Adversário do Corinthians neste sábado, o técnico Enderson Moreira, do Ceará, demonstrou a sua admiração pela equipe alvinegra e pelo técnico Fábio Carille. Com foco na organização tática do time e da estabilidade emocional dos jogadores, ele reforçou a dificuldade em jogar contra o Timão.
Na equipe cearense desde o início do Brasileiro, Enderson ressaltou a capacidade do Corinthians de passar por momentos difíceis. Para isso, ele relembrou da partida contra o Fortaleza, na qual a equipe alvinegra foi para o intervalo perdendo por 1 a 0, fora de casa, mas buscou a virada e saiu vencedor pelo placar de 3 a 1.
"É uma equipe invicta (há nove rodadas no Brasileirão). Cresceu muito depois da parada. Sofre pouquíssimos gols e é muito difícil de ser batida. Mas temos que enfrentar, disputar e nos preparamos bem pra esse confronto. A equipe do Corinthians tem o Carille, que tem uma ideia muito clara daquilo que é o jogo deles, é uma equipe muito organizada, sempre foi. Dá muitas poucas oportunidades para o adversário e jogando nos seus domínios eles tem mais força, mas mesmo jogando fora tem um sentido de organização. Eles sabem passar pelos momentos difíceis do jogo sem nenhuma quebra do aspecto emocional", disse Enderson Moreira, em coletiva nessa quinta-feira.
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"Mesmo que possam estar vivendo um momento de dificuldade, e acompanhei o jogo contra o Fortaleza, eles foram para o vestiário como se a coisa estivesse tranquila. E voltaram com uma outra postura no segundo tempo, então isso é uma questão normal no Corinthians. Eles passam por momentos de dificuldade no jogo sem grandes traumas", completou.
Na mesma base de raciocínio, o treinador relembrou da última oportunidade em que enfrentou o Timão. Tendo empatado a partida nos minutos finais, Enderson se surpreendeu com o apoio da torcida para empurrar o Corinthians para a vitória, o que realmente aconteceu. Na oportunidade, a equipe alvinegra venceu o Bahia por 2 a 1, com dois gols de Danilo.
"Lembro ano passado, eu estava no Bahia e a gente estava perdendo o jogo. Aos 41 ou 42 minutos do segundo tempo teve um pênalti, empatamos o jogo, mas a torcida não alternou em nada. Mesmo em um momento difícil, no meio de tabela, mas naquela zona perigosa. E eles tomaram o gol e não modificaram em nada o ambiente. Tinham mais cinco ou seis minutos pela frente, jogaram para vencer o jogo e venceram. Isso é uma questão de muita estabilidade emocional", relembrou o então técnico do Bahia.
Bastante experiente na carreira, tendo passagens por clubes como Fluminense, Grêmio, Santos, Athletico Paranaense, América Mineiro e Goiás, o atual treinador do Ceará reforçou que essa qualidade é praticamente única do Corinthians.
"Essa era uma situação que se fosse em outro lugar talvez, com a pressão do resultado e do momento, o comportamento da torcida e dos jogadores poderia ser diferente. Eu até comento que na hora que eles sofreram o gol, parecia que era deles, e não do Bahia. Essa estabilidade emocional, junto com a organização tática da equipe, é sem dúvida nenhuma o grande adversário que temos pela frente", finalizou.
Com o respeito do adversário, o Corinthians enfrenta o Ceará neste sábado, a partir das 11h. A partida é válida pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro e pode fazer o Timão seguir na cola dos líderes em caso de vitória.