Célio Silva

Fórum do Corinthians
Tópico Lendário Entenda as regras

Igor #1.931 @igor.rykovski em 25/08/2019 às 11:34

Célio Silva

Eu já disse aqui, que quem fez eu torcer pelo Corinthians foi o Neto. Só quem viu ele jogar, sabe porque ele é chamado até hoje de craque.

Porém, em 1993 o Dualib sacaneou o Neto por ele apoiar o Vicente Matheus. O Neto foi embora.

E eu, estava começando a querer ser zagueiro, já que era grosso pra jogar em outra posição, apesar de bater bem na bola.

Tinha uma dupla de zaga no Inter, que eu achava sensacional. Celio Silva e Pinga. Era louco para o Corinthians contratar ambos.

E não é que aconteceu? Em 1994 ambos vieram para cá. O Pinga não deu certo. Mas o Célio Silva fez uma das melhores duplas de zaga que eu vi, junto com o Henrique, outro monstro também.

O Célio era muito sério, sempre dava o sangue, e chutava muito forte. Algumas vezes vi ele avançar na intermediária e chutar para o gol. Se não me falhe a memória, ele chegou a fazer gol assim.

Batia faltas também. Fez 19 gols pelo Corinthians em 157 jogos. E só não fez mais gols, porque o Marcelinho não deixava ele chutar. Mesmo de perto, ele batia bem. Melhor do que o Chicão inclusive.

Infelizmente, o Wanderley Luxemburgo, que muitos aqui ainda gostam, dispensou dois ídolos da época.

Um, enorme. Ronaldo Giovanelli. E o meu segundo ídolo, depois do Neto. O Célio Silva.

Célio Silva e Gamarra poderiam ser a melhor dupla de zaga de todos os tempos no Corinthians. Mas não, o pofexor preferiu o fraquíssimo Cris que logo depois foi vendido pra França, e o fraquíssimo Nei para o lugar do Ronaldo. O Luxa sempre foi do 'esquema' com empresários.

Tudo bem que fomos campeões. Mas foi muito desrespeito com dois ídolos.

O Célio Silva foi para o Flamengo e arrebentou. E no fim, foi para o Atlético Mineiro.

Só três jogadores até então tinham conseguido chutar a bola pra fora do Mineirão. O Nelinho, o lateral Paulo Roberto(que também jogou aqui um tempo) e ele.

Os chutes dele, passavam de 130 km/h.

Um canhão.

Hoje, ele é técnico do nosso sub13. E virou corintiano, como todos que tem sangue correndo nas veias e passam por aqui.

Que saudades de você, canhão. Que saudades!

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Alexandre Santos De Souza #374 @alexandressouza em 25/08/2019 às 12:05

Célio Silva soltava um petardo, mas o Chicão batia faltas com maestria.

Tatiane Prado #417 @tatiane.prado1 em 25/08/2019 às 11:43

Sempre jogou com seriedade e raça, fazia o simples, fica a dica para o Léo Santos! (Da qual eu cheguei a elogiar suas habilidades)...porém brincar em uma final, valendo milhões, é de se retorcer de raiva até hoje!

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Jorge Graner #489 @jorgegaviao em 27/08/2019 às 18:15

Sou fanático por aquela dupla de zaga, Celio Silva e Henrique. Também era meu sonho ver o Celião jogar no Timão. Ele tinha me chamado muito a atenção na Libertadores de 93, se não me engano, pelo Inter. E o Henrique já estava aqui desde o segundo semestre de 92. Aquele primeiro quinquênio de 90 foi difícil de ganhar alguma coisa, porque tinha a Parmalat e o Telê do outro lado, mas batíamos de frente bonito com eles, até virar tudo a partir de 95. E essa dupla foi perfeita naquele ano! Saudades mesmo!

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Douglas Fernando Silva #48 @dougnando em 27/08/2019 às 16:30

Celião, o canhão do Brasileirão.

Fábio Augusto Nunes Lelles #1.432 @fabiolelles em 27/08/2019 às 16:01

Sim, o Célio Silva pode ter sido um dos maiores zagueiros que tenham passado pelo Timão e que foi mal aproveitado/desrespeitado, e que também gostaria de ter visto, mas esse negócio de zagueiro avançando pelo meio até finalizar no gol(nem Chicão, Gamarra e Gil fazem/fizeram isso), é coisa de primeiro volante disfarçado de zagueiro, e de defensores que deixam buracos na defesa, porque ainda que ele tenha tido muitos recursos para a zaga brasileira da época, essa característica teria que ser limitada no futebol atual, até porque quem faz isso, são D.Luiz e Dedé, dois zagueiros que vivem falhando ou que se tornaram duvidosos. Sobre o Cris, ele teve uma evolução fantástica e se tornou um grande zagueiro depois que saiu do Timão, principalmente quando foi para o lyon. E sobre o mineirão, acredito que seja fácil jogar a bola pra fora dele, porque ele só é alto por dentro, sendo muito baixo no pátio da esplanada, como já estive dentro e fora, acredito que é só fazer a bola ultrapassar o teto que ela cairá automaticamente na esplanada dele...

