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Cascone é o diretor jurídico do Corinthians

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Diretor do Corinthians explica plano do RCE e detalha o valor total da dívida do clube

Por Meu Timão

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Na última sexta-feira, o Corinthians apresentou o cronograma de pagamentos referente ao Regime Centralizado de Execuções (RCE) . Um dos responsáveis por esse projeto é Vinícius Cascone, diretor de negócios jurídicos, que comentou sobre o plano e aproveitou para detalhar a dívida do clube alvinegro.

"Na verdade, não foi hoje que o Corinthians apresentou esse plano. Ele já havia sido apresentado há um tempo, foi protocolado junto ao processo ao longo dos dias e, agora, voltou esse assunto à tona por causa do julgamento da possibilidade ou não da manutenção desse regime. Mas esse plano é um início de discussão que o Corinthians apresenta com seus credores, justamente para organizar o fluxo de pagamentos", iniciou Cascone em entrevista à Rádio Bandeirantes.

"O Corinthians vivia sufocado pelos bloqueios judiciais, inclusive acabava atrasando salários dos jogadores e outras pendências. Então, para a gente conseguir organizar a casa, é necessário criar um Regime Centralizado, assim como o Santos já fez, para que a gente possa garantir que todos os credores recebam", prosseguiu.

As contas do Corinthians foram bloqueadas em dezembro do ano passado, porém a medida foi revertida após a defesa fundamentada na legislação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) . Com isso, foi aprovado o RCE, um mecanismo que organiza e permite o pagamento das dívidas de maneira estruturada e monitorada.

O Corinthians declarou uma dívida total de R$ 926 milhões com credores. Deste montante, apenas R$ 367 milhões estão incluídos no RCE. Os débitos tributários somam R$ 817 milhões, enquanto as obrigações relacionadas à Arena alcançam R$ 677 milhões. Cascone detalhou ainda mais a dívida que o clube possui.

"A dívida do Corinthians é muito maior que o valor que está no plano. O Corinthians tem várias fontes de dívidas. A gente deve, hoje, em torno de R$ 2,4 bilhões. Nós temos um problema grave em relação a essa dívida, que são os juros. Como os juros crescem, isso faz com que a dívida do Corinthians cresça ainda mais. Por isso, é urgente que o Corinthians tome medidas para estancar esse crescimento. Precisa fazer os pagamentos e organizar esse fluxo. Esses R$ 2,4 bilhões que o Corinthians deve estão incluídos: a dívida da Arena, a dívida com tributos e outras dívidas que o Corinthians tem", contou o diretor.

"Nesse plano específico, estão abarcados R$ 377 milhões. Então, esse plano é uma das iniciativas de um projeto de diminuir a dívida do Corinthians. Estamos discutindo a dívida da Arena de forma separada. Essas dívidas são dos credores cíveis e temos um plano coletivo sendo discutido de dívidas com agentes e alguns clubes que o Corinthians também deve. Além disso, também estamos discutindo uma transação tributária para reorganizar o pagamento dos tributos", acrescentou.

Mesmo com o RCE, que impede que o Corinthians tenha bens e contas congelados, o Timão voltou a ter contas bloqueadas em janeiro por André Cury. O empresário encontrou uma brecha no plano, alegando que o clube adotou uma postura fraudulenta ao incluir contratos que não deveriam constar na medida. Vinícius Cascone aproveitou a oportunidade para comentar sobre a dívida do clube com o agente.

"Em relação ao André Cury, não vou polemizar mais do que já foi polemizado. Na verdade, um dos motivos que levou o Corinthians a se reorganizar com o plano foram os constantes bloqueios efetuados pelo André. Nós tentamos um diálogo com ele para tentar um reparcelamento, uma renegociação. Não foi possível e, justamente, para não priorizar só um credor, para reorganizar o fluxo, nós decidimos tomar essa decisão para que todos recebam e não seja um só", disse.

"Ele queria receber todo o valor de uma vez e, evidentemente, isso é praticamente inviável diante de todas as dívidas acumuladas ao longo dos anos. Não seria justo nem com os demais credores, nem com os atuais prestadores de serviços, atletas e pessoas que têm contrato com o Corinthians. Nós estamos conversando com os demais credores, uma conversa informal. Muitos têm interesse de dialogar e viram com bons olhos essa nossa iniciativa, porque demonstra transparência", finalizou.

Veja mais em: Dívida do Corinthians, Diretoria do Corinthians e Processos do Corinthians.

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