Carlos
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42 anos , de Pindamonhangaba

Carlos Alberto Silva Freitas

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Atividades do Carlos no Meu Timão

Última interação no site em 09/11/2018 às 22h47

  • Carlos

    Carlos postou em Humor, no tópico "Então San7os sua taça está segura: explica isso então..."

    há 11 meses

    Taças dos Mundiais somem, e Santos recorre ao São Paulo para fazer cópia

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    https://www.spfc.net/news.asp?nID=66510 Taças dos Mundiais somem, e Santos recorre ao São Paulo para fazer cópia Notícias atualizadas do São Paulo F.C., cobertura diária do clube e matérias exclusivas. Para um Grande clube, um Grande site! spfc.net

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  • Carlos

    Carlos postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Romero x Aguirre"

    há 2 anos

    Algumas semanas estava toda imprensa criticando o estrangeiro (Romeiro), agora todos ignorando a falta de educação do estrangeiro em detrimento ao Carille, eita impressa 'porcaria' rsrsrs se afundam na própria merda que falam, deve ser duro pra pessoa não ser corintiano o gigante incomoda.

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  • Carlos

    Carlos postou em Humor, no tópico "Goleiro do Novorizontino"

    há 2 anos

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  • Carlos

    Carlos postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Um grito de 23 anos"