Fábio Chamusca De Carvalho #547 @fabiomcbaltz em 26/08/2019 às 21:44

Hehehe Ele errava sim, cara. Quando a gente enfrentava as peppas era tenso, inclusive. Me lembrava o Marcelo Djian ou Giba quando viam Muller. Sem contar que Miranda é mais rápido do que Henricão foi.

Sobre o lance das faltas eu acho que ambos foram exímios batedores. Só fiz a diferenciação por conta dos estilos muito distintos mesmo.

Falando nisso, tu lembra do time de 94? Nesse sentido era um terror pros adversários, hein? Hehehe Verdadeiro conclave pra decidir quem batia a falta... Paulo Roberto, Branco, Gralak, Celio Silva, Boiadeiro, Souza, Marcelinho... Hehehehe Só não lembro se todos estiveram juntos ao longo do ano. Mas no Brasileirão eu lembro que ficava sempre Paulo Roberto, Branco, Boiadeiro e Marcelinho ali no debate. Rsrsrsrs

Dá até tristeza se comparar aquela temporada com a de agora, onde ninguém consegue fazer a bola sequer passar da barreira. Essa boleirada de hoje é deprimente.

Igor #1931 @igor.rykovski em 26/08/2019 às 09:34

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Cara, o Henrique não errava. O problema dele era saída de bola que ele não tinha. Mas errava muito pouco, assim como o Miranda.

Em aproveitamento, o Célio Silva era melhor do que o Chicão. A grande maioria dos gols do Chicão foram de pênalti. Ele fez só 10 gols de falta pelo Corinthians e jogou muito mais jogos do que o Célio que fez 12.

Fábio Chamusca De Carvalho #547 @fabiomcbaltz em 26/08/2019 às 21:33

Concordamos quanto ao que dizem dele. Me parece que o caso de Luxa é que ele é um 'jogador' que treina jogadores. Ele não é mais traíra que nenhum outro jogador já tenha sido ou seja.

A dificuldade que ele encontra depois da mudança na lei do esporte se dá pelos métodos dele terem sempre se pautado na condição de 'prisão' em que os atletas se encontravam. Ele 'chantageava' os caras. Sempre batia de frente com a estrela do time e sempre dividiu os grupos pra tornar mais fácil o controle dos mesmos. Ao menos é que dizem. No entanto, nada disso é exclusivo dele. Já vi histórias iguais com outros treinadores também. Recentemente foi possível ver Levir Culpi fazendo coisa parecida (bater de frente com a estrela e tal. Checa a confusão dele com Fred no florminenC).

Igor #1931 @igor.rykovski em 26/08/2019 às 09:30

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Não disse que o trabalho era na sorte. Disse que ele tinha sorte de não perder o grupo naquela época. Ele era muito respeitado tecnicamente.

Quando foi para o Real Madrid, onde ele era um desconhecido, derrubaram ele rapidinho.

O Luxemburgo é muito bom tecnicamente, mas um lixo como pessoa. Os jogadores não gostam dele.

Ele está no ostracismo por causa disso. Hoje em dia não é mais aceitável esse desvio de caráter.

Deco 20 #68 @deco20 em 26/08/2019 às 10:15

Que pataço!

Gamarra e Célio Silva teria sido uma zaga pra ficar na história.

Igor Rykovski #1.931 @igor.rykovski em 26/08/2019 às 09:34

Cara, o Henrique não errava. O problema dele era saída de bola que ele não tinha. Mas errava muito pouco, assim como o Miranda.

Em aproveitamento, o Célio Silva era melhor do que o Chicão. A grande maioria dos gols do Chicão foram de pênalti. Ele fez só 10 gols de falta pelo Corinthians e jogou muito mais jogos do que o Célio que fez 12.

Fábio #547 @fabiomcbaltz em 25/08/2019 às 21:18

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Cara, Celio Silva chutava forte. E reto. Se fosse no gol excelente. Muitas vezes ia. Muitas vezes não. Eu gostava pra caramba de vê-lo jogar. Mas comparar os estilos de falta dele com o de Chicão foi um 'erro'. Um é de colocar o outro é de explodir.

Comparar Henricão com Miranda foi meio zoado também. Rsrs

Tem muito de memoria afetiva nas suas avaliações. É normal. Eu cometo o mesmo equivoco também, de vez em quando. Hehehehe

Igor Rykovski #1.931 @igor.rykovski em 26/08/2019 às 09:30

Não disse que o trabalho era na sorte. Disse que ele tinha sorte de não perder o grupo naquela época. Ele era muito respeitado tecnicamente.

