FIFA: Os inesquecíveis duelos brasileiros

FIFA: Os inesquecíveis duelos brasileiros

Gol do Paulinho contra o Vasco foi um dos mais importantes na Libertadores 2012

Gol do Paulinho contra o Vasco foi um dos mais importantes na Libertadores 2012

A história dos confrontos brasileiros na Copa Libertadores é rica e começou a ser contada em 1963, quando o Santos enfrentou o Botafogo nas semifinais da quarta edição da competição. Foi ali, também, que se iniciou uma escrita: todos os nove representantes do país que já conquistaram o título continental passaram por um duelo nacional em pelo menos uma de suas campanhas vitoriosas.

Somado à já enorme rivalidade interna, o dado certamente influenciou para que inúmeras séries ficassem marcadas nas 54 edições da Libertadores. E é por isso que, antes do início de um confronto entre Atlético-MG e São Paulo que promete ser quente, o FIFA.com viaja na história para relembrar partidas que, além de inesquecíveis, significaram mais tarde um passo decisivo nos títulos de nove potências do país.

28/08/1963 - Botafogo 0 x 4 Santos (Maracanã, RJ)
Semifinal - Jogo de volta
Um confronto entre o Santos, de Pelé, e o Botafogo, de Garrincha, parece mesmo a ocasião perfeita para abrir uma lista de importantes duelos nacionais na Libertadores. Dois dos maiores esquadrões da história do país desta vez deixavam o âmbito nacional e lutavam por uma vaga na decisão continental contra o Boca Juniors. Após o empate em 1 a 1 na ida, a volta no Maracanã prometia ser novamente equilibrada, mas foram os paulistas que levaram a melhor, e com goleada - exatamente como nos 5 a 0 da final do Campeonato Brasileiro de 1962, realizada pouco antes. Pelé comandou o espetáculo com três gols no primeiro tempo, enquanto Garrincha, mesmo com suas arrancadas pela ponta, não incomodou a zaga santista. No fim, um último gol, de Lima, encerrou a conta: o Santos passava com sobras e, mais tarde, conquistaria o primeiro de seus três títulos ao derrotar duas vezes o Boca na decisão.

07/03/1976 - Cruzeiro 5 x 4 Internacional (Mineirão, MG)
Fase de grupos
Cruzeiro e Internacional entravam na Libertadores na mesma condição de Santos e Botafogo 13 anos atrás: como os dois maiores times do país na ocasião e pouco depois de terem decidido o Brasileiro de 1975, com vitória do Inter. E o resultado naquele domingo no Mineirão não poderia se outro se não um jogo histórico, com direito a pênalti, expulsão, reviravoltas e nove gols. O Cruzeiro conseguiu a revanche graças a dois gols de Palhinha - em ambos aproveitando falhas de Figueroa - e outros dois de Joãozinho. O Inter ainda reagiu, empatou em 3 a 3 e 4 a 4, mas a potente cobrança de pênalti de Nelinho definiu o triunfo. Os mineiros voltariam a vencer os gaúchos na fase de grupos, desta vez no Beira-Rio, eliminariam o rival e ganhariam moral para a sequência. A prova viria com as goleadas sobre Alianza Lima e LDU, na fase seguinte, e sobre o River Plate, já na decisão. O Cruzeiro se tornava, ali, o dono da América.

25/03/1981 - Flamengo 0 x 0 Atlético-MG (Serra Dourada, GO)
Fase de grupos
Foi muito menos pelo placar, muito mais pela confusão dentro de campo, que o Flamengo e Atlético-MG de 1981 entrou para a história dos confrontos brasileiros. Dois jogos entre eles haviam terminado empatados em 2 a 2, e a igualdade em pontos ao término da fase de grupos obrigou um terceiro confronto em campo neutro. Era para ser o duelo de Zico e Júnior contra Éder e Toninho Cerezo, mas, em campo, a bola rolou apenas durante 37 minutos. Isso porque o árbitro da partida, José Roberto Wright, mostrou cartão vermelho para cinco jogadores do Galo. Como o duelo não pôde continuar por falta de jogadores, o Flamengo acabou levando os pontos e embalou rumo ao primeiro título, batendo na final o chileno Cobreloa também em uma terceira partida.

26/071995 - Grêmio 5 x 0 Palmeiras (Olímpico, RS)
Quartas de final - Jogo de ida
Para levantar suas duas taças na Libertadores, o Grêmio precisou ser forte contra rivais brasileiros. Em 1983, os triunfos vieram contra o Flamengo na fase de grupos; 12 anos depois, foi a vez de o Palmeiras cruzar o caminho dos gaúchos em quatro ocasiões, sendo duas nas quartas de final, ambas inesquecíveis. No jogo de ida, no Olímpico, após uma briga e expulsão para os dois lados, o Grêmio saiu na frente graças a dois chutes de longa distância, de Arce e Arílson. No segundo tempo, três gols de Jardel aproveitando cruzamentos deram números finais a uma das mais impiedosas goleadas destes confrontos nacionais. Outra delas aconteceria na semana seguinte, em São Paulo, e a favor do Palmeiras. No entanto, um gol de Jardel aos oito minutos acabou fazendo a diferença na soma final: os 5 a 1 foram insuficientes para eliminar o time de Luiz Felipe Scolari, que não perdeu mais rumo ao bicampeonato.

