Caso Adriano: Após chorar, vítima diz que ela mesmo efetuou o disparo acidentalmente

Caso Adriano: Após chorar, vítima diz que ela mesmo efetuou o disparo acidentalmente

Adriano tava puto da vida com a vítima e nem foi visitá-la

Adriano tava puto da vida com a vítima e nem foi visitá-la

Rio - A polícia está muito perto de solucionar o caso da jovem baleada dentro do carro do atacante Adriano, do Corinthians. Após acareação e da mini-reconstituição na 16ª DP (Barra da Tijuca), a estudante de moda Adriene Cyrillo resolveu mudar seu depoimento anterior, feito ainda no hospital, e negou que o jogador tenha efetuado o disparo. Segundo Adriene, que chorou muito durante o confronto de versões, o tiro saiu da arma que estava na mão dela, acidentalmente.

Ela, Adriano, Júlio Cesar Barros - tenente da PM e amigo do jogador, Andreia Ximenes e Viviane Faria participaram de todo o processo na delegacia.

Ao deixar a 16ª DP, o jogador Adriano disse, rapidamente: 'Estou aliviado. Com a mudança de depoimento, espero que a história tenha acabado'.

Acareação

O atacante Adriano chegou pouco antes de 15h30 desta quarta-feira na 16ª DP para participar da acareação com outros envolvidos no caso da jovem baleada dentro do seu carro, na madrugada do último domingo. Na delegacia foram confrontadas as versões de cada um dos cinco personagens para tentar solucionar o caso e descobrir quem deu o tiro que atingiu a estudante de moda Adriene Cyrillo.

A bordo da sua BMW branca e acompanhado de uma mulher que seria sua advogada, o atacante chegou de camisa pólo preta e calça jeans. Diferente do que fez na última segunda-feira, Adriano não conversou com jornalistas que o aguardavam na porta da delegacia.

Antes do Imperador, Adriene e o tenente reformado da PM Júlio Cesar Barros já estavam na unidade policial. As três mulheres que também estavam no veículo participariam da acareação. Ao chegar na DP, Viviane Faria, 24 anos, deixou claro o que foi fazer no local. 'Vim provar que o Adriano é inocente', afirmou.

Anteriormente, Adriene foi levada do hospital para a unidade sob escolta de uma policial, em um carro particular. Ele chegou a delegacia deitada no banco de trás do veículo, não falou com a imprensa e utilizou uma porta nos fundos da DP.

Jovem teve dedo reconstruído

Adriene recebeu alta no início da tarde desta quarta-feira. Ela estava internada no Hospital Barra D´Or, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Quatro cirurgiões participaram da operação de Adriene. Foi feito enxerto de osso retirado da crista ilíaca da jovem. O lado esquerdo foi escolhido por Adriene, já que tem tatuagem e ela poderá refazer o desenho e esconder a cicatriz.

No dedo reconstruído também será colocada placa de titânio, para sustentar o enxerto. A cirurgia durou cerca de quatro horas, e uma pessoa acompanhava a jovem no hospital. Ela não teria recebido visitas desde a noite de segunda-feira. Ainda de acordo com funcionários, a jovem, após a cirurgia, passou bem e não deverá ter sequelas.

Vigia de boate reforça versão de Adriano

O jogador Adriano, do Corinthians, ganhou nesta terça-feira um reforço para a versão que deu à polícia sobre o tiro disparado dentro do carro dele, na madrugada de sábado, que feriu a jovem Adriene Cyrillo, de 20 anos, na mão esquerda. Um vigilante da boate Barra Music, onde o craque diz ter conhecido a jovem, confirmou informalmente ao titular da 16ª DP (Barra), delegado Fernando Reis, que o jogador deixou o local no banco da frente da BMW.

'Precisamos chegar a uma conclusão sobre quem efetuou o disparo e como essas pessoas estavam dispostas no veículo. Temos que confirmar se esse vigilante está dizendo a verdade ou se está ajudando o frequentador famoso da boate', questionou o delegado Reis, que ainda aguarda a conclusão do exame de resíduo de pólvora feito nas mãos do atacante.

O policial informou também que, de acordo com funcionários da boate, as câmeras de segurança do local não registraram o momento em que Adriano, Adriene e outras três pessoas entraram na BMW branca do atleta. 'As imagens mostram apenas um pedaço da parte da frente do carro, sem registrar quem entra no veículo. Se tivéssemos as imagens, já estaríamos com tudo praticamente solucionado', disse o delegado, que vai ouvir o depoimento formal do vigilante na tarde de hoje, quando também promove uma acareação entre os ocupantes do veículo.

A ideia do delegado é que o vigilante também participe da acareação, um elemento a mais para garantir que o episódio seja elucidado. 'Ela conta que ele atirou. Ele garante que ela pegou a arma e acabou se ferindo. Vamos saber agora quem está mentindo'.

Reportagem de Gabriela Moreira

Fonte: Marca Brasil

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