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O maior problema

Carille precisa eliminar uma de suas dores para melhorar o início de ano

Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

A dor de cabeça, a dor de ouvido e Carille

Opinião de Rodrigo Vessoni

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Dor de cabeça não é legal. Dor de ouvido menos ainda. Certamente, caro leitor, você não vai querer sofrer de nenhuma delas. Mas e se fosse obrigado a escolher sofrer por uma delas? O que você faria? No caso de Fábio Carille, a escolha foi a de ter as duas de uma vez nesses primeiros dias de 2018.

O treinador do Corinthians perdeu Jô para o futebol japonês. Não foi apenas a perda de um jogador do elenco. Não foi a perda de um titular da equipe. Não foi a perda do centroavante da equipe. Não foi a perda do seu principal atacante...

Foi a perda do cara que fazia o pivô. Do cara que colocava a bola pra dentro nas boas e nas ruins condições. Do cara que todos quebravam a bola para desafogar. Do líder do grupo fora de campo. Do cara que era respeitado pelos zagueiros adversários. Do que ajudava na bola aérea defensiva. Foi a perda do seu MELHOR jogador.

Mesmo diante desse fardo pesado como uma bigorna, uma grande dor de cabeça, Carille optou também pela mudança de esquema. Optou por mais um problema a ser resolvido, optou pela dor de ouvido. Gabriel sozinho na marcação, defesa mais exposta, meias de pouca pegada no meio... e tudo isso tendo de resolver a lacuna de Jô no setor mais perto do gol.

E aí está, na minha visão, o maior problema do Corinthians nesse início de temporada: resolver dois problemas gigantescos ao mesmo tempo. Jô não voltará. Ou seja, a dor de cabeça não teve cura rápida e Carille ainda precisará tê-la como sua companheira. Mas o sistema que deu tão certo em 2017 pode ser modificado a qualquer momento facilmente. Há material humano para isso, inclusive para segundo volante (Camacho, Renê Júnior, Maycon...). A cura da dor de ouvido está à disposição de Carille. Basta tomar o remédio e aguardar que a diretoria possa arrumar a cura da dor de cabeça num futuro próximo.

Sofrer por mais tempo com as duas dores, na minha visão, não é das melhores decisões que Carille poderá tomar nesse primeiro momento.

Veja mais em: Fábio Carille .

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

Por Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e, por 12 anos, no LANCE!. Neste momento, também é repórter da Rádio 9 de Julho, SP (AM 1600). Participa ainda, quando chamado, de programas na TV.

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  • Comentários mais curtidos

    Mauricio A #995

    A mudança do esquema de jogo, na minha opinião, foi para facilitar a vida do Jadson.

    Quanto ao Jô, agora começa a cair a ficha, foi um PÉSSIMO NEGÓCIO. Disseram que era dinheiro que não acabava mais e...já sumiu...

  • Deco 20 #58

    A venda do Jô foi um verdadeiro crime contra a instituição.

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  • Todos os comentários (76)

    Marcos Castro

    Vessoni...pelo amor de Deus cara...faça chegar na cabeça do Carille que Romero NÃO joga bola...Tem jogadores muuuito melhores que ele no elenco...até o Sheik se tiver melhores condições físicas atua melhor que ele. Romero não dá..E queria ver o tal Matheus que veio do CSA em campo. Será que não resolveria o problema da "dor de cabeça"?
    Abs.

  • Oilson Reis #134

    Momento de dar a volta por cima mais uma vez.

  • Lucas Amorim #1.695

    Pelo o visto Ralf e Gabriel serão titulares com o Romero, Time mais forte na marcação... Clayson, Rodriguinho e Fagner serão as válvulas de escape para o ataque...

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