Após pensar em sair, Giovanni já sonha com Mundial

Após pensar em sair, Giovanni já sonha com Mundial

Ele ainda vai ao shopping e passa despercebido pelas pessoas. Os passeios com a namorada Nathália ainda são tranquilos. Se a fama fora de campo ainda é pequena, no CT Joaquim Grava o garoto Giovanni deixou de ser apenas mais um que completa o treino para ser uma peça útil ao técnico Tite. Revelado nas categorias de base do Corinthians, o meia-atacante precisou suar muito nos treinamentos para cavar seu espaço, que foi selado com o golaço diante do Grêmio, quando a bola entrou no ângulo esquerdo do goleiro rival. Após 12 dias, a ficha já caiu.

'Mudou a vida de uma hora para outra, teve todo este assédio da imprensa, mas ainda não sou reconhecido. O gol tirou um peso das minhas costas, pois sempre esperam um gol. Agora é continuar treinando, respeitando os companheiros', destacou Giovanni em conversa com o MARCA BRASIL.

Mais descontraído e acostumado com as entrevistas, Giovanni é questionado muitas vezes de onde veio, como foi sua trajetória. Perguntas que não incomodam quem saiu de Sorocaba para fazer teste na base do clube. Aprovado, largou o futsal, de onde traz a capacidade de pensar rapidamente. Campeão da Copa São Paulo no começo do ano, comeu pelas beiradas para ter uma chance.

'Eu era o garoto mais desconhecido. Falavam do Marquinhos, do Matheus e Antônio Carlos', lembrou o camisa 29.

Sem badalação inicial, Giovanni ficou muitas vezes no banco sem ser utilizado. Nos treinos era improvisado na lateral direita. Com o time embalado, suas oportunidades eram raríssimas. Por tudo isso, pensou em ser emprestado para jogar, caminho da maioria dos garotos da base.

'Pensei, sim, em sair para pegar experiência. Mas conversei com minha família e achamos melhor ficar, pois a oportunidade um dia ia chegar. Ela chegou e eu aproveitei', justificou.

Sendo utilizado com mais frequência por Tite, Giovanni se destaca pela disposição em campo. Ele vai para cima dos adversários e volta com muita rapidez para compor o meio de campo.

'Quando não estou bem tecnicamente procuro me dedicar na marcação e ajudar a roubar a bola', disse.

E a oportunidade pode ser ainda maior do que qualquer sonho de Giovanni. Com poucas opções na armação da equipe, o garoto vive a expectativa de fazer parte do grupo que disputará o Mundial. Mas sem desespero.

'Acho que a lista tem que ser feita primeiro com os jogadores que estavam na Libertadores, mas se tiver a chance vai ser muito bom. Se não for, vou torcer muito e, quem sabe, ano que vem ir. Pois temos o Paulista, a Libertadores de novo e quem sabe o Mundial', ressaltou confiante.

Se for para o Mundial e voltar campeão...

'Sorocaba vai ficar pequena', brincou.

Fonte: Marca Brasil

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