Jornalista analisa evolução de Éderson e simula 'encaixe' do jogador no meio campo do Corinthians

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Por Julia Raya, Andrew Sousa e Vitor Chicarolli

Buscando diminuir sua folha salarial, o Corinthians tem emprestado alguns de seus jogadores. Um deles é o volante Éderson, que defende o Fortaleza até o final da temporada. Em conversa com o Meu Timão, o jornalista Luca Laprovitera analisou a evolução do atleta no clube cearense.

Éderson chegou ao Corinthians em 2020, após deixar o Cruzeiro. Enquanto ainda vivia o processo de adaptação ao Timão, o volante viu o clube enfrentar um momento de instabilidade com treinadores. Assim, as oportunidades para o volante eram poucas, enquanto as críticas da torcida eram muitas, já que o clube não vivia boa fase. Éderson era bastante criticado por erros principalmente técnicos, mas agora no Fortaleza o atleta mostra ter evoluído.

"Aqui ele erra pouco drible, viu. Está errando pouco. Ontem mesmo (17 de junho), com o Atlético-GO, ele fez um drible saindo da zaga, passando por três adversários. Parece ter evoluído nesse sentido, sim. Não erra muitos passes... às vezes erra um pouco em passes longos, mas isso se ajeita. Em drible, passe curto, carregar a bola, ele parece estar tranquilo. Não tem o que reclamar disso até agora não. Ele acerta 85% dos passes por jogo (em média, com dados do SofaScore). Ele tem passes longos, cruzamentos... ele tem 92% de acerto no campo de defesa, no de ataque, 79%, em bolas longas, 80% e passes-chave ele acerta 75%. Ele está com bom número, sim. É um jogador que realmente... de todos os jogadores, desde a chegada do novo treinador, ele e o Tinga são os que mais evoluíram. Especialmente por estar no meio de campo, que exige, ele melhorou, mas joga bem e está bem fisicamente. Ele jogou praticamente os 11 jogos, não foi substituído, leva pouco cartão...", analisou Luca - confira a entrevista completa no vídeo acima.

Luca contou, ainda, sobre o processo de adaptação de Éderson ao Fortaleza, que também enfrentou dificuldades recentes com treinador. De acordo com o jornalista, o novo esquema de jogo foi essencial para que o volante pudesse mostrar seu melhor em campo. O bom momento de Éderson, inclusive, faz o clube nordestino considerar comprá-lo em breve - o atleta está emprestado até o final da temporada.

"Quando a gente tinha o Enderson (treinador), era claro (a dificuldade dele)... a gente jogava sem a bola, corria atrás da bola, e pesava no Éderson, ele parecia lento, mas não é. Quando a gente tem o esquema agora, que não precisa correr sempre atrás da bola, ele dá certo. A gente tem ali a linha de três, na marcação, no passe... isso exige intensidade, mas não exige que ele corra pra cima e pra baixo, um lado e pro outro... ele corre menos sem necessidade, está na zona de combate. (...) Isso passa muito pelo esquema, ele é jovem, às vezes parece ter dificuldades em algumas mudanças, tem algumas deficiências ofensivas, mas já vemos que evoluiu do Estadual pro Brasileiro . Hoje, o Fortaleza pensa bem mais em comprar o Éderson. Agora não, porque o financeiro não ajuda, mas no decorrer do ano, com premiações, o clube tem esse interesse, principalmente porque podemos permanecer com o treinador", explicou.

Éderson tem 22 anos e pode ganhar nova chance no Corinthians ao final de seu empréstimo para o Fortaleza, uma vez que seu contrato com o clube alvinegro tem duração até o final de 2025. Analisando o estilo de jogo atual do Timão com Sylvinho, Luca contou como imagina que o jovem volante se encaixe no modelo de jogo corinthiano.

"Não, ele não é (como o Roni, que está em todo lugar). Ele é intenso, mas não assim. (Aqui no Fortaleza) tem sempre dois, três jogadores no ato, na bola. Isso ajuda muito. O esquema do Corinthians são três jogadores, Roni, Gabriel e Cantillo, às vezes é muito espaçado. Isso complica. O Éderson sempre tem alguém perto para passar, isso facilita. E não existe no Corinthians. A gente tem dois alas, não dois pontas... enfim, não vejo o Éderson como jogador de intensidade, de quebrar o jogo. Esse jogador, com essas características, não é o Éderson. Ele está mais pra um jogador como o Gabriel, que sai jogando, que pro Roni. Pode ser também parecido com o Cantillo. Vejo como o Gabriel pelo bom chute, que pisa um pouco mais. Éderson tem esse chute de longe, é nosso melhor chutador, em muito tempo. Não vejo ele muito encaixotado, como Cantillo, nem como Roni, que precisa estar em todo lugar", projetou o jornalista.

Veja mais em: Éderson e Jogadores emprestados.

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