Capitão do Corinthians E-Football detalha trajetória da chegada ao clube à possível ida ao Mundial

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Por Andrew Sousa e Vitor Chicarolli

Corinthians E-Football tem escudo diferente e uniforme próprio

Corinthians E-Football tem escudo diferente e uniforme próprio

Reprodução/Instagram

Mesmo questionado por boa parte da torcida por conta do desempenho, o Corinthians de Vagner Mancini acumula bons resultados na temporada. Fora das quatro linhas, uma outra equipe também vem representando bem a Fiel: o Corinthians E-Football.

Em nova rodadas disputadas, a equipe alvinegra lidera o E.Gol Pro, principal torneio de eFootball PES 2021 do país, com 20 pontos conquistados - seis vitórias, dois empates e somente uma derrota. O caminho para chegar a esse patamar, no entanto, foi longo e teve um protagonista: Felipe Mestre.

Atual capitão do time que joga o modo 3v3, ele foi o primeiro atleta de e-Sport contratado pelo clube, ainda em 2018. Foi dele também o primeiro título na modalidade.

"Uma doideira (chegar ao Corinthians). Sempre fui corinthiano. Meu sonho era jogar no Corinthians de alguma forma e consegui com o videogame. Fui o primeiro atleta de e-Sports do clube, em 2018 ainda. Consegui um título e sou o primeiro campeão de e-Sports do clube também. Antes do Free Fire já tinha eu (risos). Não era algo muito badalado, ainda não é, né, mas a gente vai buscando nosso espaço", relembrou, em conversa com o canal do Meu Timão na Twitch.

Inicialmente, então, Felipe tinha um contrato de licenciamento e representava as cores do Timão em torneios individuais. Com o tempo o eFootball PES mudou seu formato de disputa e ele montou a equipe que lidera o principal torneio do cenário nacional e que dá uma vaga no Mundial para o time campeão.

"Quando eu entrei, foi uma parceria. Não tinha salário nem nada. Eu representava o clube, um licenciamento. Era individual. Não tinha campeonato de grupos como é hoje. A partir de 2020 começou o eFootball Pro, que é três contra três. Virou o campeonato oficial. O um contra um é amador. Agora o campeão mundial é um clube, não um jogador. É pra trazer pessoas novas. É mais legal. Os jogos mais famosos não são individuais. Todos são de equipes", explicou.

"Sempre "peguei no pé" do clube para virar algo sério. Eu sempre me disponibilizei. Quem montou a equipe fui eu. Deixaram na minha mão para trazer os atletas. Quem toma conta é a agência, mas quem escolheu os atletas fui eu. Todos que vieram já jogaram com a gente no 11 contra 11, que fomos campeões brasileiros. Eu só trouxe para fazer a parte do trio. Peguei quem eu já conhecia porque sabia que o estilo de jogo encaixa. Precisa de uma sincronização muito boa. É difícil, mais até do que pensam", acrescentou.

Atualmente, a equipe oficial do Corinthians no futebol virtual conta com Felipe Mestre e outros quatro jogadores, que se revezam entre si para formar o time de três: Ghalbim, Rafael, Henrikyinho e Bruno.

Veja mais em: Corinthians no e-Sports.

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