FIFA: Jorge Henrique: 'Me agrada muito marcar'

FIFA: Jorge Henrique: 'Me agrada muito marcar'

FIFA: Jorge Henrique: 'Me agrada muito marcar'

FIFA: Jorge Henrique: 'Me agrada muito marcar'

No plano de jogo do Corinthians para construir a melhor defesa da Copa Libertadores, a ação toda começa no ataque. Está certo que por muitas vezes os meio-campistas estão bem adiantados, para cercar a saída de bola. Mas, se a turma da frente não fizer sua parte, esse operação pode ser facilmente desmontada.

Entra em ação, então, Jorge Henrique. Com 1,69 m, o baixinho é quem dá início ao abafa dos alvinegros, pressionando zagueiros e laterais, muitas vezes fazendo o desarme com aqueles carrinhos que a torcida corintiana comemora, legendariamente, como se fosse um gol.

Para o espectador mais desavisado, que não compareça tanto ao Pacaembu e acompanhe o time mais pelas fichas técnicas e melhores momentos, talvez seja difícil colocar o devido valor no combativo atleta. Ele não é o responsável pelo maior número de assistências ou gols do Timão.

Mas não se enganem os adversários: quando Jorge Henrique deixou o gramado de La Bombonera apontando uma fisgada, para o técnico Tite esse não era um quebra-cabeça muito fácil de se resolver, em termos de ajustes táticos em sua formação inicial. Passado o susto, com uma recuperação rápida, está confirmado no ataque titular para esta quarta-feira. Mesmo que seja só para marcar. Como fala em entrevista ao FIFA.com: 'O que muito me agrada fazendo esta função é que, mesmo o Corinthians sempre trazendo nomes de peso para o ataque, jamais perdi meu espaço'. Confira:

FIFA.com: Marcando forte na frente, acha que dá um exemplo para todo o time, para fazer a pressão na saída de bola e que isso pode contagiar os torcedores?
Jorge Henrique: Acho que sim. Não sei se contagia tanto o torcedor, mas essa marcação influencia muito na questão tática. A pressão na frente facilita para quem está na segunda linha de marcação. Tentar neutralizar o adversário desde a saída de bola é importante.

Essa caracterísitca de marcar forte na frente vem de quando? Teve algum treinador ou algum fato que o tenha empurrado nessa direção?
Começou no Botafogo, com o Cuca. Depois isso foi somado ao meu currículo (risos). O Mano Menezes, aqui no Corinthians, tinha mania de colocar as peças referentes a todos os jogadores no quadro durante a preleção, quando ia desenhar o esquema tático da partida, e deixava a minha por último. Quando ia passar as minhas orientações, dizia: ?Jorge, você vai fechar para mim de uma bandeirinha de escanteio a outra;. Depois dizem que vida de jogador é moleza (risos).

Saberia citar outros atacantes que se dediquem tanto a marcar a saída de bola? Considera que é um dos que melhores para cumprir essa função?
O Emerson é um que faz isso muito bem. Joguei com outros, mas, para ser sincero, a minoria faz. Não me considero o que faz melhor. Esse gás na marcação, às vezes, me falta lá na frente, mas já existe todo um esquema para que isso não prejudique nossa forma de jogar.

O quão importante pra o seu jogo, para o seu cartaz hoje, se tornou a marcação, além de jogadas pelas ponta?
Virou uma marca de guerreiro. Jogando dessa forma, conquistei estaduais, uma Copa do Brasil, um Brasileiro e agora, se Deus quiser, virá a Libertadores. O que muito me agrada fazendo esta função é que, mesmo o Corinthians sempre trazendo nomes de peso para o ataque, jamais perdi meu espaço.

Considera que o torcedor que não frequente tanto os jogos entende sua importância para o time? Geralmente podem cobrar gols do atacante, mas seu papel no time vai muito além disso.
Acho que não, pois as pessoas, quando me param na rua, batem muito nessa tecla que sou importante taticamente. Não sou de falar muito, dou poucas entrevistas, mas acredito que esse peixe eu vendi direitinho (risos).

Para finalizar: você é um dos poucos remanescentes da equipe campeã da Copa do Brasil e pôde ver os dois times serem montados. Enxerga alguma diferença fundamental entre o atual time e aquele campeão de 2009?
Taticamente é diferente, mas não quero falar muito sobre isso, ainda mais porque estamos disputando um título histórico para o Corinthians e não posso revelar nada do nosso jogo para o adversário. Mas garanto que é um grupo, independentemente do resultado do jogo contra o Boca, competitivo e muito determinado, como aquele de 2009. Acho que se levarmos essa Libertadores, mesmo eu nunca estando entre os medalhões, a torcida do Corinthians não vai esquecer o quanto fui importante para o clube durante um bom tempo. Seja dando assistências, fazendo os gols ou roubando bolas.

Fonte: FIFA

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