Vagner Mancini faz análises individuais de jovens do Corinthians e fala sobre falta da torcida

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Por Julia Raya e Rodrigo Vessoni

Antony foi um dos jovens da base que começou entre os titulares do Corinthians neste domingo

Antony foi um dos jovens da base que começou entre os titulares do Corinthians neste domingo

Danilo Fernandes/ Meu Timão

Com muitos desfalques por conta da Covid-19, o Corinthians foi para o jogo da manhã deste domingo repleto de jovens da base, tanto no banco quanto titulares. Ao final da vitória corinthiana, então, o treinador fez analises individuais sobre alguns desses jogadores.

A exemplo do que aconteceu na última quarta-feira, Matheus Donelli foi o substituto de Cássio. Apesar do gol sofrido, o jovem fez mais uma boa partida e foi elogiado por Vagner Mancini, que explicou a opção pelo camisa 32.

"Eu não tenho dúvidas que os meninos vão ser muito úteis ao Corinthians. Eles já estão sendo. O Donelli está comigo já há cinco meses. O Caíque voltou de um outro clube e eram apenas 15 dias de trabalho, ele ainda não tinha chegado na sua forma física ideal e acabou pegando Covid nesse meio do caminho. A escolha pelo Donelli foi uma escolha segura, de um atleta que eu tenho visto há cinco meses no dia a dia do clube. É um atleta em formação, assim como todos nós somos na vida. Ele vem mostrando uma maturidade muito bacana, é um cara que fez boas defesas nos dois jogos e jogou na chuva os dois jogos. Então, ele foi testado realmente de uma forma muito intensa", afirmou, durante entrevista coletiva.

Uma das novidades na equipe titular foi o zagueiro João Victor, que atuou improvisado na lateral-direita (vaga deixada por Fagner). O atleta, que voltou de empréstimo do Atlético-GO, onde já havia trabalhado com Mancini, teve sua atuação valorizada pelo treinador, que já contou com ele nesta posição na equipe goianiense.

"A opção do João Victor na direita, é que ele já tinha feito essa função comigo lá no Atlético-GO. O João é um cara que se dá muito bem ali do lado direito. Ele tem volume, ele tem jogo aéreo, ele não se esconde do jogo", explicou.

Outra mudança necessária foi na lateral-esquerda. Sem Fábio Santos e Piton, o treinador optou por improvisar Bruno Méndez, mesmo tendo solicitado o retorno do jovem Biro, de 16 anos, que estava na seleção. Questionado sobre a escolha pelo zagueiro uruguaio, Mancini apontou sua decisão pautada pelo tempo de treino com o elenco.

"A escolha do Bruno Méndez na esquerda... eu tive apenas um treinamento, onde eu pude testar o Bruno Méndez ou o Biro. O Biro, um atleta de 16 anos, num jogo difícil, se ele tivesse um tempo maior de treinamento comigo, certamente ele seria o escolhido, porque ele é da posição. Eu entrei com o Bruno numa função que não é a dele e ele mesmo falou pra mim: olha Mancini, eu nunca fiz, estou aqui à disposição, me proponho a fazer, mas eu nunca fiz. Eu falei: mas você vai dar conta do recado. E ele acabou dando, eu achei que a participação do Bruno foi muito satisfatória em todos os sentidos. Ele até arriscou uma subida no começo do jogo, hora que viu que tinha que ficar mais na segunda etapa, manteve bem a posição. É um atleta que se identifica muito com esse jogo do Corinthians, porque ele tem a raça como primeiro plano. Então, ele cumpriu bem", sinalizou o técnico.

Mancini falou também sobre Antony e Adson, que tiveram menos tempo em campo. Ao analisar a atuação de ambos, o treinador relembrou o pedido de paciência feito aos torcedores e comparou as partidas do time profissional e as da equipe de base.

"O Adson teve pouco tempo, eu acho que é um atleta que tem muito a acrescentar, porque ele tem uma velocidade de jogo muito interessante. O Antony eu acho que sentiu um pouquinho o jogo, o que é normal, porque são atletas que agora, não só o fato deles estarem treinando nos profissionais, mas eles estão tendo oportunidades muito rapidamente. Então, a gente corre o risco eventualmente de um menino ou outro terem que dar uma respirada, voltar pro banco de reservas e entender a situação, entender como é jogado o jogo no profissional. A base é muito mais equilibrada, porque é uma correria maior. Quando você chega ao profissional, você tem um pouquinho mais de dificuldade, o seu amadurecimento às vezes ele é um pouco mais demorado, porque usa-se muito os atalhos, o jogo de corpo, a imposição. Então, o menino normalmente se adapta rapidamente, é o que eu espero pro Antony e pra todos aqueles que estão fazendo parte do nosso elenco, porque eles vão sendo usados com certeza", garantiu.

E a torcida, tem influência?

Por conta da pandemia da Covid-19, os torcedores não podem acompanhar in loco a maior utilização da base que está acontecendo na equipe profissional. Analisando a falta da torcida, então, o treinador corinthiano garantiu acreditar que os jovens ganhariam uma força extra se a torcida estivesse no estádio.

"Sobre isso, acho que existem os dois lados. Por um lado eles entram em campo sem um peso, pressão de fora. Mas acho que nesse momento a torcida apoiaria, tenho certeza. Tenho ouvido isso e é importante quando o atleta sente que estão com eles. A torcida faz falta para nós , o Corinthians tem esse jogador a mais. Os meninos vão ter oportunidade, poderiam já estar tendo, mas vão ter. Torcedor jogaria junto, a gente poderia até ter atletas com força extra pela torcida, pela personalidade de cada um", pontuou.

Veja mais em: Vagner Mancini, Base do Corinthians, Elenco do Corinthians e Campeonato Paulista.

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