Polícia pede dados sobre vento e chuva na hora do acidente da Arena Corinthians

Polícia pede dados sobre vento e chuva na hora do acidente da Arena Corinthians

Polícia pede dados sobre vento e chuva na hora do acidente da Arena Corinthians

Polícia pede dados sobre vento e chuva na hora do acidente da Arena Corinthians

O delegado responsável pelo inquérito que apura as causas do acidente que causou a morte de dois operários na Arena Corinthians, na zona leste de São Paulo, em 27 de novembro pretende pedir dados sobre o clima no momento da queda do guindaste que levantava uma peça da cobertura da arena.

Luiz Antônio da Cruz, delegado-titular do 65º DP (Artur Alvim), também pretende pedir as informações levantadas pela Superintendência Regional do Ministério do Trabalho sobre as horas extras feitas pelos operários que trabalham na construção do novo estádio corintiano.

O prazo inicial para entregar o inquérito é 27 de dezembro (30 dias após o acidente). Como ainda pretende ouvir o depoimento de cinco funcionários da obra e espera receber o retorno dos documentos que pediu, Cruz acredita que será preciso pedir mais 30 para concluir a investigação. O inquérito deve ser concluído, portanto, em janeiro.

'Vou mandar um ofício ao Instituto de Meteorologia da USP para saber como estavam as condições climáticas no momento do acidente. Quero saber se tinha vento, qual era a velocidade do vento naquela hora; se tinha chuva ou se não tinha chuva', disse o policial.

Segundo Cruz, a ideia é levantar o maior número de informações que possam ajudar a elucidar o acidente. Uma das hipóteses para explicar a tragédia é que as condições climáticas não eram favoráveis ao levantamento da peça da cobertura. Outras possibilidades apontam para falha humana ou defeito no equipamento.

Por isso, o delegado também pretende entrar em contato com o Ministério do Trabalho. Durante a semana, o superintendente do Ministério em São Paulo, Luiz Antônio Medeiros, disse que o operador do guindaste que caiu trabalhava havia 18 dias sem folga e que o excesso de carga horário era uma regra na obra.

Entre documentos e transcrições de depoimentos, o inquérito policial já tem 160 páginas, de acordo com o delegado. Cruz já ouviu todos os engenheiros responsáveis pela construção da arena, além do operador do guindaste e dos supervisores da empresa responsável pelo equipamento.

'A versão que eles contam é mais ou menos a mesma. Dizem que tudo foi feito dentro dos procedimentos padrões de segurança e que a queda do guindaste foi muito rápida. Levou de um minuto a um minuto e meio', afirmou Cruz.

'As testemunhas confirmaram que antes de começar a operação de içamento da peça os supervisores da Locar, dona do guindaste, podem pedir a paralisação do trabalho se encontrarem algo errado', completou o delegado.

Em seu depoimento, o operador do guindaste, José Walter Joaquim, de 56 anos, afirmou que a instalação das outras 37 peças metálicas da cobertura da arena foi paralisada 'três ou quatro vezes' devido a algum problema de segurança ou por causa das condições climáticas. Joaquim negou que uma falha humana possa ser a causa da tragédia.

Fonte: Terceiro Tempo

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