Andrés vai à Câmara pressionar vereadores por R$ 420 milhões para o Itaquerão

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Por Meu Timão

Marca do centro do campo do futuro estádio do Corinthians

Marca do centro do campo do futuro estádio do Corinthians

O Corinthians tenta dar uma cartada decisiva para “fechar a conta” de seu futuro estádio. Às 9h da próxima terça-feira, o presidente Andrés Sanchez vai a uma audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo pressionar os vereadores em busca de até R$ 420 milhões em incentivos e descontos em impostos na construção do Itaquerão.

A ideia da cúpula corintiana é convencer a Câmara a aprovar o projeto de lei enviado pela prefeitura paulistana. Segundo o texto, os incentivos fiscais serão concedidos ao estádio desde que ele seja capaz de receber um jogo de Copa do Mundo. Mesmo que a Fifa considere a arena apta e depois não a utilize no torneio de 2014, os recursos serão enviados.

O Corinthians também usa o atraso a seu favor e defende que o projeto precisa ser aprovado até a primeira quinzena de julho para ser enviado à Fifa. Isso porque no dia 30 de julho, no Rio de Janeiro, durante o sorteio das eliminatórias da Copa, a entidade pretende anunciar onde será a abertura da Copa.

“Se não for aprovado o incentivo na Câmara, não tem como ter Copa do Mundo em São Paulo”, resumiu Andrés Sanchez. Desde o início da novela Itaquerão, o dirigente assegura que o Corinthians terá um estádio para 45 mil pessoas independentemente do Mundial. Segundo ele, se a cidade quiser receber o torneio, precisará ajudar a bancar o projeto.

Nesta sexta-feira, uma comissão de vereadores foi ao Itaquerão para ver o início das obras e conversar com os dirigentes corintianos. Chefe dessa comissão, Paulo Frange, do PTB, defende os incentivos ao estádio argumentando que ele irá gerar muitas oportunidades ao bairro da zona leste.

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“A abertura representa uma entrada de tributos atrativa para a cidade de São Paulo. Teríamos uma contrapartida de R$ 4 para cada R$ 1 de incentivo pelo desenvolvimento que teremos na região. O estádio sai de qualquer jeito para 45 mil pessoas, mas para abertura precisaria do incentivo”, afirmou Frange.

Segundo Andrés, o custo total do Itaquerão não irá passar de R$ 700 milhões. Além dos incentivos que tenta buscar na prefeitura, o Corinthians calcula que receberá um empréstimo de até R$ 400 milhões do BNDES. E os dutos da Petrobras que precisam ser remanejados já estão nesse cálculo, alegou o presidente.

“Isso vai custar no máximo uns R$ 6 milhões. São 600 metros de dutos que já estão incluídos no preço da obra”, completou Andrés Sanchez.

Fonte: UOL

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