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Autoridades brasileiras se irritam com mais um "aniversário" de corintianos presos

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Autoridades brasileiras se irritam com mais um "aniversário" de corintianos presos

Mauricio Duarte
Do UOL, em São Paulo

 Neste sábado, faz um mês que sete corintianos presos em Oruro foram liberados. Por outro lado, faz também o mesmo tanto de tempo que cinco torcedores completaram mais uma página de calendário dentro da penitenciária. Este fato, segundo apurou o UOL Esporte, irritou as autoridades brasileiras.

Havia um acordo informal com a justiça boliviana de que assim que os sete primeiros fossem soltos, os outros seguiriam o mesmo caminho em breve. Era tido como certo que eles seriam liberados até o fim do mês de junho, o que não ocorreu. A partir de agora, a embaixada brasileira no local trata o caso quase como uma loteria.

 De acordo com o que apurou o UOL Esporte, foi difícil conter a euforia dos que ficaram lá quando os outros foram soltos. Eles acreditavam que estavam em vias da libertação. Agora, o trabalho é para que eles não caiam em depressão. Não é possível mais estipular um prazo. Há uma orientação para que o governo brasileiro reaja com mais firmeza a partir de agora.

A intenção é aumentar a pressão sobre a justiça boliviana para tentar acelerar o processo. A cada dia que passa, o futuro dos cinco brasileiros fica mais incerto, na visão das autoridades brasileiras que cuidam do caso.

Do ponto de vista legal, não há uma explicação de por que sete foram soltos e justamente esses cinco permanecem lá. Dois deles sequer estavam dentro do estádio durante a partida contra o San José, quando um sinalizador matou o boliviano Kevin Espada.

'A prisão dos doze foi irregular desde o início, pela falta de indícios e provas. Ao longo do tempo isso foi ficando cada vez mais evidente. O prolongamento da prisão dos cinco não faz nenhum sentido', declarou ao UOL Esporte Eduardo Saboya, ministro conselheiro da embaixada brasileira na Bolívia.

Apenas sete dos doze torcedores foram liberados da prisão. A decisão foi tomada pelo juiz Julio Guarachi, que, após investigação da promotoria boliviana, concluiu que eles não estavam envolvidos no incidente. Outros cinco torcedores brasileiros, com idades entre 21 e 35 anos, continuam presos em Oruro.

Os corintianos foram soltos no dia seis de julho e chegaram a São Paulo no dia nove. Foram recebidos por familiares e outros integrantes das organizadas do time no aeroporto internacional de Guarulhos. Aos desembarcar, falaram pouco e o discurso era o mesmo: `precisam libertar os outros'.

Os torcedores que chegaram ao Brasil são Tiago Aurélio dos Santos Ferreira, Danilo Silva de Oliveira, Tadeu Macedo Andrade, Rafael Machado Castilho Araújo, Fábio Neves Domingos, Hugo Nonato e Clever Souza Clous. Permanecem detidos: Reginaldo Coelho, Leandro Silva de Oliveira, José Carlos da Silva Júnior, Marco Aurélio Nefreire e Cleuter Barreto Barros.

Ainda no mês passado, um juiz boliviano informou a inclusão de um jovem brasileiro de 17 anos, residente em São Paulo, no processo contra vários torcedores do Corinthians, investigados pela morte em fevereiro de um menino durante uma partida da Copa Libertadores.

O jovem, identificado como H.A.M., se entregou às autoridades policiais brasileiras poucos dias após o acontecimento trágico, confessando ser o responsável por acender o sinalizador que matou o boliviano Kevin Beltrán, de 14 anos, durante uma partida entre o San José e o Corinthians.

Fonte: Terceiro Tempo

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