Defesa do Timão sofre com falta de ritmo e desempenho cai

Defesa do Timão sofre com falta de ritmo e desempenho cai

São Pàulo - Tite já avisou que a equipe ainda precisa de cerca de cinco jogos para entrar nos eixos. Fábio Mahseredjian, preparador físico, também alertou que ainda precisa de mais duas semanas para dar o condicionamento ideal para o elenco. Mesmo assim, o baixo rendimento técnico do setor defensivo chama a atenção neste início de temporada. Nas três partidas que disputou, o clube levou gols em todas. Dois contra o Flamengo, um contra a Portuguesa - em amistosos - e um contra o Mirassol, no domingo.

Além disso, Paulo André e Leandro Castán demonstraram falhas de posicionamento e de fundamentos. Erros que são demonstrados no desempenho de cada um. Analisando os dados do Footstats, a reportagem do MARCA BRASIL identifica que os dois não repetem no começo do ano o entrosamento do final de 2011.

Substituído contra o Mirassol, Paulo André não conseguiu fazer um desarme durante a partida. Não foi faltoso também, cometeu só uma falta. Mas a prova de sua queda está no número de rebatidas (lance que o zagueiro destrói um ataque adversário). Foram apenas dois, enquanto teve média de oito no Brasileirão.

Ao mesmo tempo que o camisa 13 demonstra certa fragilidade na marcação, seu companheiro Leandro Castán também sofre com a falta de ritmo. Mais próximo de seus números de 2011, o defensor desarmou duas vezes, cometeu uma falta e deu oito rebatidas. No entanto, o camisa 4 sofreu com a bola nos pés. Ficou com ela 1 minuto e 23 segundos, tempo maior do que sua média no ano passado. E pior, perdeu a posse em três oportunidades.

'Ainda falta condicionamento e ritmo para todos. Veja bem, com dez dias de pré-temporada eles já estavam jogando. É muito prematuro criticá-los. Vamos com calma. Tem que lembrar também que o Mirassol começou a preparação em novembro, por isso estava mais leve', explicou Fábio Mahseredjian, preparador físico do Corinthians, ao MARCA BRASIL.

Outro fator que aumentou a fragilidade da melhor defesa do Brasileirão (36 gols sofridos em 38 jogos) é a queda física de Ralf. O próprio volante admite que sua capacidade de antecipação e desarme depende do seu auge físico. 'O Ralf é mais pesado, é um trabalho de complexidade maior. Tenho certeza que estamos no começo da temporada', disse Mahseredjian.

Fonte: Marca Brasil

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