Quando foi para o Real Madrid, onde ele era um desconhecido, derrubaram ele rapidinho.

O Luxemburgo é muito bom tecnicamente, mas um lixo como pessoa. Os jogadores não gostam dele.

Ele está no ostracismo por causa disso. Hoje em dia não é mais aceitável esse desvio de caráter.

Fábio #547 @fabiomcbaltz em 25/08/2019 às 21:32

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Mano... Não havia nada de sorte no trabalho de Luxa. E Neto no fim dos 90 já estava 'roubando salario', como dizem. Eu tinha poster de Neto em casa. Posso falar disso confortavelmente. Adorava vê-lo jogar. Mas só jogou mesmo de 90 a 93/94, se eu espremer MUUUUITO. E basta deixa-lo contar suas próprias histórias e perceberá que ele foi bom de grupo enquanto era notadamente a estrela do mesmo. E era assumidamente irresponsável no que diz respeito ao comportamento atlético que a profissão exige. A chegada de Marcelinho em 93-94 encerrou a 'Era Estadual' do Corinthians (cuja exceção é o Brasileirão de 90) e também a 'Neto Dependance'. Em 95 já conquistamos um segundo título nacional, que foi a Copa do Brasil, e um novo ponto de evolução se deu com a chegada de Luxa em 98. Oswaldo só entregava as camisas em 99. O trabalho era visivelmente o mesmo que Luxa deixou pronto. Antes de chegar no Coringão ele já havia feito bi-campeão outro grupo 'barril de pólvora', como você diz.

Eu fiquei chateado com as saídas de Ronaldo, Neto e Celio, cada uma em sua época. Mas é assim mesmo... Ronaldo mostrou na sequencia que já não tinha condições. Neto a mesma coisa.

Rogerio Pavan #692 @rogerpavan em 25/08/2019 às 23:20

Conheço.

MARIO #308 @carpegiani em 25/08/2019 às 21:14

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Torço para ele voltar urgente para o Corinthians, com esse time nas mãos dele, estaríamos no mínimo em 2º lugar.

Você conhece o Luxemburgo? Se não conhece, não fala sem ter conhecimento.

Fábio Chamusca De Carvalho #547 @fabiomcbaltz em 25/08/2019 às 21:32

Mano... Não havia nada de sorte no trabalho de Luxa. E Neto no fim dos 90 já estava 'roubando salario', como dizem. Eu tinha poster de Neto em casa. Posso falar disso confortavelmente. Adorava vê-lo jogar. Mas só jogou mesmo de 90 a 93/94, se eu espremer MUUUUITO. E basta deixa-lo contar suas próprias histórias e perceberá que ele foi bom de grupo enquanto era notadamente a estrela do mesmo. E era assumidamente irresponsável no que diz respeito ao comportamento atlético que a profissão exige. A chegada de Marcelinho em 93-94 encerrou a 'Era Estadual' do Corinthians (cuja exceção é o Brasileirão de 90) e também a 'Neto Dependance'. Em 95 já conquistamos um segundo título nacional, que foi a Copa do Brasil, e um novo ponto de evolução se deu com a chegada de Luxa em 98. Oswaldo só entregava as camisas em 99. O trabalho era visivelmente o mesmo que Luxa deixou pronto. Antes de chegar no Coringão ele já havia feito bi-campeão outro grupo 'barril de pólvora', como você diz.

Eu fiquei chateado com as saídas de Ronaldo, Neto e Celio, cada uma em sua época. Mas é assim mesmo... Ronaldo mostrou na sequencia que já não tinha condições. Neto a mesma coisa.

Igor #1931 @igor.rykovski em 25/08/2019 às 16:35

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Luxemburgo deu foi é sorte com esse time, porque era um barril de pólvora.

Nessa época, ele se achava. Ainda se acha né?

Ele era muito bom pra armar o time, muito bom. Mexia como poucos também.

Mas não era querido pelo grupo. Os jogadores respeitavam ele porque ele era muito bom. Só por isso.

Se ele não fosse tão estrela, usaria o Célio Silva e o Ronaldo pra apaziguar o grupo com a experiência deles.

O Ronaldo era ótimo de grupo, todo mundo gostava dele, assim como gostavam do Neto de 90 a 93.

Eles tinham a personalidade forte, mas eram leais. Não faziam sacanagem como o Marcelinho por exemplo, que tentou derrubar o Rincon.

O Célio Silva foi nosso capitão por 4 anos. Advinha se ele não impunha respeito.

Tudo bem que ganhamos dois brasileiros, mas com Célio e Ronaldo, é muito provável que ganhássemos a Libertadores em 1999.

O Dida foi um monstro, mas não era líder. O Ronaldo não. O Ronaldo arrumava a defesa.