Rosenberg critica Corinthians no caso Oruro, mas dá nota 8 à torcida no ano

Rosenberg critica Corinthians no caso Oruro, mas dá nota 8 à torcida no ano

Rosenberg critica Corinthians no caso Oruro, mas dá nota 8 à torcida no ano

Rosenberg critica Corinthians no caso Oruro, mas dá nota 8 à torcida no ano



Figura importante da retomada corintiana desde a Série B, Luiz Paulo Rosenberg está afastado do dia-a-dia do clube desde o fim do ano passado, mas está atento às ações dos dirigentes. Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, o ex-diretor de marketing criticou a ação do Corinthians no caso Oruro, mas disse que a torcida alvinegra fecha o ano com nota 'de 8 a 10'.

'A gente tem de dar atenção à vítima. Você vê a diferença do que aconteceu agora na Arena, em que a atenção foi toda voltada para o atendimento às famílias. Isso deveria ser prioridade, e não se preocupar se vamos ser punidos ou não', disse Luiz Paulo Rosenberg, repetindo crítica que já havia feito há alguns dias.

A comparação da tragédia recente na Arena Corinthians e o que ocorreu no caso da morte do menino Kevin, no primeiro semestre, demonstra um aprendizado interno, na visão de Rosenberg. Quando o jovem boliviano morreu, atingido por um sinalizador de navio disparado por torcedores corintianos, a reação imediata do clube foi brigar na Conmebol para reverter as sanções esportivas a que foi submetido.

Mais adiante, o Corinthians procurou a família de Kevin e deu uma ajuda humanitária financeira à família, que chegou a reclamar da postura dos dirigentes brasileiros. A grande mobilização alvinegra, porém, foi para libertar os 12 torcedores que ficaram presos em Oruro, onde a tragédia ocorreu. Para Rosenberg, o engajamento tem dois lados.

'Se misturaram duas coisas. No abstrato, o clube não tem de defender quem é suspeito. Isso chocou muita gente. Só que todo mundo sabe o que aconteceu. Prenderam gente que estava fora do estádio, além do período devido, vincularam com outros interesses bolivianos e trataram o Brasil como se ele fosse uma potência imperialista', disse Rosenberg, mais compreensivo quanto à atitude da gestão de Mário Gobbi.

Apesar de não conviver com o clube em seu dia-a-dia, o ex-diretor de marketing ainda é vice do atual presidente e uma das figuras mais conhecidas da cartolagem alvinegra. Ele promete seguir afastado dos bastidores alvinegros, mas promete, como conselheiro, seguir apoiando a chapa Renovação & Transparência, que tem em Andrés Sanchez como seu principal líder.

 Sua saída repentina do ostracismo se deveu a um projeto pessoal. Na última quinta, o Corinthians inaugurou o Natal da Fiel, feira temática do clube na Bienal do Ibirapuera, que oferecerá atrações e produtos exclusivos para os torcedores no fim de ano. Idealizador do projeto em 2012, Rosenberg fez questão de conferir a estreia do empreendimento agora.

A feira é mais um projeto para fortalecimento da marca corintiana junto do torcedor, uma das grandes bandeiras do dirigente. Em 2013, porém, a torcida alvinegra não viveu seus melhores momentos, especialmente as organizadas. Além do envolvimento na morte de Kevin Espada no primeiro semestre, brigas e mau comportamento nas arquibancadas tiraram alguns mandos de campo do clube no Brasileiro.

'Há uma diferença brutal entre as organizadas e quem está infiltrado, e é combatido pela própria torcida. Quando eu vejo o desempenho da torcida, com o apoio após a queda na Libertadores e a festa para o time, acho que a torcida foi melhor que o time. Daria nota de 8 a 10', disse Rosenberg.

A única objeção do cartola é quanto à forma de alguns protestos. Em duas oportunidades neste ano, membros de organizados foram autorizados a entrarem no CT Joaquim Grava para pressionar jogadores. Rosenberg condena os atos.

'Aí não. A torcida pode reclamar, mas a gente tem de estabelecer limites', disse ele

Fonte: Terceiro Tempo

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