Vereador adia votação sobre incentivos fiscais do Fielzão

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Por Meu Timão

Depois de Aurélio Miguel (PR), agora foi a vez de Adilson Amadeu (PTB) posicionar-se contra a votação imediata do projeto de lei que autoriza a prefeitura a dar incentivos fiscais para a construção do estádio do Corinthians, em Itaquera. Como fizera Miguel na última semana, que pediu vistas do projeto, agora é Amadeu que entrou com requerimento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para adiar a votação da proposta em dois dias. A primeira das duas votações obrigatórias para se aprovar o projeto aconteceria nesta terça-feira. Agora, a primeira votação só deve acontecer na quinta.

Estimado em cerca de R$ 420 milhões, os incentivos fiscais para Itaquera precisam ser liberados para que o estádio corintiano tenha condições de receber a abertura da Copa de 2014. Somado a esses incentivos, o clube tenta fechar com o BNDES um empréstimo de R$ 400 milhões tendo a Odebrecht como avalista para assim apresentar à Fifa até o dia 11 de julho os documentos que comprovem a viabilidade financeira da obra.

Havia a expectativa de que o projeto de lei fosse a plenário para a segunda votação nesta sexta-feira, mas o pedido de Amadeu atrasará a votação. Em visita recente ao terreno de Itaquera, o presidente da Câmara, Paulo Frange (PTB) disse os vereadores poderiam adiar o recesso da Casa, a partir de 1º de julho, para votar essa questão, dada a urgência do caso.

O presidente corintiano, Andrés Sanchez, sabendo da possibilidade de a votação ser adiada na última semana quando esteve na Câmara dos Vereadores disse na sexta-feira que de acordo com as conversas com os vereadores, a lei deve ser votada até o dia 5 de julho. Segundo Andrés, sem aprovação de tais incentivos, o estádio não será sede da abertura da Copa. "O estádio sem os incentivos, mas sem abertura. Com os R$ 400 milhões emprestados pelo  BNDES sai o estádio do Corinthians que a gente esperar pagar com o naming rights e outras receitas nossas", disse Andrés.

Por meio da construtora Odebrecht, o clube receberá os incentivos fiscais em CIDs (Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento), títulos que totalizarão R$ 420 milhões e poderão ser vendidos no mercado, com deságio (valor inferior) de 20%, em vez de serem usados para pagar impostos futuros após a obra concluída.

Fonte: IG

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