Nas mãos do inimigo? Acuado, Del Nero faz acordo com São Paulo no "Caso Boicote"

Nas mãos do inimigo? Acuado, Del Nero faz acordo com São Paulo no "Caso Boicote"

Até "Deus" vende a alma pela CBF?

Até "Deus" vende a alma pela CBF?

' Após longa novela, o São Paulo finalmente assinou o 'acordo de cavelheiros', onde se compromete a não contratar jogadores menores de 16 anos, se antes conversar com os times onde jogam. E para que o Tricolor cedesse, o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, precisou intervir. Afinal, a disputa da 44ª Copa São Paulo de Futebol Júnior ficou ameaçada por um torneio paralelo.


De acordo acordo com informações da coluna De Prima, do jornal Lance!, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) estava arquitetando a organizando de uma competição nos mesmos moldes da Copinha. Para isso, já contaria com apoio de alguns dos clubes que fariam o boicote. Entre eles, Atlético-MG, Botafogo, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Sport, Vasco e Vitória.

Na visão de Del Nero, a criação de um campeonato concorrente e o enfraquecimento da Copa SP poderia atingi-lo nas eleições à presidência da CBF. Até porque, o presidente da Ferj, Rubens Lopes, é rival político do mandatário da FPF e também sonha com o pleito na entidade máxima do futebol brasileiro.

O fato que causa estranheza é que, além de ceder ao pedido feito por Del Nero, a diretoria são-paulina também prometeu apoio nas eleições da CBF. Resta saber qual foi a 'moeda de troca' usada pelo presidente da Federação. Até porque o presidente do Sampa, Juvenal Juvêncio, é um histórico adversário político.

Com o compromisso firmado pelo São Paulo no acordo de cavalheiros, a FPF resolve uma situação mais emergencial, que é a realização da Copa SP de 2014. Com o fim do boicote, a expectativa é de que nas próximas semanas, sejam definidos os grupos do torneio. Isso terá de acontecer até o dia 2 de novembro, conforme o prazo de 60 dias prévios determinados pelo Estatuto do Torcedor.

Mais do boicote
Nos últimos anos, clubes como Vasco, Ponte Preta, Coritiba, Goiás, Vitória e Portuguesa têm reclamado do assédio do Sampa a jogadores de suas bases. O time do Morumbi estaria infringindo um acordo de cavalheiros firmados pelos dirigentes, para proteger jogadores da base que não tenham contratos profissionais ?' antes dos 16 anos é proibido firmar este tipo de vínculo.

A gota d?água para a decisão dos clubes foi a última acusação feita pela Ponte Preta. Há algumas semanas, o goleiro Lucão sumiu da Macaca e começou a treinar no CT de Cotia. O jogador havia acabado de ser um dos destaques da Copa do Brasil Sub-17 e fora convocado para Seleção Brasileira da categoria.

Uma das principais promessa da Macaca, Lucão completa 16 anos em dezembro e só então poderia legalmente assinar contrato com qualquer clube. A ideia da Ponte era oferecer imediatamente um aumento do valor da ajuda de custo, que se aproximaria dos valores que seriam pagos na assinatura do primeiro contrato profissional. Em 2014, ele seria incorporado como quarto goleiro do time principal. O empresário dele é Edson Souza, que é sócio da empresa Contra Ataque, que tinha uma parceria na categoria de base da Ponte Preta. Ele foi um dos responsáveis por ter 'armado' este golpe no clube campineiro.

Embora não haja impedititivos legais contra as ações do São Paulo, os clubes contestam a parte ética. Caso a prática torna-se algo comum, a tendência é de que muitos clubes deixem de investir na revelação de jogadores, sobretudo os médios e os pequenos que não conseguem oferecer a mesma estrutura dos grandes. Assim como uma pirâmide, com uma base menor, a tendência é que a ponta do futebol também seja menor.

Fonte: Futebol Interior

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