06/06/1998 - Vasco 1 x 0 Grêmio (São Januário, RJ)
Quartas de final - Jogo de volta
Talvez o melhor exemplo da importância de uma vitória em confrontos nacionais pela Libertadores tenha sido dado pelo Vasco, em 1998. Afinal, naquela campanha, foram nada menos que seis partidas contra brasileiros e apenas uma derrota. Nos mata-matas, os cariocas passaram pelo então campeão Cruzeiro - que entrara diretamente nas oitavas - e se classificaram para novo duelo com o Grêmio, rival na fase de grupos. Após empate na ida, a torcida em São Januário explodiu com o gol de Pedrinho antes do fim do primeiro tempo e ainda quase viu Juninho Pernambucano e Donizete marcarem outros. Nem precisava. Na sequência, a mística brasileira se manteria: com moral elevado, os vascaínos passaram por River Plate e Barcelona de Guayaquil para faturar o primeiro título da Libertadores.

12/05/1999 ?' Corinthians 2 (2) x 0 (4) Palmeiras (Morumbi, SP)
Quartas de final ?' Jogo de volta
06/06/2000 ?' Palmeiras 3 (5) x 2 (4) Corinthians (Morumbi, SP)
Semifinal ?' Jogo de volta
Dois confrontos que marcaram a história do clássico paulistano, nos quais quem levou a melhor foi o Palmeiras. Para se ter uma ideia do nível técnico em campo, nove jogadores participantes nesses embates disputariam a Copa do Mundo da FIFA Coreia do Sul/Japão 2002: Dida, Carlos Gamarra, Vampeta, Ricardinho, Edilson, Luizão, Marcos, Francisco Arce, Roque Júnior e Júnior, sem contar a presença do próprio mentor da conquista do pentacampeonato pela Seleção, Luiz Felipe Scolari.

Em 1999, pelas quartas de final, depois de uma vitória alviverde por 2 a 0 na primeira partida, o Corinthians foi buscar a igualdade na segunda, com duas jogadas de Marcelinho Carioca para gols de Edilson e Ricardinho. Resultado? Pênaltis, brilhando a estrela de Marcos, que passaria a ser 'santo' para sua torcida.

Em 2000, sem dar trégua à rivalidade, foi a vez de eles se enfrentarem na semifinal. O Timão venceu por 4 a 3 no primeiro duelo no Morumbi, mas foi o Palmeiras dessa vez quem reagiu na volta: 3 a 2. E lá foram para a disputa de penalidades. Os nove primeiros batedores converteram suas cobranças, até que Marcos entrou em cena novamente, voando para defender o disparo de Marcelinho.Como consolo para as derrotas, entre uma edição e a outra da Libertadores, o Corinthians ganhou pela primeira vez a Copa do Mundo de Clubes da FIFA.

14/07/2005 ?' São Paulo 4 x 0 Atlético-PR (Morumbi, SP)
Final ?' Jogo de volta
Depois de um hiato de mais de dez anos, a torcida do São Paulo tornava a presenciar seu time na final do torneio continental, pela primeira vez contra um adversário brasileiro, o surpreendente clube paranaense. No primeiro jogo, disputado no Beira-Rio ?' o Atlético não pôde mandar em sua Arena da Baixada ?', um empate por 1 a 1. Na volta, no Morumbi, com o público em grande número, compondo um ambiente eletrizante, o Tricolor se impôs desde o começo para golear por 4 a 0 com gols de Amoroso, Fabão, Luizão e Diego Tardelli, abrindo caminho para um ciclo vitorioso que se estenderia por mais três temporadas, com times que funcionavam como uma consistente engrenagem, independentemente da troca de suas peças. Entre as conquistas seguintes, veio a Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2005.


16/08/2006 ?' Internacional 2 x 2 São Paulo (Beira-Rio, RS)
Final ?' Jogo de volta
Cá estava o São Paulo de volta para decidir novamente contra um oponente conterrâneo, o Internacional. A dobradinha de decisões brasileiras em anos consecutivos era inédita. Dessa vez o fator Morumbi não vingou, contudo, tendo o time de Abel Braga voltando para Porto Alegre com um triunfo por 2 a 1, com dois gols de Rafael Sobis. Não que os são-paulinos fossem desistir. Em um confronto cheio de alternativas no Beira-Rio, o placar terminou com um empate por 2 a 2, com direito a gol do meia Lenílson no finalzinho, aos 85 minutos. A combinação de resultados deu ao Inter sua primeira conquista além das fronteiras do país, que já seria complementada também pela vitória sobre o Barcelona na decisão da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2006.

23/05/2012 ?' Corinthians 1 x 0 Vasco (Pacaembu, SP)
Quartas de final ?' Jogo de volta
Em 2011, o Corinthians, eventual campeão, e Vasco, que ficou em segundo, brigaram até o fim pela conquista do Campeonato Brasileiro, com dois elencos recheados de jogadores experientes que formaram dois grupos muito coesos. No ano seguinte, alguns meses depois, quis o encadeamento dos mata-matas da Libertadores que eles voltassem a se enfrentar. Foi nas quartas: após empate sem gols no Rio, a disputa foi para São Paulo em um jogo dramático. E, se o Timão sofreu com Marcos no final dos anos 90, dessa vez o goleiro salvador estava do seu lado. Em um contra-ataque no segundo tempo, o meia Diego Souza saiu cara a cara com o gigante Cássio, que teve toda a frieza do Pacaembu inteiro para guardar posição, esperar a definição do vascaíno e cair para a esquerda para fazer uma defesa com a pontinha da luva. Minutos adiante, o volante Paulinho faria o gol da classificação de cabeça, mas o lance do capital da partida havia realmente acontecido do outro lado, num embate em que a grande maioria dos jogadores corinthianos apontou como sendo, de longe, o mais difícil de sua invicta campanha.

Fonte: FIFA

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