Cérebros, Danilo e Riquelme têm frieza em comum e carreiras opostas

Cérebros, Danilo e Riquelme têm frieza em comum e carreiras opostas

Cérebros, Danilo e Riquelme têm frieza em comum e carreiras opostas

Cérebros, Danilo e Riquelme têm frieza em comum e carreiras opostas

Paulo Passos
Do UOL, em São Paulo


Um surgiu como futuro melhor jogador do mundo. O outro começou sem a certeza de que chegaria a jogar num clube de ponta do Brasil. Hoje veteranos, Riquelme e Danilo acumulam passado e presente opostos. Na próxima quarta-feira, os dois serão os 'cérebros' de Corinthians e Boca Juniors, rivais nas oitavas de final da Libertadores da América.

O corintiano foi um dos jogadores mais assíduos da equipe de Tite nesta Libertadores. Atuou nas seis partidas da primeira fase e marcou o gol mais importante, contra o Millonarios, fora de casa, que deixou o Corinthians vivo na disputa por uma das vagas do grupo.

 O argentino também fez um gol na primeira fase, igualmente decisivo e fora de casa, contra o Nacional, no Uruguai. A assiduidade no time, porém, não foi a mesma. Estreou apenas na terceira rodada, jogou todas desde então, mas sempre vivendo com o fantasma de ser dúvida por problemas físicos.

A diferença vivida pelos dois no presente não se compara ao oceano de distância no passado. Ídolo-precoce, apontado como futuro melhor do mundo, contratação mais cara do Barcelona na temporada 2002, Riquelme não se firmou no clube catalão. Mesmo assim, não perdeu o protagonismo, seja no pequeno Villarreal, onde conseguiu brilhar, na seleção argentina e, principalmente, no Boca Juniors.

Na Argentina, sempre foi apontado como sucessor de Maradona. A camisa 10, por ironia do destino, veio a perder justamente quando o antigo ídolo era técnico da seleção. Os dois romperam e talvez até como vingança do destino, Riquelme tornou-se o maior jogador da história do Boca Juniors, à frente do algoz, segundo os fãs do clube de maior torcida do país.

Idolatria que o mineiro de São Gotardo nunca gozou. Vencedor e decisivo em duas conquistas da Libertadores, com os rivais São Paulo e Corinthians, Danilo sempre foi um jogador mais idolatrado por técnicos do que pelos torcedores.

Tite é um dos fãs de Danilo. O técnico corintiano costuma elogiar a capacidade do meia de definir uma partida com um passe ou uma finalização.

'Ele tem a frieza necessária na hora da decisão. Tem jogadores que têm essa capacidade e não sentem pressão. Ele é forte e usa a experiência', define Tite.

'Ele serve de exemplo na carreira. Foi alguém que soube se modernizar e progredir muito com o tempo', avalia Hélio dos Anjos, técnico que levou Danilo para o time profissional do Goiás em 1999. 'Na época, eu pensava que seria um jogador útil para o clube, mas nunca que poderia chegar onde chegou. Ele foi muito aplicado. É a vitória não do talento nato e, sim, do aplicado que soube evoluir e se tornar genial', completa.

O MINEIRO TRANQUILO E O ARGENTINO MARRENTO
Marcos Senna conviveu de 2003 a 2007 com Riquelme, no Villareal. O argentino era a principal estrela do time da pequena cidade espanhola, que chegou pela primeira vez na sua história à semifinal da Liga dos Campeões. 'Foram quatro anos e digo com sinceridade que não sei defini-lo como pessoa', admite Senna. 'É um craque como jogador, poderia ter sido melhor do mundo, mas tem uma personalidade muito forte', completa. O brasileiro lembra de uma das 'estranhices' do argentino. 'Ele surpreendia a cada dia. Depois de uma vitória, era capaz de distribuir o bicho para os funcionários do clube. No outro dia, nem dava bom dia para os que ganharam o presente', conta.
Danilo entrou para a história por ser bicampeão da Copa Libertadores e pela, principalmente, pela tranquilidade que mostrou em campo nas partidas decisivas. No seu início pelo São Paulo, Danilo era reserva e foi vaiado pela torcida em um jogo no Morumbi. No vestiário, seus colegas de equipe se preocuparam em consolá-lo. 'Não liga para isso, não, Danilo. A torcida aqui é chata e vaia mesmo!', disseram. Danilo respondeu: 'Uai! Essas vaias eram pra mim? Nem me dei conta.' Fora de campo, quem convive com o mineiro, o classifica como tranquilo, simples e até desligado. Gosta de ouvir música sertaneja, é pescador e truqueiro. Os adversários no truco dizem que é difícil saber se ele está blefando ou não. 'Ele está sempre com a mesma cara.'


Montagem e fotos: UOL

Fonte: Terceiro Tempo

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