitas portas, muitas oportunidades. Por exemplo, no Pacaembu. O Joga Miga, conseguiu, através da Nike, os ingressos. Participamos de um treino com a Emily Lima, olha que bacana. Uma baita oportunidade de treinar com uma técnica que foi da Seleção Brasileira. Foi nesse mesmo dia, essa parte (de jogar com as atletas) foi surpresa. Até então, era um evento de treino com a Emily e depois teria um jantar, algo simples", contou Kamila em entrevista à CBF.

"Mas aí de repente a apresentadora anunciou: ‘Surpresa, vem aí as jogadoras do Corinthians’. Não foi o elenco todo, mas tinham algumas. As que ficaram e bateram bola comigo foram a Paulinha, Kati e Gabi Nunes. Essa parte das jogadoras foi uma surpresa que a Nike organizou. Não tem preço você dividir o campo com elas. Eu não sei jogar tão bem, então pode ter sido um fiasco (risos). Mas não tem preço, porque você está ali, de perto, e vê que elas jogam muito. O que a gente acompanha pela televisão eu pude ver ao vivo. Foi no gramado do Pacaembu mesmo. Foi muito legal, a experiência foi muito bacana. É difícil acreditar que eu pisei no mesmo gramado que elas”, completou logo em seguida.

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Esta é a quarta decisão de campeonato brasileiro seguida que o Corinthians disputa, recorde entre as equipes que disputam o torneio. Kamila acompanhou de perto a conquista do título inédito diante do Rio Preto, em 2018, e a decepção com o vice contra a Ferroviária, em 2019.

“A final, em 2018, foi incrível. Uma alegria extrema. Lembro que tive que sair do serviço mais cedo. Trabalho em Moema, Zona Sul de São Paulo, e o Parque São Jorge é na Zona Leste, então tinha que fazer várias baldeações para chegar lá. No jogo da volta, a gente já meio que sabia que seria campeão, porque o time era muito bom e coeso, não sei se melhor que o dessa temporada.... Tínhamos um time muito forte. Encontrei algumas amigas no estádio, cheguei sozinha mas encontrei amigas por lá. Mas do jogo em si, a memória mais marcante para mim foi o gol de falta da Yasmim. Eu estava, literalmente, grudada na grade e fiquei bem de frente para o gol dela. Foi perfeito. É a memória mais afetiva que tenho desse jogo", relembrou a torcedora, que logo em seguida lamentou o ocorrido na temporada seguinte.

"No ano passado foi triste. Estava muito calor e, literalmente, passei mal de tão nervoso. Porque foi para pênaltis, e eu não gosto de pênaltis. Gosto de pênaltis dos outros, não do meu time (risos). Quando foi para pênaltis, falei: ‘Não vou assistir’. Fiquei encolhida, de cabeça baixa. Até hoje eu não vi esses pênaltis, eu não consigo. Tive tontura de tanto nervosismo. Falei um monte de palavrão depois dos pênaltis perdidos. Era um jogo importante, a Ferroviária é um time de peso, tradicional. Mas naquele momento, não era o mais forte. Acreditei que o Corinthians ia ganhar. Mas esses pênaltis me marcaram. Até hoje, se estiver passando na televisão, eu tiro”, completou.

Apesar de não conquistar o Brasileiro naquele ano, o Corinthians foi campeão paulista e da Libertadores. A modalidade continuou sendo incentivada pelo clube e, agora, as alvinegras disputam mais uma decisão do torneio nacional e estão nas quartas de final do Paulista. Com isso, e os bons resultados dentro de campo, Kamila se diz orgulhosa do trabalho feito pelo clube.

Eu, enquanto corintiana, só tenho orgulho. Não tenho nada negativo para falar – tanto do time quanto da organização. A Cris (Gambaré) tem feito um ótimo trabalho. Como torcedora, sinto muito orgulho do meu time. De todas jogadoras, comissão e da Cris, em conjunto com a diretoria. Houve um investimento, e agora estamos colhendo os frutos”.

Veja mais em: Torcida do Corinthians e Corinthians feminino.

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