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Diretoria do Corinthians detalha operações por Willian e Paulinho e explica papel de patrocinadores

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Por Luis Fabiani e Rodrigo Vessoni

Duilio e Colagrossi na entrevista coletiva concedida no CT Joaquim Grava

Rodrigo Coca / Agência Corinthians

A diretoria do Corinthians, representada pelo presidente Duílio Monteiro Alves, pelo superintendente de marketing José Colagrossi, e pelo diretor financeiro Wesley Melo, detalhou nessa quarta-feira a operação financeira do clube para viabilizar duas das principais contratações que fez no último ano.

O trio de dirigentes confirmou que o Corinthians conta com a colaboração de patrocinadores para financiar os salários do volante Paulinho e do meia Willian. Eles ainda especificaram as porcentagens assumidas pelo clube nas respectivas negociações.

"Trouxemos o Willian com 50% do salário pago, trouxemos o Paulinho, oferecendo propriedades e gerando conteúdo para uma empresa que pagará 100% do seu salário. O Corinthians não terá custo com isso. Nos esforçamos para o melhor. Não quero citar número exato, mas nossa folha é um pouco menor do que 2020, mesmo com o time que temos", afirmou Duilio durante a coletiva desta quarta-feira, no CT Joaquim Grava.

O superintendente de marketing José Colagrossi detalhou ainda mais as operações do clube nas buscas pelos últimos reforços, e explicou o papel do marketing do clube nesse processo. Segundo ele, as estratégias do clube para contratações de grande porte podem servir como modelo ao futebol brasileiro nos próximos anos.

"Tudo é feito com planejamento e disciplina. Começa com o orçamento, se não temos orçamento para isso, identificamos dos nossos parceiros, com o marketing, de visibilidade, de dados, para que a gente possa atrair um grande parceiro, oferecendo um projeto, para que ele faça um aporte de dinheiro, viabilizando a vinda dos jogadores. Aconteceu no caso do Willian, com a Socios.com, e mais recentemente, com a Taunsa e o Paulinho. Esse projeto continua com a maior intensidade. Espero e tenho certeza que o modelo será replicado em 2022 e 2023. É um grande exemplo para o futebol brasileiro trazer grandes jogadores que não poderiam chegar com o orçamento", contou Colagrossi.

O superintendente ainda disse que o Corinthians deve ter novidades nas próximas semanas em relação ao assunto. Ele também explicou que as conversas são feitas tanto com os patrocinadores que já estão no Timão quanto com outros que possuem interesse.

"É um processo que acontece em paralelo. Temos conversas com diversos patrocinadores, alguns parceiros já existentes, e outro em potencial. Não definimos uma coisa e depois vamos falar com o parceiro. É tudo paralelo, não pontual. Inclusive devemos ter novidades nas próximas semanas", disse Colagrossi.

"Não tem investidor fácil ou difícil. Tem aquele que recebe um bom projeto ou não. O segredo é o que o clube oferece para o patrocinador para converter em vantagem para ele mesmo. Os projetos da Socios.com e Taunsa são de sucesso, por isso deu certo. Estava alinhado com os objetivos e metas deles", completou.

Por fim, Colagrossi ainda explicou a conduta do clube na busca por reforços. Segundo o superintendente, o Corinthians evita "loucuras" e tem que ter responsabilidade em grandes negociações para sua equipe de futebol.

"Tratamos com planejamento e disciplina. Não trazemos jogador de valor alto sem ter parceria com uma marca associada. Fizemos isso no caso do Willian e Paulinho. Se no futuro, quando trouxermos jogadores dessa envergadura, será nesses moldes. Caso contrário, seria loucura. E nós temos muita disciplina, muito planejamento e rigidez em seguir os processos nesse sentido", finalizou Colagrossi.

O diretor financeiro Wesley Melo também foi questionado sobre as movimentações do Corinthians no mercado da bola. Ele explicou a estratégia financeira do clube e aliou as operações recentes ao primeiro semestre de 2021, período em que o clube freou sua busca por reforços.

"Se você lembrar, no primeiro semestre de 2021, nenhum jogador foi contratado e dezenas saíram. Foi estratégico. Alinhamos que iriamos reduzir o futebol no primeiro semestre para, depois, fazer contratações pontuais para o futebol. Foi o que foi feito. A economia que foi feita nos custos do clube possibilitaram os investimentos. Tínhamos a expectativa de ficar no meio da tabela e terminamos em quinto na tabela. Cortes na veia" concluiu Melo.

Veja mais em: Diretoria do Corinthians, Mercado da bola, Patrocinador do Corinthians, Willian e Paulinho.

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