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Nada mudou
Júnior Urso em ação na vitória do Corinthians contra o São Paulo por 1 a 0
Rodrigo Coca/ Ag. Corinthians
É feio chutar cachorro morto?
Opinião de Mateus Pinheiro
O duelo entre Corinthians e São Paulo se tornou algo um tanto quanto previsível em termos de resultado. Nos últimos dez anos, o confronto passou a conviver com uma dominância do Corinthians que não possibilita qualquer outra alcunha: freguesia. Acontece que, sete anos sem título algum para o rival, 27 eliminações consecutivas – muitas delas vergonhosas e outras contra o próprio time – e derrota após derrota em clássicos fazem o corinthiano um pouco mais piedoso pensar: ficou sem graça fazer piada com o São Paulo?
Desde que nos mudamos para nossa nova casa, em 2014, o rival do Morumbi nos visitou em 12 oportunidades, com nove vitórias do Corinthians, 3 empates e NENHUMA derrota. Os 83,33% de aproveitamento deixam escancarado a superioridade. O time que mais nos enfrentou em casa, e nunca conseguiu sair com os três pontos. Nesse meio tempo, goleada por 6 a 1 e troféu do Brasileiro levantado ao final do jogo, eliminação em semifinal de estadual, além da vitória mais recente: gol de Love, trigésimo Paulista conquistado e mais uma vitória do Corinthians.
O mesmo Love que sintetizou com perfeição o sentimento atual: “Não é que seja uma presa fácil; o São Paulo tem uma grande equipe. Só que não sabem jogar contra a gente, e a gente sabe jogar contra eles. Pegamos o jeito de jogar, a maneira de enfrentar o São Paulo”.
Enquanto gozamos de um período de ouro com títulos seguidos de títulos, observando de longe com um misto de pena e vingança, nosso rival se definhar, passamos até a nos sentir culpados de fazer o que de melhor o futebol proporciona: zoar seu amigo rival. Mas se for esse o nosso maior problema, que sigamos assim.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.