    há 4 anos

    Quando o Corinthians chegou perto de mim eu ainda era pequena e morava numa vila de casas em São Paulo. Uma vila de italianos. Italianos e palmeirenses. Tutti oriundi e tutti palestra, meno mio papa, é vero. Mio papa era corintiano. O único da vila. O único da família, o único da casa, pois minha mãe era uma são-paulina fanática, que, além de tudo, mandava em todos nós. Éramos irritantemente submissos à sua sedução amorosa e simpática, com opiniões sobre tudo e todos. Mamãe sempre entendeu de tudo. Até de futebol. E, na sua visão, os filhos deveriam ser do SPFC, time muito melhor é claro. Meu pai ouvia e nada falava, nunca tentava influenciar torcia calado. Apenas suspirava e sofria quando SPFC ganhava do Timão e ela caçoava: “Não fica triste Xu, um dia esse time ainda vai se campeão”. Entrava ano, saia ano e... Sempre aquela humilhação. Eu, que nem ligava pra futebol, comecei a simpatizar com aquele sofrimento de papai e assim, sem quase perceber, passei a assistir aos jogos ao lado dele, torcendo contida, nas tardes de domingo. Ficava ali, sem entender nada querendo só uma coisa: ver o Corinthians campeão. Mal acabava o jogo, era o Corinthians ganhar ou empatar, e lá vinha a menina com aquela pergunta chata: “Já é Campeão, pai? Falta quanto”. Entrava ano, saia ano, entrava década, e saía década e aquele dia... Nunca chegava! Confesso que um dia me enchi daquilo e quis trocar de time. O Santos de Pelé era grande sensação da época, o time campeão. Sabe, é duro você ser criança ver a infância passar e nunca, nunca mesmo, ser um campeão. De modo que num dia qualquer na década de 60, de férias numa casa de praia em Santos, cheguei para o meu pai toda contentinha, depois de ter visto o Pelé na rua, e perguntei: “Pai, posso mudar de time? ”. E ele respondeu bravo: “E de pai, será que você não quer mudar”. E me explicou que ter um time não era só torcer, apostar, ganhar. Ter um time era saber perder, ter caráter e ser fiel. Gaviões da Fiel. Era por isso que a torcida corintiana tinha esse nome. “Você não sabe que a relação que você tem com um time você leva por toda vida? ”. Depois disso nunca mais pensei em mudar. Cresci, fiquei mocinha e segui conformada com o destino de sofrimento corintirânico. Até que aconteceu aquele dia de final de Campeonato Paulista. Ano: 1977. Adversário: Ponte Preta, o melhor time da época. Cerca de 138mil pessoas lotavam o Morumbi, o maior público da história do estádio. Jogo complicado, travado. Primeiro tempo, nada. Segundo tempo, nada. O gol só veio aos 38 minutos, quase no final do jogo, num chute de Basílio. A explosão que se deu naquele momento foi indescritível. Um grito parado durante 23 anos! Um grito de que tinha a minha idade. Tinha passado toda minha vida sentada na frente da TV, ironizada por uma vitória que nunca chegava, e, engraçado... Na hora em que todos estavam gritando, eu me tinha a idade daquele grito, não gritei, não pulei e mais uma vez me contive. Os anos passaram, me mudei de São Paulo para o Rio e, durante 20 anos, dentro de uma família de flamenguistas, fui a corintiana calada e a paulista oprimida. Alvo das gozações e dos gozadores cariocas. Em casa se tinha jogo do Flamengo e do Corinthians passando em dois canais diferentes, a preferência era pelo Flamengo, é claro. Se o time vencia, tinha de sair pra comemorar com os meninos, vestidos de camisa do Flamengo, é claro. Fora a pior parte: todas as vezes que tive de assistir e torcer só sem ninguém para abraçar e comemorar. E ironia do destino muitas vezes, nesses momentos de solidão, o Corinthians foi Campeão. Nesses momentos sempre vinha me vinha á cabeça a menina chata que passava as tarde de domingo perguntando: “Falta muito para ser campeão!”. E eu corria ao telefone e ligava para São Paulo: “Viu só, pai? Foi campeão, de novo! De novo!”. Ele, contido, nada falava, só agradecia, “Obrigado filha, obrigado”. E eu não sabia se ele agradecia a ligação, o fato de eu ter me lembrado dele, a solidariedade corintiana, ou tudo isso junto. O fato é que nós dois, pai e filha, continuamos sendo os únicos corintianos de nossas divididas famílias. E o tempo implacável, seguiu seu rumo. Chegamos ao ano 2000. De novo, 23 anos tinham se passado depois daquele grito de 77. E, nas nossas comemorações de telefone ponte-área, só faltava acrescentar um título: o campeão mundial! Que todos já sabem aconteceu naquela de sexta-feira, uma noite chuvosa no Rio. Maracanã lotado, Vasco o adversário, supercotado. De novo, o melhor time da época, de novo as mesmas cores de 23 anos atrás: preto e branco. Vasco e Ponte Preta. Maracanã e Morunbi. Ligo para o meu pai: “Pai, o Corinthians vai se campeão, tenho certeza. É o número 23! De 23 em 23 anos pelo menos, o Corinthians é campeão de alguma coisa é cabalístico, não tem erro, pode confiar”. Meu pai mais uma vez falou pouco e resolveu esperar pela vitória. Que acabou chegando, no final do jogo exatamente como há 23 anos. Quando o jogo acabou, Corinthians, já campeão mundial, pela primeira vez não tenho o ímpeto de correr ao telefone para ligar pra São Paulo. Tudo parecia ter mudado: todo os cariocas flamenguistas da minha família agora estavam felicíssimos, me abraçavam, davam parabéns! Cantavam comigo o hino do Corinthians, que eu nem sabia que eles sabiam! Naquela noite, pela primeira vez, não era mais a corintiana solitária. O Brasil inteiro estava vendo aquele jogo. E o ótimo Vasco de Edmundo e Romário, estava derrotado. O Rio minha cidade do coração, a cidade que escolhi, se rendia ao Corinthians, o time que escolheu e quase acabou com o meu coração. Corri até a janela. E, pela primeira vez, abri os vidros, enchi os pulmões e deixei vir aquele grito: “CORINTHIANS CAMPEÂO!”. Um grito só. Único. Que ficara guardado durante 23 anos! Foi o grito mais surpreendente que já dei na vida. Um grito tão forte, mas tão forte, que meu pai, lá se São Paulo, ligou preocupado: “Não grite tanto minha filha. Assim vai acordar os vizinhos”. Dilea Frate é jornalista e escritora tem 46 anos três filhos e livros publicados para crianças, além de contos, para adultos. Dirige e escreve humor para o programa do Jô Soares

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