No último sábado, o departamento cultural do Corinthians promoveu uma live em homenagem às conquistas do clube na década de 50, em especial o IV Centenário. Com a presença de ídolos e familiares, alguns feitos foram relembrados.
Fernando Wanner, representante do departamento cultural do Corinthians, foi quem mediou as conversas. Depois de conversar com o historiador e corinthiano Celso Unzelte, o apresentador convidou Jackson Nascimento para falar, único ex-jogador daquela época ainda vivo. Aos 95 anos, o ex-meia relembrou brevemente a união e alguns feitos da equipe - veja a live completa abaixo.
"Eu joguei pelo Corinthians no início dos anos 50, fomos campeões paulista. Nós tínhamos uma relação de amizade e respeito. Nós fomos campeões paulistas, fizemos 104 gols em um campeonato. Cláudio, Luizinho, Baltazar, Jackson, Carbone, Gilmar, Cabeção... Nós jogamos no Brasil inteiro, fizemos uma excursão na Europa com oito jogos, ganhamos todos!", relembrou o corinthiano.
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Uma das figuras também relembradas foi o ex-goleiro Gilmar, que faleceu em 2013. Representado por seu filho Marcelo, que também teve breve passagem pelo clube, os títulos paulistas de 1951, 1952 e 1954, além do Torneio Rio-São Paulo, de 1954, foram comentados. Marcelo falou sobre a relação de seu pai com o IV Centenário e exibiu a taça Jules Rimet, conquistada por Gilmar com a Seleção no período em que ele ainda defendia o Timão.
"Sou presidente da Associação dos Campeões Mundiais e prezo muito pela história, pelo passado. Meu pai sempre falou de uma maneira diferente do IV Centenário. Eu não entedia direito o porque, mas eu comecei a sentir quando eu mesmo fui jogar no Corinthians. Joguei em 1984, pouca gente sabe. Fiquei quase um ano. O Ronaldo Giovanelli brinca, ele era meu reserva, e ai eu senti o que significou o título do meu pai pelo Corinthians, já que ele é o único goleiro bicampeão mundial do planeta, com Seleção e com clube", contou.
"Ele me dizia que o IV Centenário era o título que mais representava ele e eu não entendia, fui entender depois que eu vivi dentro do Corinthians, participei desse mundo corinthiano e senti a paixão que isso representa. Eu entendi que, como ele dizia, foi o último time que ele viu, ele faleceu em 2013, que era muito técnico. Depois virou time da raça pelo tempo sem título. Ele disse que esse time era diferente. Eu fico feliz pela homenagem. Queria mostrar algumas coisas, ele tem taça, faixa, mas não estão aqui. Vou mostrar a Jules Rimet, de 1958, enquanto ele ainda jogava no Corinthians. Essa é original mesmo", relembrou e agradeceu Marcelo.
O encontro também foi marcado por um momento solene. O convidado Sérgio Scarpelli, filho de Frederico Esteban Júnior, recebeu uma placar em agradecimento aos feitos de seu pai pelo clube. Frederico foi diretor financeiro do Corinthians durante a gestão de Alfredo Ignácio Trindade, presidente durante a época relembrada.
"O meu pai foi um grande corinthiano. Era espanhol, se naturalizou brasileiro e se apaixonou pelo clube. Foi uma época espetacular. A contribuição do meu pai foi imensa, tanto que até hoje, e fico lisonjeado com isso, que ele é lembrado", celebrou Sérgio.
"Muito obrigado, foi sensacional. Agradeço de coração a homenagem tão singela, linda. Estão de parabéns. Obrigado, muito obrigado", agradeceu pouco depois.