Com Fielzão a R$ 1 bi, Andrés admite risco de perder abertura da Copa 2014

Com Fielzão a R$ 1 bi, Andrés admite risco de perder abertura da Copa 2014

Por Meu Timão

Início das obras pode ser na segunda feira

Início das obras pode ser na segunda feira

Depois da indicação de que São Paulo não receberá a Copa das Confederações, agora a abertura da Copa do Mundo de 2014 na cidade também está ameaçada. Na noite desta sexta-feira, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o prefeito Gilberto Kassab, o presidente do Corinthians, Andrés Sanches, e representantes da Odebrecht, empresa responsável pela obra do Fielzão, se reuniram para discutir o salto do valor da obra do estádio corintiano, que agora está estimado em R$ 1 bilhão.

A construtora chegou ao valor de R$ 1 bilhão, que é R$ 300 milhões mais caro que o da projeção anterior de R$ 700 milhões, após fazer um novo levantamento para cumprir todas as exigências da Fifa para o local receber a abertura. No entanto, não há quem pague esta conta. Apesar da promessa geral dos envolvidos na reunião de tentar resolver o problema rapidamente, Andrés admitiu que existe hoje a possibilidade de a cidade ficar sem o jogo inaugural do Mundial de 2014.

- Não corremos risco de o Corinthians não ter um estádio, mas corremos risco de não ter a abertura, infelizmente. A construtora deu um prazo de 30 meses para a execução da obra, então a cada dia que passa o nosso tempo diminui. Temos mais 15 a 20 dias dentro dessa projeção, depois começa a ficar pesado, até porque as condições climáticas podem atrasar a obra também, principalmente em caso de fortes chuvas. Não falo mais em prazos para tudo começar. Antes falei abril, maio, agora não arrisco mais, seria burrice, mas estamos no limite – admitiu o mandatário corintiano.

Andrés explicou que, para que a obra começasse na próxima segunda-feira, por exemplo, era necessário resolver como esta conta de R$ 300 milhões a mais será paga. O presidente garantiu que o Corinthians não tem esse dinheiro.

- Tínhamos um estádio para 48 mil, que não tinha nada a ver com a abertura da Copa. Quando ficou decidido que ele seria usado para abrir o Mundial, tivemos que mudar o projeto. Hoje chegamos ao valor de R$ 1 bilhão e estamos todos estudando a engenharia financeira para a viabilização desse novo projeto. Quando a idéia era um palco para 48 mil, era mais simples. Agora precisamos pensar em cumprir exigências da Fifa, como área maior de estacionamento, local para receber até cinco mil jornalistas, e passamos de uma área construída quase duas vezes maior do que a inicial – justificou o dirigente.

Fonte: Globo Esporte

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