Delegado diz que negligência com segurança causou acidente na Arena Corinthians

Delegado diz que negligência com segurança causou acidente na Arena Corinthians

Delegado diz que negligência com segurança causou acidente na Arena Corinthians

Delegado diz que negligência com segurança causou acidente na Arena Corinthians

A Polícia Civil informou que os primeiros indícios apontam negligência com equipamento de segurança como causa da queda que levou a morte de um operário que trabalhava na construção da Arena Corinthians, em São Paulo. O delegado Rafael Pavarina baseia as impressões em conversas com funcionários da obra que estavam junto com a vítima no momento do acidente.

Ele declarou que ouviu de operários que Fabio Hamilton da Cruz, 23 anos, tirou o equipamento de segurança e foi advertido pelos demais ao se desprender do cabo vida - um cabo de aço em que os trabalhadores que atuam em locais altos devem fixar mosquetões. De acordo com o delegado, a vítima respondeu que era somente para uma tarefa rápida.

'Não houve negligência de equipamento. Foi negligência da própria vítima'.

O acidente aconteceu por volta das 10h30 e Fabio chegou a ser levado para o Hospital Santa Marcelina, com múltiplas fraturas, perfuração do pulmão e traumatismo craniano. A mãe dele esteve no local enquanto os médicos lutavam no centro cirúrgico para manter o operário vivo. Não tiveram êxito.

Além dos depoimentos, a resposta sobre o que levou a morte de Fabio virá com a realização da perícia. Os peritos do Instituto de Criminalística estiveram na Arena Corinthians no sábado a tarde, mas a falta de segurança e de luz natural impediu a finalização do trabalho. Ele recomeça neste domingo, às 14h. A Polícia Militar ficou encarregada de garantir a preservação do local.

O primeiro acidente com mortes no canteiro de obras Arena Corinthians, quando um guindaste caiu em 27 de novembro do ano passado, provocou a interdição de parte das obras. Na ocasião, dois funcionários morreram. As empresas encarregadas da obra não temem que o acidente deste sábado leve a novos atrasos no cronograma.

Os trabalhos são divididos pela Odebrecht, que vai entregar a estrutura a ser usada pelo Corinthians, e a Fast, responsável pela instalação de 21 mil lugares com arquibancadas temporárias a ser usadas apenas na Copa do Mundo.

A assessoria de imprensa da Odebrecht argumentou que a área onde seus funcionários trabalham não sofre influência do ponto em que ocorreu a queda de Fabio. Tanto que mesmo com o acidente ocorrido na arquibancada Sul não houve paralisação das obras durante a tarde.

A previsão é de a situação que vai se repetir na segunda-feira e o canteiro de obras funcione a pleno vapor. A assessoria de imprensa informou ainda que o acidente não altera o cronograma que continua prevendo a entrega para 15 de abril.

A Fast também minimizou o impacto que uma interdição possa ter no cronograma. A assessoria de imprensa da empresa ressaltou que se trata apenas de uma possibilidade e alegou que mesmo que ela se confirme terá pouca influência porque somente uma pequena área onde houve o acidente seria afetada.

A queda do operário foi na arquibancada Sul, localizada atrás do gol que fica no lado contrário da Radial Leste. Além de uma interrupção numa pequena parte deste setor, o que não impede o trabalho no restante do local, não haveria impacto na arquibancada Norte.

Fonte: Terceiro Tempo

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